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quarta-feira, janeiro 17, 2018

CANÇÃO DE BRINCAR

Vem pra roda você e você e você também;
todos fomos escolhidos à dedo pra brincadeira.
Tragam sua alegria, vem logo comigo,
todos os que sonham e são felizes...

Eu sou a canção, sou emoção, pura alegria
se não sei cantar bonito, não importa, santa folia.

Podem vir se estão tristes ou se alegres
venham logo, destravem sua timidez,
deem suas mãos às crianças que ao lado
passam sorrindo, cantando, por sua vez.

Venha o pobre, o rico, qualquer carente.
Negro, branco, índio de todas as raças.
Nossa canção é bela, composta de gente,
feita de amigos, irmãos, não de comparsas.

Vamos correr, saltar e nos divertir
colher rosas cheirosas em nosso chão.
Cada criança que entra em nossa roda
é rosa plantada no jardim do coração...

Vem pra roda
vem pro canto
seja rosa
com encanto.
Vem pra dentro
gira gira
neste evento
de alegria.

Vamos brincar de ser feliz.
A estrela que brilha dentro da gente
é maior que as trevas do país.

Vamos dançar, sorrir, lado a lado
seguir a canção da vida, seu compasso
ser grupo, ser forte, bem irmanados.

E vamos levar para o amanhã esta canção
doce canção de uma espera que se alcança.
A amizade que se faz com o coração
é a que se planta na pureza da criança.
Vamos seguir para a frente, levar a emoção
que habita o ser que enche de esperança.

Na roda estamos e ela não para mais.

A vida é roda gigante num parque aberto
é folguedo infante tira e bota tira e bota
canção que segue, vida que vai e é certo
ingênua alegria senta e levanta e senta
e correndo e saltando, vida desperta!

A canção de brincar convida você também!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/01/2018 (06h38min).

segunda-feira, maio 18, 2015

PEDAGOGIA DA CADEIRA

A Sérgio Rodrigues Ferreira

É quando a cadeira da escola
e o aluno que se senta ao lado
já não são mais solidão.
Que a pedagogia da esmola
tem o alicerce abalado
e cede a vez ao coração.

Vejo aproximar-se o afeto
do aluno que, assustado,
sente o calor d’ombro amigo.
Habitamos o mesmo teto
e meu ego incomodado
oferece afago e abrigo.

E os mais medrosos da classe
– que olhavam com desagrado
para aquela cadeira vazia –
descriam que se transformasse
o seu ocupante do lado
achando ser mera utopia.

Foram se achegando um a um
e o aluno sem vez e sem nome
que tudo fazia por atenção.
Abraçou sem receio algum
a oferta que saciava a fome:
este anseio por aceitação.

Aquela classe já não era igual
algo bom lhe modificara o traço
ela se construiu de outra maneira.
Ninguém via no outro um rival
já irmãos, a Pedagogia do Abraço
se aliou a Pedagogia da Cadeira.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
04 de Abril de 2015 (05h20min).

[versão revisada, diferente da que foi publicada no Facebook em 23/0415 ].