Domingo, Junho 19, 2011

ORAÇÃO PELOS CASAIS

A Katinha e a todos os casais do
Jantar Romântico 2011 da IBP


Nesta noite tão romântica
Ao som de suave música
Tendo você bem perto e
Sentindo o frescor do vento...
Eu paro por um momento
E rogo a Deus meu Senhor:
Que o amor como a quântica
Mesmo com ondas incertas
Ensine nesta dualidade
Que amar o ser desperta
E à vida traz mocidade.

À luz bruxuleante
Em velas que já se apagam
Num saboroso jantar.
Eu vejo os olhos teus
Mirando os olhos meus
Nos mistérios do amar.
Por isso rogo ao Pai
Que esse alvo sorriso
E essa mão tão perfume
Traga-me sempre um afago
E leve pra longe o amargo
Da dor e qualquer ciúme.

E nessa oração que faço
Ergo as mãos para o Alto
Agradecendo por ti!
És minha amada querida
Amor da minha vida
Que quero ter sempre ao lado.
Não será jantar romântico
Ou mesmo presente caro
Até beijo de ocasião
Que dirá o que sinto e fito
Pois se sigo o meu faro,
Acordes do coração
Nosso amor é infinito!

Nova Friburgo, 18 de Junho de 2011. (16h35min).

Quarta-feira, Junho 01, 2011

MOMENTOS



A Lindsey Batista Colombani e família

Pousa sobre mim a paz do alto;
a paz do indizível.
Volto-me para todas as direções possíveis:
O horizonte é curto, mas prazeroso,
pois as montanhas, as árvores e o casario nórdico
infestam o cenário de um bucolismo santo.

Paira sobre mim uma paz de espírito,
pois estou em companhia agradável
onde a família se solidifica com a presença de um
aniversariante que produz alegria, satisfação
e dá presente – na contramão da história –
onde o relacionar-se é sobrepujado
por quimeras atordoantes...

Não há mais sol e a bruma da tarde
conduz à uma noite de mistérios.
Os corpos se revestem de uma rouparia infindável
para enfrentar o frio de Campos do Jordão.
E a valsa dos vultos celestes –
pássaros que se recolhem,
sombras fortuitas de gigantescas árvores
que conversam entre si no cochicho do vento
em meio às suas folhagens –,
fazem a dança do Universo de mistério e amor
que entrelaçam familiares que se amam.

Na mesa do restaurante, os quitutes se revezam
em meio aos comensais que entabulam
conversas de amizade.
O tempo para!
E uma coluna de fumaça se ergue -
vertebralmente -
qual escada dos sonhos jacobinos
a indicar que também diante de um saboroso prato
é lugar de Deus estar presente.
Onde há amor; há vida, há Deus.

Descerram-se os panos de mais um ato da vida
e voltamos a sentir a brisa da noite fria
a acariciar o rosto ardente em brasas de satisfação.
O carro desliza silente serpenteando ao longo da estrada
no desfecho do dia.
Há sempre um retorno.
Há quem descanse.
O silêncio se faz.
Há quem não dorme nunca.
Há quem nos guie sempre.
Deus vela por nós.
Há recordações eternas...

São José dos Campos (SP), 29 de Maio de 2011. (07h38min).

DEPOIS DE TUDO, AINDA FALTA...

A Annelise & Alexandre

Irmãos, quando as portas se fecharem e uma barreira crescer
[diante de vossos olhos
e turvo sentimento tomar conta do coração;
quando o existente tiver desaparecido e o real já não for o que parecia antes
[até porque o antes sumiu;
e as pernas bambas perderem o rumo já que a cabeça não quer comandar
e o destino que era certo se perdeu logo ali na esquina:
procurem-me e vos darei uma canção.


Vos darei uma canção, como quem escava a lama, como quem fabrica um
[tijolo, como quem constrói uma casa.

Que fazer diante do desafio, se há que se recomeçar? Recomeçar.
Que fazer diante da caminhada, se a estrada é longa? Caminhar.
Que fazer diante do nada, do sonho desmoronado? Voltar a sonhar.

Dar-vos-ei uma canção e não é só minha.
É uma canção que chegou um dia na minha vida e suaviza sons de esperança
[no meu coração.

Há muito que fazer depois de tudo que se passou...
Os amigos perguntam com os olhos, indagam a razão da esperança
[que há em vós;
os irmãos estendem as mãos e convidam para o aperto da solidariedade;
os vossos filhos, ah, os filhos que são o horizonte renovado do amanhã,
[que já começa a encontrar um porto seguro...
estes filhos vão perguntar no futuro:
- papai, mamãe, onde está nosso chão?

Dar-vos-ei uma canção que recebi de Deus.
É a canção do Senhor em terra estranha (Sl 137.4).
Uma canção difícil de cantar (que até Israel engasgou na melodia),
mas que os filhos de Deus cantam sempre, até em lágrimas;
mas cantam sempre, pois ela é o alimento da esperança.

A resposta para todos; vós dareis com ações.
Dareis respostas com a determinação de vossos gestos;
a fé de vossas palavras;
o brilho de esperança de vossos olhares...

Que minha canção seja o toque suave do Espírito em vossos corações;
que ela produza cócegas de risos de alegria em vossos dias;
que ela faça massagens suavizadoras para expulsar o cansaço;
que ela sibile sons de harmonia em vossos ouvidos.
E que o milagre da reconstrução seja como o preencher do vazio com a
[habitação;
como a semente que morrendo germina a árvore;
como o fruto que maduro, seduz e produz encantamento.
Para tanto, creiais como o salmista: “o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida” (Sl 42.8).

Nova Friburgo, 03 de Abril de 2011. (07h43min).

SÓ DE PENSAR

A Madalena & Gerbert

Os pombos estão ciscando na avenida.
As aves parecem cochichar.
E comem.

(E faz sol; e minha mente arrisca
olhares sobre a montanha.)

com esperanças que jamais se sentiu
(que tudo é enquanto
– enquanto ¬–
não sopra o Vento).

Basta sermos.
E conquistarmos
aquilo que o Espírito vai indicando ao Tempo.

Nova Friburgo, 04 de Janeiro de 2011. (07h14min).

TODA EXISTÊNCIA É TEMPORÁRIA

A Família Lima (Leonel, Rose e João Victor)

Que tudo é enquanto não sopra o Vento –
e a estrada à nossa frente serpenteia
as sensações do infinito
das emoções e do asfalto
enquanto canções,
do fundo do coração,
acenam esperanças
(que tudo é enquanto
não sopra o Vento)
– não sopra o Vento –
E se a vida impõe novos ritmos
os ritmos
da vida
melhor não sermos o que somos
(e as incongruências)
não saber o que sabemos
(e as inseguranças)
que não há vento maior pra soprar
sibilando paisagens novas no horizonte
novas
com esperanças que jamais se sentiu
(que tudo é enquanto
– enquanto ¬–
não sopra o Vento).

Basta sermos.
E conquistarmos
aquilo que o Espírito vai indicando ao Tempo.

Nova Friburgo, 04 de Janeiro de 2011. (07h14min).

ESTAR AMANDO

A Queila e Fábio
em seus 09 anos de matrimônio


Estar amando não é só estar nas nuvens
nem só sentir que há água para borrifar
o solo da esperança.
É agüentar o tranco dos trovões
e desabar sorrisos nos canteiros
da felicidade.
É viajar no horizonte turvo,
mas também aquecer-se ao Sol
do meio-dia do amor.
É o amar.
E se abrir para o azul do firmamento.

Ser cônjuge é aprender na
escola da vida a conjugação
dos verbos amar e esperar.
E como o solo espera o parto
das nuvens gestantes de água;
o amor aguarda a abertura das
torneiras dos sonhos.
E o amor caminha esperanças
na frutescência do árbol de Eros
ao encontro do Amanhã.

Somos então os sonhos e os desejos
e somos a fé e a realização
e continuamos amando e vivendo
porque somos as nuvens e
também as chuvas de bênçãos.

E somos o orvalho e o calor.
Somos o ser assentado no feno
contemplando o futuro. E a fé.

Nova Friburgo, 25 de Dezembro de 2010. (11h30min).

BORBOLETA SONORA

A Adriana e Cláudio
em seus 25 anos de matrimônio


Vasculhávamos, silenciosamente, uns sonhos.
Sonhos performáticos que se mostravam
em neblinas humanas de inconstantes dias
e uma visão incontrolável – amável –
irresistível de árvores e galhos de árvores
e folhas de árvores em variegadas matizes verdes
e todo o baloiçar das folhas: era a realização.

– Amor, escuta o que digo. Não é mais o começo
porém, não é o fim. Estamos no meio. O começo está
tão perto e o fim tão distante porque sinto o amor.
E sinto – como se pressente borboletas sonoras –
mesmo que em asas de movimentos leves e
sincronizados dessas bailarinas da Natureza.
E a arborização densa emite aromas que nos remetem
para o horizonte da felicidade onde reina o amor.

O baloiçar das folhas ao vento
faz parte do mesmo movimento
que leva as borboletas
e leva os sonhos
e conduz ao amor.

Vamos?

Nova Friburgo, 21 de Dezembro de 2010. (19h11min).

HOSPITALAR

A Marcos, Márcia, Manuela e Mariana

Tentei encontrar uma palavra
que definisse o que sinto neste
momento de desfrutar o carinho de vocês.
Não me veio outra senão hospitalidade.
Foi então que grudou-me no pensamento
o trocadilho hospitalar.
O lar de vocês foi para minha família,
nesta semana, tudo o que uma casa
e um hospital têm de bom:
Descanso, cura, repouso, pausa,
solidariedade, amizade, abrigo,
fraternidade, aconchego, ajuda,
assistência, amor.
Com vocês, pudemos conversar,
sorrir, estar juntos à mesa em
refeições apetitosas, nos divertir
com suas lindas filhas e
continuar sonhando com o amor,
com a vida, com os valores
da família e da Igreja.
Que neste momento em que completam
sete anos de vida conjugal,
a simbologia judaica da perfeição
para o número sete possa
levá-los à multiplicação interminável
de todas as coisas boas que
sentimos nestes dias.
E que além do “M” de Marcos,
Márcia, Manuela e Mariana,
se multiplique no lar de vocês
o “M” de maturidade, meditação,
misericórdia, motivação e musicalidade,
para que a família unida possa usufruir
das bênçãos dos Salmos 127 e 128.

São Fidélis, 17 de Julho de 2009. (17h23min).

LÁGRIMAS NO ODRE DE DEUS – (Salmo 56.8)

A Jesuan e Ariela Sol

Posso sofrer angústias impossíveis
E até atravessar vales de morte.
Posso derramar lágrimas constantes
Quais rios interiores de dor...
Mas estas angústias e aflições
Que Deus registra em seu livro
Ele as recolhe em seu odre.

Senhor! Sei que não me faltarão lágrimas,
Pois elas são parte da vida e da dor.
Sei que o choro sempre haverá
E isso provocará em mim o calor
Da inquietação angustiante do ser,
Da incerteza de nem sempre saber,
Onde vai dar o fim desta estrada...

Não te peço que me retires as lágrimas
Nem que estanques meu sofrer.
Se escreves em teu livro minhas dores
Receberei de tua Graça os favores
E aprenderei a prosseguir sem temer.
Só te peço que nesta minha vida pobre
Recolhas minhas lágrimas em teu odre.

Rio Bonito, 03 de Junho de 2009. (10h18min).

Quinta-feira, Dezembro 02, 2010

PROSSEGUIR/PARAR

A Rosângela e Aliazibe
em seus 23 anos de matrimônio



Reencontrei-me contigo estes dias.


Não foi uma busca insana nos teclados do piano:
ali o som emudeceu com a passagem dos anos.
Foi um grito da derme
nos acordes da esperança
como um grito na garganta
preso pelas cordas de lençol retorcido
lançadas do último andar...
Tudo em mim vai se cumprindo aos poucos
e me assusto com a pele envelhecida
os cabelos escassos
e as lembranças do amor.
Das pétalas coletadas nos trilhos dos anos
eternizo o perfume, a cor e a tessitura
por isso parar é a opção de deixar como está
reviver as emoções, engarrafar o perfume
e entrar numa máquina qualquer que
me leve ao horizonte da satisfação.
Mas os dias estão gravados na memória,
nas rugas, nas veias, nas marcas do tempo
e eles me lembrarão sempre que a vida
não anda para trás: é um constante devir!

E eu me reencontrarei sempre com você
para o infinito, para a eternidade,
porque daqui há um pouco
(meu humano coração pede que seja muito)
novo reencontro se fará na eternidade,
pois somente ali nosso amor
alcançará a dimensão divina que águas
nenhumas poderão extinguir...

Nova Friburgo, 02 de Dezembro de 2010. (20h14min).

O CULTO

A PIB de Jerônimo Monteiro em seus 89 anos

e cada som dessa noite bendita
e cada brilho nas vozes e faces

/celebrações que evocam o passado
e depositam esperanças nos globos
de luzes do Templo iluminado
tocando sensivelmente os corações/
o som dos lábios mudos e falantes;
a harmonia dos sentimentos;
a visível alegria dos olhos detetives
que vasculham o ambiente de amor
/é o Senhor produzindo o Ágape
Cosmogônico em meio a essa gente
que sorri para a vida e anseia a paz;
e se satisfaz só em Deus e seu Cristo/
o pastor empertigado em seu terno,
assumindo ares graves de solenidade,
enquanto o povo bendito celebra
nas canções de um coração que sorri
/das luzes do Templo reflexos salpicam
alcançando o ambiente externo em breu
a Palavra é lida, e não volta vazia:
alcança outra gente, que Jesus também ama!

Nova Friburgo, 02 de Dezembro de 2010. (07h03min).

QUEM VAI ESCUTAR?

A Grace Kelly e Alessandro

Quem vai escutar os gritos do amor
que casamentos feridos ecoam nos Templos?
Em que montanhas ou vales submersos
buscaremos?

Executar a marcha nupcial de Mendelssohn?
Ouvir novamente os acordes da emoção?

A vida que segue; os filhos que vêm; as
doces canções de folguedos infantis
no lar onde o casamento completa anos
e um café quente: quem, de noite,
após o dormir das crianças,
nos chama para olhar a felicidade
estampada na lua brilhante?

Nova Friburgo, 28 de Novembro de 2010. (16h32min).

Quarta-feira, Novembro 17, 2010

PASSOS MIÚDOS


Passos miúdos, como de japonesa,
Caminham o tempo e sobem a serra
Recolhendo no ar a poesia da vida.

É Suemia que com seu esposo Ornan
Aspira o perfume das flores semeadas
Em dezessete anos de vida conjugal.

Não são passos pétreos de cansaço,
Mas plumas esvoaçantes da leveza do amor...

Sei que sou testemunha desta bênção
Porque já experimentei parte dessa alegria:
Sou só testemunha ocular.
E isto basta!
No Reino de Deus aprende-se a somar dividindo.

Flui, alegria; flui, poesia, flui que ouço o seu cantar
Nos passos miúdos da sabedoria que faz clara a vida.
Ilumina os filhos, sopra o vento do Espírito,
Arrepia a derme da família que sabe amar...

Nova Friburgo, 14 de Novembro de 2010. (8h04min).

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

EMILLY


De ver-te andar pela casa
Pequena, linda e charmosa
Senti que a vida tem graça
E não está só na praça,
No perfume de cada rosa,
Pelas frutas do pomar,
Ou nas árvores do jardim...
Está no sorriso de criança,
Em seu andar algo tímido,
Em seus olhos cor de mar.

Tu és presente de Deus,
A vida em renovação.
Semente lançada na terra,
Novo ser em floração.
Universo abrindo-se alegre,
Estrela de constelação,
Esmeralda cintilante.
Ligeirinha como a lebre,
A vida que segue adiante.

Emilly, tu és preciosa
Jóia rara, um bibelô.
Graciosa como a manhã
A esperança e o amor.
Seu jeitinho é benfazejo,
Sua graça, dom de Deus.
Que cada semente plantada
Pela família que te acolheu
Faça-te serva aprovada.

Portela, 15 de Novembro de 2009. (19h15min).

Quarta-feira, Março 25, 2009

O CORDÃO DE TRÊS DOBRAS

(Eclesiastes 4.9-12)

Bem melhor é serem dois que estar só
O trabalho em parceria lucra bem mais.
O solitário, se cair, quem terá dó?
Em companhia é possível suplantar “ais”.

Além disso, quem tem alguém, tem o calor
Na noite fria, ao dormir, pra se aquentar.
O companheiro, ao ser alvo de um favor
Sentirá o toque da graça do amar.

Quão bom é ser casal e caminhar junto
Sonhar alto, olhar numa só direção
Vencer inimigos, ter Deus como assunto.

Como cordão de três dobras, a união
De quem tem Deus na vida e casamento
É feliz, duradoura, não de momento.

Nova Friburgo, 25 de Janeiro de 2009. (14h08min).

“WE SHALL OVERCAME”

Cada par de pés que chegava
Naquela antiga esplanada
Outrora mercado de escravos
Consigo também carregava
No silêncio de cada passada
A dor do ferro e dos cravos
O corpo e a mente dos sonhos
Do imaginário da raça
Em tais pesadelos medonhos
Suportados só pela Graça!

Uma mensagem emblemática
Do povo ali reunido
Que chegou bem de mansinho
Ao mundo se fez enfática:
“Pra sempre será banido
Da escravidão, seu espinho.”
E não é troça feérica,
Pois neste vinte de janeiro
Tomou posse o primeiro
Presidente negro d’América.

O mundo se fez reverente,
Pois a história de Obama
É a história de muita gente.
É o conto de quem foi à lona,
Mas deu a volta por cima;
Daqueles largados na lama
Que escreveram com o sangue,
Com lágrimas e com suor
O poema de libertação
Que agora entoam de cor.

A convergência do mundo
Para Washington, DC
É a poesia dos fracos,
Negros, pobres, oprimidos,
De qualquer terra ou nação.
É o canto mais profundo
De quem já caiu em si
Já armou seus barracos,
Mas pra paz só tem ouvidos
E segue com sua canção.

Não começou com Obama
E nem com ele termina,
Pois ainda existe Osama
O “Bin Laden” que azucrina.
Enquanto o mal existir
Obama e o bem têm que haver.
Por isso novel presidente
Siga a sua trajetória
Faça o mundo mais contente
Aprendendo com a História.

Tem que haver mais Woodstock
E bem menos Watergate
O mundo já está cansado
Quer um pouco de deleite.
Lembre-se de Rosa Parks
E aquele ônibus bendito
Onde ela se assentou.
Leve o povo para os parques
E proclame em alto som
Que o mundo se libertou.

Leve o povo às igrejas
Restabeleça a sua fé
Se todo mundo é irmão.
Negro, branco, ameríndio
Vivendo em comunhão
E o Universo de pé!
Tenha visão holística,
De um World Way of life.
Você criará uma mística
Que seu carisma consagre.

Lembre-se dos dias cruéis
Da segregação racial.
Os heróis que o antecederam
E suportaram o mal.
Lembre-se de Vernon Jordan
E sua tarefa exemplar
Na Universidade da Geórgia
A primeira negra escoltar.
São tantos os exemplos
Não é difícil recordar...

Mas eu não posso esquecer
Do grande Luther King
O herói dos direitos civis
Honra e glória de seu país.
Fez a marcha do milhão
Manteve acessa esta chama
Fez do negro uma nação
Numa América que se ama,
Mas que ceifou sua vida
Em melancólica despedida.

Pode dizer Barack Obama
Junto com seu afro povo
Que a América venceu.
Mas cuidado com a fama
Quando haverá de novo
Esta chance que se deu?
Chora agora de alegria
Pois raiou um novo dia.
Faça festa, balance ramos:
Pois, afinal, triunfamos!

Niterói, 21 de Janeiro de 2009. (7h45min).

Sábado, Março 21, 2009

SOLIDARIEDADE NACIONAL

Moldado para ser grande
Pra crescer e se expandir
O Brasil de verdes matas,
Da Amazônia e Pantanal,
Viu murchar o seu sorrir
Como flor em sol clemente
Quando as águas da enchente
Do verão descomunal
Tomaram o sul brasileiro
Provocando o caos geral.

Mas como é forte esta gente,
Do Oiapoque ao Chuí,
Gente que o sol não queima
E que a fome não mata
Que na aridez da caatinga
Permanece ainda intacta.
O país deu uma resposta
Resposta de solidariedade
Forjando nação disposta
A lutar com tenacidade.

E de todo canto se viu
Solidariedade nacional
Gente doando o que tinha
E o que não tinha também
Na certeza de que o mal
Só se vence com o bem.
E o sul recebeu doações
Roupas, grana e alimento
Vindos de todos os rincões
Por onde soprou este vento.

Mas alguns não entenderam
Este gesto brasileiro
Este gesto de amor.
Estes poucos esqueceram
Que é mais bem-aventurado
E um gesto altaneiro
Tornar-se um doador.
Estes poucos macularam
A compaixão nacional
Com seus laivos de egoísmo.

Ah, Brasil, não se esqueça
Mesmo com dor de cabeça
Por causa dos que envergonham
O caráter deste país.
Que como nação irmanada
Desta terra enamorada,
Por esta gente feliz:
Que vale a pena ainda crer
No amor ao próximo e saber
Que Deus é nosso Juiz.

Por isso, na providência,
De Deus para o seu povo
Como semente na terra
Anunciando o renovo:
A gente pode esperar!
Pois quem tem Deus como guia
E sabe ao próximo amar
Caminha feliz neste mundo
Tomado de amor profundo
Na graça do compartilhar.

Niterói, 21 de Janeiro de 2009. (7h45min).

O AMANHECER

Acende, no poente, um sol em brasa
E aves, aos bandos, saúdam o dia.
Meu ser, sem esperança, e vida escassa
Anseia, do raiar do sol, muita alegria.

Esconde-se, no horizonte, a noite finda
E o sol, soberbo alcança a passarela.
Vejo as árvores, e o riacho, a vida é linda
Raios invadem meu rancho fundo, pela janela.

Um mundo de sonhos, e amor, me traz o sol
No amanhecer de um novo dia e seu sorrir
Escancarado nas cores rubras do arrebol.

É a natureza se renovando a cada manhã
Anunciando que algo melhor está por vir
Neste hoje, ontem, tão esperado amanhã.

Niterói, 21 de Janeiro de 2009. (6h45min).

SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

Senhor!
Nestes dias tão sombrios
De pecado e de sofrer
Onde as gentes enganadas
Vivem tristes sem saber
Que suas almas desviadas
Não caminham para os céus
Faça de mim um homem
Segundo o coração de Deus.

Senhor!
Nestes tempos tão difíceis
Quando o homem afastado
Não enxerga o seu pecar
Já perdeu a consciência
Não sabe se comportar
Anula os desejos meus
Faça de mim um homem
Segundo o coração de Deus.

Senhor!
Meu desejo nesta hora
Ao ver o mundo assim
É perceber ir embora
Todo mal que há em mim
Minha oração fervente
Clamando favores seus
Faça de mim um homem
Segundo o coração de Deus.

Nova Friburgo, 16 de Agosto de 2008. (21h).

SE

Se eu seguisse ao teu lado
por entre árvores e vazios.
Ah, se desse jeito fosse
não tomaria um sorvete contigo na praia.

Minha amada, a taça está cheia.
Sinta as cores e sabores
de todos nossos amores...

A taça está cheia e vamos sorver
as delícias do amor
com cobertura de esperança.

Não seguirei por entre árvores e vazios
porque quero sentir as areias quentes da praia
por sob meus pés desnudos
e tomar um sorvete contigo
debaixo do coqueiro brando.
Quero levar a taça aos teus lábios
e beijar-te gelado com sabor de menta fresca.

E quero sentir teu cheiro
trazido pelo frescor da tarde praiana
e viajar gaivotas no idílico sonho azul
de nossas promessas de amor.

Volta Redonda, 24 de Julho de 2008. (9h28min).

ME

Nos cantos do sabiá me sonho
Nesses cantos me enleio
Minhas dores que já são quase
Bálsamo em águas de chuva mansa.

Nos vôos do sabiá me sonho
Nesses vôos me enleio
Sentir dor é calmaria
Anunciada num azul de céu.

Como os cantos que reverberam
E reproduzem os mesmos cantos
Saltito por sobre as nuvens
Sempre buscando o meu canto.

Como os vôos que itinerário
E de pensar prosseguindo
Nas canções de canto e sonho
Sobre as nuvens sempre indo.

Volta Redonda, 24 de Julho de 2008. (7h48min).

PARA SEMPRE BRILHAR

A Josué & Consuelo Sylvestre (Bodas de Ouro)

Brilhe com seu brilho, brilho de amizade.
Refulja por inteiro, no esplendor da paz.
Casal que traz no peito, sonhos da mocidade
E juntos na estrada, o amor refaz.

Josué, um valente, guerreiro e salvador.
Uniu-se a Consuelo, sua amada e meiga.
Construiu história; com ela, sua eleita,
Sob bênção divina e proteção do Senhor.

Por isto neste dia, de comemorar Jubileu
Que o ouro desta festa, seja o brilho do olhar
Seja a paz de espírito e a canção do amar.

E a família reunida, e cada amigo seu -
Oh casal benquisto, pleno de amor e graça! -
Seja brinde dos céus; brilho eterno em sua Casa.

Itaboraí, 29 de Maio de 2008. (9h46min).

DESPEDIDA

No dia da minha morte,
Na hora do meu enterro:
Distribua para todos os convidados
Um pão de mel
Do apiário “Amigos da Terra”
E leia o Salmo 119.103,
Orando para que todos os presentes
Possam ir para onde fui,
Pois estou junto do Pai.

Nova Friburgo, 19 de Abril de 2008. (7h45min).

QUERO

Quero teu sorriso mais lindo,
Teu amor mais perfeito,
Teu sonho mais aventureiro.

E quero andar nas mesmas estradas
De teus pensamentos
E cantar as mesmas canções
De teu vasto repertório de sonhar...

Pode ser que a chuva caia forte
E riachos se revoltem e desobedeçam
O curso do leito,
Mas eu não desistirei de seguir
Em tuas correntezas
E remar tuas esperanças.

Nossas águas se encontram
No vasto Oceano do amor.

Nova Friburgo, 12 de Março de 2008. (18h24min).