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domingo, junho 02, 2019

Breve poema dos que testemunham livremente


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 058


Breve poema dos que testemunham livremente


um poema sem angústia
é a vida da testemunha
que livremente passeia
com a arma que empunha
é a espada da salvação
que não fere, torna são

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
27/05/2019 (06h15min).




quarta-feira, setembro 26, 2018

OS DISCÍPULOS


Os discípulos tomados de fé
portam seus livros, sabem o que é
a esperança de um novo mundo...
Vão caminhando, levam a alegria
de casa em casa durante o dia
tomados, também, de amor profundo.

Calçados gastos, preparam a paz
sabem o que é, portam seus livros
sorriem pra vida e o coração.
Bate feliz enquanto se faz
vida melhor, entre os vivos
cantando a vida e a emoção...

E assim, alegres, na multidão
formam o exército do Deus Vivo
erguendo a bandeira da salvação.
Sabem o que querem, portam o Livro
escondem a Palavra no coração
e bocas se enchem de grande riso.

Vivem e sentem e também falam
ao som do Vento que sopra dentro
ousam se expor e não se calam.
Impulsionados por grande evento
e tais emoções neles se instalam
produzem frutos a cem por cento.

Deixam suas casas com alegria
vão para a luta, semeiam paz
agindo assim com sabedoria.
É Causa Nobre que satisfaz
multiplica neles santa euforia:
o homem comum sentiu jamais.

Seguem os passos do Grande Mestre
seu exemplo de vida que é inconteste
e em suas pisadas querem andar.
São os discípulos de um novo tempo
seguem firmes ao sabor do Vento
sendo guiados em seu labutar.

E assim andando de dois em dois
sem se preocupar com o depois
o sorriso de dentro, alcança o rosto.
Parecem anjos, guardiães da paz,
com boas-novas que o ser refaz
tirando a mágoa e o desgosto.

Nas noites claras de intensa luz
o brilho maior é o de Jesus
e a canção suave, celestial.
De vez em quando, surge na face
fortuita lágrima, qual uma prece,
brilhante na Luz, como um sinal.

Em dias frios, também chuvosos
já bem cansados, quase chorosos
da caminhada e o seu lidar...
Deus manda um sopro, renovação,
uma alma conversa, em libertação
encoraja de pronto o caminhar...

Em nossas vidas, vendo os discípulos
de porta em porta e o seu labor
passam o tempo e da vida o frescor.
E nós oramos e alimentamos
esses discípulos que tanto amamos
como nos ama o nosso Senhor!

Pregam no outono, também no verão
são testemunhas em qualquer estação
nossos discípulos levantam os olhos.
Depois de tanto amor semear
a vida inteira: viver e discipular
voltam pra casa e portam seus molhos...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
23/09/2018 (18h55min).

sábado, agosto 25, 2018

A LOUCURA DA PREGAÇÃO


Sai de casa, crente, e vai pra rua
anda alegre pelo quarteirão.
Em cada casa para e sorridente:
um dedo de prosa, Bíblia na mão.

Caminha firme, seguro do dever,
sentido de urgência no coração.
É soldado preparado pra batalha
segue sem medo, enfrenta oposição.

Mariálatras, feiticeiros, céticos,
idólatras, imorais e antiéticos
incomodam-se ante o seu passar em paz.
Preconceitos e até perseguições...
E ele tão humilde: reclamar, jamais!

Há os que riem, uma velha joga água.
Zombam dele, até partem pra agressão.
Mas não desiste, prossegue sem mágoa.
Carrega em si o sentido de missão.

Diante de tantos que afirmam ser um louco:
prossegue, enfrenta moinhos de vento.
Vai adiante, contenta-se com pouco
quer uma alma, busca-a em pensamento.

Até que um menino crê no amor da cruz
e o crente regozija-se, sobranceiro.
Ele sabe que uma alma pra Jesus
vale mais, muito mais, que o mundo inteiro.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22/08/2018 (04h43min).

quarta-feira, janeiro 17, 2018

ÊXTASE

Pensei, o que importa de verdade?
Eu falo suavemente,
falo porque sei que a minha missão é vida
e vida é a poesia de Deus em Cristo.

Vivo, quando vejo a humanidade baloiçando,
a tempestade açoitando o tempo,
as encostas se derretendo ligeiras,
as árvores tombarem nas montanhas
e a minha linda roseira do quintal
ficar nua, perder suas folhas e rosas...

Vivo quando a morte se avizinha de tudo;
alguém tem que ter esperança, né?!

Sorrio, por reconhecer Cristo em mim,
a Graça que me basta na tormenta,
e a vida me pertence em abundância.
Sorrio pelo rosto e o corpo todo.
O sorriso que mostro ao mundo
é a incontida alegria de viver
que  me toma por inteiro todo ser.

Oro, quando sinto a amargura dos que sofrem de existir,
sem colher as peras doces no pomar
e nunca terem visto orvalho em suas vidas.
Oro por mim e pela humanidade,
meus pecados e os do mundo precisam de perdão.
Mas oro, principalmente, porque em mim há gratidão.

Canto, canto porque a vida é bela apesar dos infortúnios,
que o sol se esconde – como o pensamento
que as formigas trabalham – como uma equipe
eu só observo a vida e canto
e esse meu doce canto é o canto da alegria.
Com a vida me encanto e canto suas tristezas
mas canto mais da vida bela, sua santa euforia
não só o espantar dos males, mas a surpresa do existir:
canto porque a vida me acena um doce porvir!

Pense comigo agora, o que importa neste mundo:
o que os outros pensam de mim ou o que de fato sou?
Só eu sei o que me aconteceu, quando me enxerguei em seu olhar,
quando escutei o suave bater na porta do meu coração,
quando seus lábios pronunciaram-me insistentes:
– Vinde a mim!

E eu ouvi, senti, gostei e fui...

Por isso eu falo, testemunho na proclamação.
E também vivo, carrego comigo a esperança.
Por isso há sempre um sorriso do coração.
E faço orações! Vou até aonde a fé alcança.

Minha vida é um canto de louvor ao meu Jesus!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
14/01/2018 (06h01min).