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segunda-feira, maio 28, 2018

VIAGEM LUMINOSA


Solidão pensativa da vida
quando o lanche acaba em restos
e apenas meio dedo de refresco sobra no copo...

Lá fora a tarde avança para seu desfecho.
Meu ônibus espacial rompe as galáxias.

E me transporto aos ventos
das perguntas não respondidas
dos amores não vividos
da solidariedade não exercida
dos livros não lidos
do mutismo do sonho
enquanto a dança do relógio
não completa o ciclo da hora
e eu me faça triste e grave na solidão...

Sempre o silêncio da falta de respostas!

Lá fora a tarde avança
sobre as encostas da cidade vestida de abandono.

A noite há de aumentar o mistério!
A lua há de falar de amor
e as estrelas acenderão esperanças.
O sono trará o sonho
e a madrugada acolherá o esquecimento.
A mente que lembra adormecerá...

Mas é impossível negar que amei
a vida, amei amar...

Aprendo com o descanso a renovação
e que as manhãs são o beijo
luminoso da esperança.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
14/05/2018 (05h07min).

quinta-feira, janeiro 18, 2018

CÃOPOSIÇÃO POÉTICA…

Foi um acontecimento de emoção
em uma viagem: a bel Natureza
insiste com sua doce inspiração
a me encantar com sua beleza!

Ó, que destreza! preciso pra tanto ver...

Águas que vem, rios que passam,
árvores que propõem refrigérios.
A fauna nativa, mais que pássaros,
me envolve em seus mistérios...

Águas da Fonte regam minha inspiração...

Calmo respiro e presto quero compor.
A lua de noite, o sol na enseada,
gentes morenas me enchem de amor.
Faço da Poesia minha namorada.

E a lua na noite reflete o meu espírito.

Meu sonho vai por Natureza à dentro;
estou extasiado com tamanha Arte.
Não escrevo, a Poesia Viva é o centro
do meu olhar: está por toda parte.

E o céu tão perto, a Arte divina da Criação!

Volto pra casa, depois de idílico poema,
com apenas um texto escrito no bolso.
Mas, com alma lavada, a poesia é o tema
que desde cedo, com prazer me envolvo.

Já tão distante, ainda te vejo, ó Natureza!

Só não imaginava que iria encontrar
outra Poesia Viva em meu caminho.
O travesso Will, nosso canino do lar,
fuçou meus papéis: peralta cãozinho.

Meu dog de estimação fez sumir a canção...

Mas, quem disse que me abati, com isto, afinal.
Perdi o poema escrito, não volta a inspiração.
Will será agora, o cão mais charmoso, original:
Poesia Viva que me segue, minha cãoposição!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
15/01/2018 (08h47min).

sexta-feira, março 03, 2017

VERSOS CELESTES – V

Minha vida é uma viagem
que faço com alegria infante.
Viajo olhando por janelas
de veículos que transitam leves
em busca das fronteiras da fé;
das luminosas esperanças de Deus.
Pairam sobre as cidades
(como nos pergaminhos antigos)
vento sem chuva,
sopro sem força,
um miasma de amor
de fragmentos soltos.
Nunca era manhã,
a noite toldava o horizonte,
mas o sonho espargia alegria,
até que me encontrei com a Luz.
Eu passava horas debruçado
nos livros que me abriam
a mente e o coração.
Eu passava o tempo preocupado
onde encontrar o caminho
que me traria salvação.
Nem todos os caminhos levam à Deus.
Só quando descobri o Livro Sagrado
percebi que no mapa da existência
o único Caminho para a Vida
era o Cristo da Fé.
Agora não importa o tamanho da vida
já encontrei Vida Eterna
e estou no Caminho.
Daqui não saio mais
e tenho a eternidade
para a caminhar com a Paz.
Este não é um encontro
que precise de mochila e um pão:
Tu és o Pão da Vida.
Não é um encontro que precise de GPS:
Tu és o Caminho sem perdição.
Não há sustos de espera insegura
numa rodoviária ou aeroporto,
um talvez te ver de longe e não chegar
por conta do atraso do ônibus
ou engarrafamento quilométrico
ou arrastão da alma
nos escombros da fé.
Tu és Caminho e Guia,
Bússola que me dá o Norte
e vais comigo no peito.
Sou habitação do Espírito
e enquanto houver comunhão
não haverá separação.
A vida será apenas o início
dessa viagem emocionante
cujo destino é o Céu.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
03/03/2017 (04h45min).

quinta-feira, dezembro 29, 2016

VIAGEM BRANCA

a viagem é algo transcendentalmente
imaginário. Há cenário como lastro
que envolve a mente, sobretudo a fé,
e o chamado divino e as nuvens

o que é a ceifa sem a semeadura?
é um simples desejar irresponsável,
mas a viagem branca é a utopia
que vai se realizar logo ali à frente

quero atender este teu chamado louco
para ver os campos e sua branquidão
e enxergar o louro dos trigais floridos
que meu coração viu nesta viagem

Josué Ebenézer – Rio de Janeiro,
12 de Dezembro de 2016 (14h04min).

terça-feira, dezembro 27, 2016

VIAGEM PROVISÓRIA

Caminhar é preciso, mas havia um fuzil na mão do tráfico.

Era eu ali e mais outro e outros mais.

Nas casas, uma Igreja que ora pelo pastor
E eu sabia-me içado das trevas
Guiado por Deus, Piloto-automático de minha vida.

Da penumbra, espreita o mal
E então ventava, era o Espírito de Deus
Convencendo-me de que era preciso caminhar.

Viajar. Mesmo sem saber o porquê,
Seguia, conduzido pelo Guia, Deus.

Experimentei a expressão máxima
Da comunhão.
Deus cobria-me com suas asas.

Pássaros da noite voavam
Em forma de tiros que espocavam
Incessantemente.
Mas eu naveguei
A distância de uma vida
Nas asas de Deus.

Naquela noite eu tinha todo o tempo do mundo
O Kairós invadiu o cronos
Para fazer da virtualidade o real
E do efêmero, espiritual.

Assim como Josué, o filho de Num,
Por Deus parou o sol;
Deus, por este outro Josué, parou a noite,
Cegou as trevas, blindou meu carro,
Desviou as balas, salvou minha vida.
Cumpriu-se a Palavra:
– “E tu não serás atingido!”
Oh, glória!!!

Viagem provisória na noite fluminense.
Viagem para mais perto de Deus.
Para se tornar mais crente,
Mais fervoroso.
Amoroso servo de Deus.

Para ser grato, imensamente grato
Como animalzinho ferido, que é cuidado
E come das migalhas que caem do prato.

E isso já me bastaria,
Mas, Deus quis servir um banquete:
De amor, misericórdia e bondade.

Fico imaginando a viagem definitiva
Quando for levado para os braços do Pai...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
27 de Novembro de 2016 (06h05min).

sexta-feira, outubro 31, 2014

AMIZADE DE ENGARRAFAMENTO

Sempre lembro de você
(quando estou num engarrafamento
e não tenho nada para fazer).

Aí, pego o celular e passeio pelos nomes
até chegar ao seu – e, de outros –
pensando comigo mesmo:
– Há quanto tempo não falo com você...

Aí, aciono a tecla e, você, feliz:
– Que bom ouvir sua voz!

Mal sabe, que só lembrei de você
porque o trânsito me impediu
de prosseguir na vida;
amizade de engarrafamento...

Até a próxima viagem ao Rio de Janeiro...


Josué Ebenézer – São Gonçalo,

25 de Agosto de 2014 (18h47min).