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quarta-feira, setembro 26, 2018

LOUVAÇÃO UNGIDA


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Vou pro culto, frio; volto, aquecido.

O Espírito livre age em mim.

Intensa é a inspiração do louvor.

Para onde foi a tristeza?
Nem lembro a causa da frieza.

Minha alma volve-se ao Trono da Graça...

              Que graça a Graça.
              Jesus habita em mim.
              Louvo, canto, me alegro.
              Sensação que não tem fim!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
18/09/2018 (05h49min).

sexta-feira, julho 20, 2018

INSPIRAÇÃO


Venha saborear a melodia dos céus
no jeito novo desta canção.
São palavras divinas:
poema gestado pelo Espírito
no ventre da inspiração.

Venha apreciar com os olhos suas letras
e sentir com os lábios seu sabor.
Venha sentir o ouvido tocado
pelos suaves sons do louvor...

Como o tempo passa ligeiro
quando se entra na nuvem da inspiração!
Não há emoção maior que o toque do Espírito.

Que bálsamo é entrar no Santo lugar
e sentir o bom perfume da presença de Cristo!
Alabastro novo para a grande missão.

Mas, por favor, não fale.

Só ouça, sinta, cante e cale.

Inspiração é uma palavra de fora e de dentro;
do Espírito e de si mesmo...

Só embarque nela.
E volte quando e se quiser!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
09/07/2018 (05h34min).

sexta-feira, fevereiro 23, 2018

FLAUTA DOCE

A flauta doce rivaliza com o piano,
geme sua canção tirando do espírito
o sentimento que o menino traz na alma.

O pianista reeduca suas mãos
para fazer sobressair o choro da flauta doce.

Quando a flauta se sente protagonista,
o menino parece flutuar,
e percebe-se a presença de um doce espírito.

E as mãos seguram a flauta junto à boca
e o menino balança-se em revoluteios
leves como a brisa;
parecendo as ondas do mar
em suas curvaturas harmônicas.

Lembra o céu, lembra o mar!
Há mistérios na canção
que só o coração que busca pode sentir;
flauta doce aos ouvidos
de corações amargurados pela vida;
sons apaziguantes
cheios de uma divina melodia:
há uma canção de paz em teus gemidos,
há uma oração de gratidão em meus sentidos.

Josué Ebenézer – Rio das Ostras,
10/02/2018 (06h14min).

quinta-feira, janeiro 18, 2018

CÃOPOSIÇÃO POÉTICA…

Foi um acontecimento de emoção
em uma viagem: a bel Natureza
insiste com sua doce inspiração
a me encantar com sua beleza!

Ó, que destreza! preciso pra tanto ver...

Águas que vem, rios que passam,
árvores que propõem refrigérios.
A fauna nativa, mais que pássaros,
me envolve em seus mistérios...

Águas da Fonte regam minha inspiração...

Calmo respiro e presto quero compor.
A lua de noite, o sol na enseada,
gentes morenas me enchem de amor.
Faço da Poesia minha namorada.

E a lua na noite reflete o meu espírito.

Meu sonho vai por Natureza à dentro;
estou extasiado com tamanha Arte.
Não escrevo, a Poesia Viva é o centro
do meu olhar: está por toda parte.

E o céu tão perto, a Arte divina da Criação!

Volto pra casa, depois de idílico poema,
com apenas um texto escrito no bolso.
Mas, com alma lavada, a poesia é o tema
que desde cedo, com prazer me envolvo.

Já tão distante, ainda te vejo, ó Natureza!

Só não imaginava que iria encontrar
outra Poesia Viva em meu caminho.
O travesso Will, nosso canino do lar,
fuçou meus papéis: peralta cãozinho.

Meu dog de estimação fez sumir a canção...

Mas, quem disse que me abati, com isto, afinal.
Perdi o poema escrito, não volta a inspiração.
Will será agora, o cão mais charmoso, original:
Poesia Viva que me segue, minha cãoposição!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
15/01/2018 (08h47min).

quarta-feira, dezembro 20, 2017

A CANETA DO POETA

Tortura de papel; que desafio!
A caneta teima em não riscar.
Poema que está por um fio
Teimando não desabrochar.

A luz brilha em alvo papel
E meu coração iluminado
Já se revestiu de um céu
Mas prossegue torturado.

O poema já existe pronto
Só lhe faltam as palavras
Para o parto acontecer...

Fecho olhos, luz de dentro
A poesia solta as travas:
Contemplo o poema nascer!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
17/12/2017 (05h11min).

sábado, outubro 31, 2015

ADIANTE

Ainda não vejo palavras no papel
nem sequer um sentido na mente
tu permaneces longe do real
e nem ofereces a visão de flores
mesmo um arranjo de palavras soltas
ou retalhos de mim sobre o chão.
Clamo por ti, inspiração,
mas o solo da existência ainda é virgem,
o papel rebrilha à luz branca do neon,
as palavras escondidas em algum lugar,
mas já sinto o cheiro da poesia
e sinto a fome, e a vontade, e o gozo
és tu que te moves em outra dimensão
e não há medo, sequer receio,
pois se abre o coração
como campinas verdes e
montanhas multiformes e
árvores misteriosas e
jardins suspensos
no êxtase poético que adiante vem.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

25 de Julho de 2015 (10h30min).