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quarta-feira, junho 27, 2018

FIRMEZA!


Sinta a adoração!
Há um sopro do Espírito que invade o templo.
Flui um frescor de paz que traz refrigério.

É tudo tão diferente!
As crianças percebem a Presença:
“Por que o pastor está chorando?”
Uma simples advertência engaja
            os infantes no momento.
Os reflexos dos lustres se ampliam
criando redes de iluminação...

Que vento é este que toca as frontes?

A Igreja parece estar em êxtase:
o êxtase do Novo Nascimento!

Há ouro no olhar dos que
            enxergaram Deus!

Brilho inefável dos que
            mergulharam no Encontro dos céus.

Meus lábios queimam no teu louvor...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
16/06/2018 (05h08min).

terça-feira, junho 26, 2018

ORAÇÃO DOS IMPOSSÍVEIS


Senhor, nada pude fazer
quando o sonho desmoronou!
Senhor, eu nem pude crer
sou aquele que só orou.

Louvado seja teu nome
Senhor dos impossíveis.
És capaz de saciar a fome
e outras coisas incríveis.

Mau estava e desiludido;
em decepções amorosas.
Me achava desempregado
com despesas vultuosas.

De repente estive enfermo
e com coração bem cético.
Desandei a andar no ermo
envolvido com nada ético.

Estive em tanta prisão;
um escravo do pecado.
E o meu pobre coração
atirando pra todo lado.

Em vícios mil naufraguei:
drogas, fumos e bebidas.
Até que me desesperei
e quis dar cabo da vida.

Assim me encontrava
qual pródigo moderno
E uma voz sinalizava:
escolhe céu ou inferno!

Bateu-me medo e pavor
neste estado de perdição.
Clamei a ti, meu Senhor,
minha tábua de salvação!

Estava sem fé e aflito;
coração descoroçoado.
Nem sabia ser contrito
para ser abençoado...

Louvado seja teu Nome
amado Senhor, amado.
Diante do que consome
não fiquei abandonado.

Caí no chão prostrado
exausto de triste lida.
Totalmente desesperado
com esta vida sofrida.

Já não sabia clamar,
fazer prece, oração.
A alma a silenciar
diante duma canção.

Pensamentos desconexos
em lábios que balbuciam.
Não tinham qualquer nexo
nem sabiam o que diziam.

Senhor, muito obrigado
pela porta que me abristes.
Sou eternamente grato
pois, aflito, me ouvistes.

A verdade tão relevante
mais que eu possa supor:
não existe problema grande,
nem mesmo falta de amor!

Não existe reza pronta,
reza forte, qualquer torpor.
Aflição de grande monta,
que não resolvas Senhor!

És o Deus dos impossíveis
e nessa minha humanidade
de fraquezas inadmissíveis
tu atendes à humildade.

Até quem sem direção,
derrotado e sem fé.
tu o pegas pelas mãos
e de novo põe de pé!

Não há porta fechada
Praquele que a ti busca.
Alma perdida é achada
na Luz que o ego ofusca.

És Deus pra todo sempre
e nós sua humanidade.
Não existe desesperança
mesmo que sem confiança
nos aproximemos de Ti.
Existe um silêncio triste,
vazio a ser preenchido;
um cético arrependido,
um não fazer oração,
um não saber começar,
nem saber pra onde ir.
Uma alma em contrição,
um simples existir;
um eco de luz tímida,
joelhos que estão cansados,
mãos que só se fecham,
indivíduos mal amados.
Mas, louvado o teu Nome,
Senhor dos céus e da terra;
que a todos desesperados,
ao cansado e oprimido,
faz o convite Supremo:
“Vinde a mim todos vós,
que eu vos aliviarei...
E então cada um de nós
vai adorar Cristo, o Rei!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
14/06/2018 (05h24min).

domingo, junho 24, 2018

MILAGRE COTIDIANO


Multiplicidade do milagre imperceptível:
há sempre algo acontecendo fora do nosso olhar.

Queremos o miraculoso de manchete de jornal,
mas o milagre está a acontecer
até onde passam os dedos de uma criança...

As flores desabrocham,
os pássaros vêm ao terreiro debicar o pão,
o orvalho salpica a natureza de lágrimas efêmeras,
os raios de sol invadem a manhã
como a vida que aparece da janela
no sorriso da jovem doce e bela.

Neste instante o milagre está a acontecer,
nas oportunidades de vida espalhadas pelo mundo...

É um pomar que se agiganta de frutos
um jardim que se veste de flores
um riacho que corre suave e sereno
uns esquilos que saltitam liberdade.

Esta manhã, os olhos de muita gente no mundo
não se desviam do que o homem fez
(as casas, as pontes, os arranha-céus)
para se deslocar para o que Deus criou
no encantamento da descoberta dos milagres
ou daquilo que o homem jamais fará
(os frutos, as flores, os pássaros, a vida...)
Hoje é o Dia Universal da Percepção da Vida!

Há sempre um milagre acontecendo!
O milagre não está, necessariamente,
na interrupção do curso da Natureza:
o milagre está em sua contínua renovação.

Enquanto existirem corações adoradores
enquanto houver corações de fé
haverá sutis e cruciais milagres no ar...

Há milagres no ar
quando conseguimos enxergar
Deus...

Hoje se fará luz em muitos corações
que enxergaram o sol como poema.
Hoje muitos corações se abrirão
como girassóis soberbos, abertos ao vento.
Hoje muitos viverão este momento verde
ao perceber a vida que renasce da Esperança...

Hoje se entenderá que a morte não é o fim,
mas que ao fim da morte há uma Vida Eterna.
Hoje se entenderá
que o Bem, o Bom e o Belo
vieram de Deus
e para ele convergem os que nele
encontraram o Descanso
no maior milagre do mundo:
o Novo Nascimento espiritual!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
30/05/2018 (06h01min).

quarta-feira, janeiro 17, 2018

CRENTE NOVO

Todo o meu ser exulta, todo o meu ser bendiz
pela atuação do Espírito,
pelo convencimento,
pelo arrependimento,
pelo novo nascimento,
parto feito dentro da Água da Vida...

Transcendental momento, como um céu de glórias:
encheu-se de gozo meu ser,
visão de miríades de anjos,
pomba branca em céu azul
labaredas de fogo acontecer...

Todo o meu ser sorve o cálice do Cristo
(vinho novo da comunhão
que me aproxima do Pai). Choro
a alegria de não ser mais trevas.

Adoração amarela.

Amplia-se em mim o esplendor da glória
(o discipulado que se eternizará na memória)

Cristo em mim.
Eu em você.
Você naqueles que Deus vai dar...

Ajoelho agora e oro. Agradeço ao
Pai a felicidade que não tem igual.
Levanto-me e o abraço e o beijo
meu filho na fé!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/01/2018 (06h38min).

quinta-feira, maio 08, 2014

TU, MEU DEUS!

Viestes-me ao encontro quando
escondido no silêncio de minha alma
e abandonado na esperança
já não enxergava horizonte. Ternamente,
em meio a tudo, as suas mãos não se detiveram
na periferia do meu ser. Solitário, na multidão,
senti o abraço do Espírito, e, o meu corpo ferido,
abandou-se ao aconchego, de que me fizestes objeto
no lugar secreto da comunhão.
Nos instantes da eficiente harmonia,
são suas mãos, que em paz, sinto a tocar-me.
E na noite da vida, angustiante existência,
a revolta esvaziou-se momentânea, até escutei,
os antigos LPs de Feliciano Amaral
replicarem canções da fé dos meus pais
e conclui que era possível uma paz duradoura.
Houve morte ou vida; indaguei atordoado.
Não havia alguém perto para compreender
meus pensamentos, entrar no meu imo,
interessar-se pelos meus desejos de mudanças.
Quem haveria de escutar-me na hora da dor profunda?
Tu, meu Deus! Meu coração batia forte na resposta interior.
Tu és o Pai de todas a luzes e meu coração irradia esta paz.
Eu era o recém-nascido, o Nicodemos pós-moderno
e aquele que haveria de resplandecer sua luz.
E para mostrar que sua graça é infinda
e seu amor não termina,
os olhos teus, meu Deu, me encontraram na agonia
e raiou em mim novo dia, em alma adormecida.
Senti bambearem-se minhas pernas
quando o Espírito soprou vida em meu ser:
Mas, fiquei de pé!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

01 de Maio de 2014 (10h30min).