domingo, janeiro 21, 2018

HUMILDE ENCONTRO

Que diga quem quiser, o que quiser:
pra mim, o bastante, é o amor,
e a alegria dessa nova vida
e a certeza de que vai comigo,
de que vai comigo por onde for...
Eu serei o que Deus espera de mim.
Pode dizer que Zué agora virou crente.
Quero ser assim mesmo qual criança
seguir tomado dessa doce esperança
que encoraja toda essa terna gente
que com ternura segue sua andança.

Tarde serena, que dá lugar a bela noite,
eu caminho apressado na rua da igreja.
Trago nas mãos a Bíblia, no rosto alegria
vou ao encontro do povo que canta e é feliz!
Ouço no caminho palavras velhas e cochichos
de homens naturais que não compreendem
o que se passa em meu ser interior.
Mas, ninguém pode me roubar o que eu sinto
estou livre das amarras que prendem
os que, ainda, escravos de outro ser.
Canção nos lábios, coração que crê,
sorriso no rosto, a nova vida chegou.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
15/01/2018 (04h50min).

quinta-feira, janeiro 18, 2018

CÃOPOSIÇÃO POÉTICA…

Foi um acontecimento de emoção
em uma viagem: a bel Natureza
insiste com sua doce inspiração
a me encantar com sua beleza!

Ó, que destreza! preciso pra tanto ver...

Águas que vem, rios que passam,
árvores que propõem refrigérios.
A fauna nativa, mais que pássaros,
me envolve em seus mistérios...

Águas da Fonte regam minha inspiração...

Calmo respiro e presto quero compor.
A lua de noite, o sol na enseada,
gentes morenas me enchem de amor.
Faço da Poesia minha namorada.

E a lua na noite reflete o meu espírito.

Meu sonho vai por Natureza à dentro;
estou extasiado com tamanha Arte.
Não escrevo, a Poesia Viva é o centro
do meu olhar: está por toda parte.

E o céu tão perto, a Arte divina da Criação!

Volto pra casa, depois de idílico poema,
com apenas um texto escrito no bolso.
Mas, com alma lavada, a poesia é o tema
que desde cedo, com prazer me envolvo.

Já tão distante, ainda te vejo, ó Natureza!

Só não imaginava que iria encontrar
outra Poesia Viva em meu caminho.
O travesso Will, nosso canino do lar,
fuçou meus papéis: peralta cãozinho.

Meu dog de estimação fez sumir a canção...

Mas, quem disse que me abati, com isto, afinal.
Perdi o poema escrito, não volta a inspiração.
Will será agora, o cão mais charmoso, original:
Poesia Viva que me segue, minha cãoposição!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
15/01/2018 (08h47min).

quarta-feira, janeiro 17, 2018

ÊXTASE

Pensei, o que importa de verdade?
Eu falo suavemente,
falo porque sei que a minha missão é vida
e vida é a poesia de Deus em Cristo.

Vivo, quando vejo a humanidade baloiçando,
a tempestade açoitando o tempo,
as encostas se derretendo ligeiras,
as árvores tombarem nas montanhas
e a minha linda roseira do quintal
ficar nua, perder suas folhas e rosas...

Vivo quando a morte se avizinha de tudo;
alguém tem que ter esperança, né?!

Sorrio, por reconhecer Cristo em mim,
a Graça que me basta na tormenta,
e a vida me pertence em abundância.
Sorrio pelo rosto e o corpo todo.
O sorriso que mostro ao mundo
é a incontida alegria de viver
que  me toma por inteiro todo ser.

Oro, quando sinto a amargura dos que sofrem de existir,
sem colher as peras doces no pomar
e nunca terem visto orvalho em suas vidas.
Oro por mim e pela humanidade,
meus pecados e os do mundo precisam de perdão.
Mas oro, principalmente, porque em mim há gratidão.

Canto, canto porque a vida é bela apesar dos infortúnios,
que o sol se esconde – como o pensamento
que as formigas trabalham – como uma equipe
eu só observo a vida e canto
e esse meu doce canto é o canto da alegria.
Com a vida me encanto e canto suas tristezas
mas canto mais da vida bela, sua santa euforia
não só o espantar dos males, mas a surpresa do existir:
canto porque a vida me acena um doce porvir!

Pense comigo agora, o que importa neste mundo:
o que os outros pensam de mim ou o que de fato sou?
Só eu sei o que me aconteceu, quando me enxerguei em seu olhar,
quando escutei o suave bater na porta do meu coração,
quando seus lábios pronunciaram-me insistentes:
– Vinde a mim!

E eu ouvi, senti, gostei e fui...

Por isso eu falo, testemunho na proclamação.
E também vivo, carrego comigo a esperança.
Por isso há sempre um sorriso do coração.
E faço orações! Vou até aonde a fé alcança.

Minha vida é um canto de louvor ao meu Jesus!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
14/01/2018 (06h01min).

CANÇÃO DE BRINCAR

Vem pra roda você e você e você também;
todos fomos escolhidos à dedo pra brincadeira.
Tragam sua alegria, vem logo comigo,
todos os que sonham e são felizes...

Eu sou a canção, sou emoção, pura alegria
se não sei cantar bonito, não importa, santa folia.

Podem vir se estão tristes ou se alegres
venham logo, destravem sua timidez,
deem suas mãos às crianças que ao lado
passam sorrindo, cantando, por sua vez.

Venha o pobre, o rico, qualquer carente.
Negro, branco, índio de todas as raças.
Nossa canção é bela, composta de gente,
feita de amigos, irmãos, não de comparsas.

Vamos correr, saltar e nos divertir
colher rosas cheirosas em nosso chão.
Cada criança que entra em nossa roda
é rosa plantada no jardim do coração...

Vem pra roda
vem pro canto
seja rosa
com encanto.
Vem pra dentro
gira gira
neste evento
de alegria.

Vamos brincar de ser feliz.
A estrela que brilha dentro da gente
é maior que as trevas do país.

Vamos dançar, sorrir, lado a lado
seguir a canção da vida, seu compasso
ser grupo, ser forte, bem irmanados.

E vamos levar para o amanhã esta canção
doce canção de uma espera que se alcança.
A amizade que se faz com o coração
é a que se planta na pureza da criança.
Vamos seguir para a frente, levar a emoção
que habita o ser que enche de esperança.

Na roda estamos e ela não para mais.

A vida é roda gigante num parque aberto
é folguedo infante tira e bota tira e bota
canção que segue, vida que vai e é certo
ingênua alegria senta e levanta e senta
e correndo e saltando, vida desperta!

A canção de brincar convida você também!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/01/2018 (06h38min).

CRENTE NOVO

Todo o meu ser exulta, todo o meu ser bendiz
pela atuação do Espírito,
pelo convencimento,
pelo arrependimento,
pelo novo nascimento,
parto feito dentro da Água da Vida...

Transcendental momento, como um céu de glórias:
encheu-se de gozo meu ser,
visão de miríades de anjos,
pomba branca em céu azul
labaredas de fogo acontecer...

Todo o meu ser sorve o cálice do Cristo
(vinho novo da comunhão
que me aproxima do Pai). Choro
a alegria de não ser mais trevas.

Adoração amarela.

Amplia-se em mim o esplendor da glória
(o discipulado que se eternizará na memória)

Cristo em mim.
Eu em você.
Você naqueles que Deus vai dar...

Ajoelho agora e oro. Agradeço ao
Pai a felicidade que não tem igual.
Levanto-me e o abraço e o beijo
meu filho na fé!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/01/2018 (06h38min).

sábado, janeiro 13, 2018

CORAÇÃO ARDENTE

Alegria do coração, após o encontro...
Por todo canto, uma expressão de louvor,
expressão sincera de seres que sentem.

Sorrisos estampados, lábios que louvam.

Quando alguém se aproxima a tudo vê,
nestas vidas, emanações de novos seres:
abraços, sorrisos, palavras doces...

Em envolvente comunhão todos se unem
na adoração que alivia a caminhada.

Alegria...

Quando as portas do templo se fecharam
e a igreja foi pra casa após a comunhão
as almas são o culto em constante adoração...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
07/01/2018 (04h55min).

POEMA (?) NÃO DE DISCIPULADO!

Dedicado aos discípulos que abraçaram a missão dada pelo Mestre
e, especialmente, àqueles que ainda não entenderam a Grande Comissão
ou sequer nela estão interessados, para que entendam a tempo o seu valor…

não vou falar de discipulado, vou falar de estrelas cadentes
vou falar dos brilhos que não foram
de como alguma escuridão tomou conta de certos lugares
vou falar de certos ares
tristes como flores murchas em fim de festa
vou falar de pássaros em gaiolas
e de como não conseguimos lhes aprisionar o canto
vou falar do pranto, do incontido pranto dos inocentes
que foram massacrados pelo sistema
vou falar de pessoas simples
que carregam no peito sonho profundo
vou falar dos que foram largados no mundo
sem a esperança cristã
ou de qualquer espécie
você exige que eu não fale de discipulado
mas o canto dos pássaros ecoa das gaiolas
no trinado insistente de algum lamento
pela liberdade das árvores e do voo
pelo espaço infinito dos ares e do vento
e você acha que consigo suprimir da vida o amor?
ocupar-me-ei de que então?
dos feridos nas batalhas virtuais
que se travam dia a dia agressivamente
nesta Grande Guerra silenciosa
diabetes moral que mata aos poucos
dos que estão frustrados, magoados, ressentidos
porque um dos seus ficou pelo caminho
desistiu da vida cedo demais
restando beijos e abraços para dar
dos que precisam de alguém que lhes enxergue
e infunda em seus corações adormecidos
um tanto de fé na humanidade
cujo trem descarrilou na Sibéria
dentro do Expresso da Meia Noite Moral
ou no Serrado brasileiro
dentro dos vagões abarrotados de soja
vou falar das marcas indeléveis
que o Mal imprimiu na Sociedade
dos que viajam pela vida
sem mala e sem bagagem
na expectativa de aportar em qualquer lugar
para começar de novo e de novo
até a próxima viagem sem destino certo
vou falar sobre canções que as rádios não tocam
e sobre filmes que se assiste das janelas dos ônibus
vou falar de folhetos e estudos bíblicos
que ficaram nas estantes
de cartões de oração escondidos nas páginas
não marcadas de bíblias empoeiradas
vou falar do livro que não se escreve
daquele que se vive e registra-se no outro
falarei de tudo o que não seja discipulado
não vou escrever de cartas evangelísticas
nem sobre bilhetes de encorajamento
escreverei acerca de cartas sobre finanças
vou dar incentivos à produção
vou falar de trabalho, lucro e produtividade
e, quem sabe, com mais idade
vou viver dos dividendos
dos investimentos feitos
mas eu não nasci pra isso
não falar de discipulado é pedir para não ser
se eu não pedi para nascer
mas já que estou aqui, quero viver
quando eu encontrei a Cristo eu nasci de novo
sou nova criatura, surgiu um novo homem
não consigo mais viver solitário
não consigo mais olhar pro mundo
e ver tanta miséria, tanta solidão
não consigo enxergar pessoas mortas
caminhando junto com a multidão
e ignorar seu sofrimento
e não sentir, em nenhum momento,
a compaixão que Jesus sentiu
não consigo alienar-me da vida
se o Cristo em mim presente
me deu nova vida e, de repente,
me alcançou e fez feliz de novo
eu aprendi com o Espírito Santo
que é preciso repartir
que ao que vive triste e amargo pranto
é preciso o amor dividir
não vou falar de discipulado
mas quem caminha ao meu lado
vai ter que se esforçar muito pra ver Jesus?
vai reconhecer em mim, marcas do Cristo?
mais que isto, vai ser iluminado por sua Luz?
não me peças pra não falar de discipulado
não impeças que o Verbo encarnado
se materialize vivo em mim
calar-me é morrer em vida
e ver morrer os que por eles houve cruz
se discipulado é vida na vida
Jesus está em mim, eu em Jesus
não silencies a voz do Espírito
nem extingais a expressão de amor
se calares a Palavra que dá vida
se não houver transmissão da paz
não só não haverá discipulado
mas o mundo fará despedida
daquele que perdoa o pecado
e oferece a vida que satisfaz

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
04/09/2017 (a maior parte) e 11/01/2018 (a conclusão),
[11h53min].

quinta-feira, janeiro 11, 2018

FLAUTA

Era sem jeito, este meu jeito
            Deus meu,
jeito de não ser como queria;
com jeito de inadequação
            Deus meu,
estrebaria.

Era vida levada na flauta
            Deus meu,
sem quaisquer notas marcantes;
que até tuas falas me chegaram,
            Deus meu,
dissonantes.

Deus meu, tem misericórdia
de mim e desse meu jeito insano!
Sei que a vida passa rápido
e de longa, faz-se curta e breve.
E este meu ser ainda se atreve
à real experiência do Eu.
            Deus meu,
sem ter outra meta ou plano,
me frustro com o tempo já indo...
Queria a humildade do ser que exalta,
do Deus que dá sentido ao simplesmente,
faz nascer o sol e torna doce a flauta...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
05/01/2018 (06h17min).

quarta-feira, janeiro 10, 2018

SE DEUS QUISER…

Ah, nesta calmaria de tarde
em que a vida passa como salmo davídico...

Sinto a chuva repicar nos telhados,
e os sapatos velhos espirrarem água pelo chão.

Sinto uma névoa preencher o vazio do espaço
e o tempo ser sacudido pela meteorologia
e sigo abraçado num galho de árvore qualquer.

Os passarinhos procuram as copas das
árvores assim como os humanos as marquises.

Uma chuva forte se prenuncia
nos grossos pingos que marcam o chão:
– Se Deus quiser haverá paz neste ano...

Sim, haverá a paz tão almejada.
A paz do tempo que se cumpre nas estações.
A paz dos pássaros que livres cantam nas madrugadas.
A paz dos humanos reinando entre as nações.

Penso que Deus quer! Mas, e se os homens não permitirem?

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
05/01/2018 (05h59min).