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terça-feira, junho 25, 2019

Breve poema da ovelha perdida


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 097


Breve poema da ovelha perdida


A ovelha perdida — Lucas 15.3-7


o valor do arrependimento para o Mestre
é como um tesouro de grande valor
é como ovelha dentre cem do aprisco
que se perde, mas não do coração do pastor
que ao achá-la promove com a vizinhança
festa; como há festa nos céus desta Aliança

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/06/2019 (13h40min).



segunda-feira, dezembro 31, 2018

INSTANTÂNEO ESPIRITUAL


Some na congregação
em meio ao povo crente
minha fé, minha canção.
Ah, como sou carente!

O povo canta bem alto
na ministração do louvor.
Sou tomado de assalto
por um ardente fervor.
Sou um arrepio de fé
leve expressão de alma ré.

No templo superlotado
as vozes em som profundo
sou um ser descontrolado
ensimesmado com o mundo.

Em mim mesmo absorto
arremedo de esperança;
um homem já quase morto
carecendo de bonança.

Enquanto o povo canta
em faces de pura alegria
o som mavioso da paz.
Percebo que ali subjaz
algo novo que encanta
e propõe Santa Utopia!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
30/12/2018 (10h10min).

quarta-feira, janeiro 17, 2018

CRENTE NOVO

Todo o meu ser exulta, todo o meu ser bendiz
pela atuação do Espírito,
pelo convencimento,
pelo arrependimento,
pelo novo nascimento,
parto feito dentro da Água da Vida...

Transcendental momento, como um céu de glórias:
encheu-se de gozo meu ser,
visão de miríades de anjos,
pomba branca em céu azul
labaredas de fogo acontecer...

Todo o meu ser sorve o cálice do Cristo
(vinho novo da comunhão
que me aproxima do Pai). Choro
a alegria de não ser mais trevas.

Adoração amarela.

Amplia-se em mim o esplendor da glória
(o discipulado que se eternizará na memória)

Cristo em mim.
Eu em você.
Você naqueles que Deus vai dar...

Ajoelho agora e oro. Agradeço ao
Pai a felicidade que não tem igual.
Levanto-me e o abraço e o beijo
meu filho na fé!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/01/2018 (06h38min).

sexta-feira, setembro 08, 2017

UM FIM DE SEMANA

Passamos os dias úteis
esperando pelos outros
que nos são mais desejáveis.
Seriam aqueles inúteis
e estes, dos fins de semana,
um paraíso, oásis?

As cabeças voejam
pés caminham autômatos
por entre salões, corredores
comércio, indústria ou cultura
compõem aberta sepultura
para quem o trabalho é ópio
que anestesia o prazer
e que anseiam pelo ócio
do breve fim de semana.

Você começa a segunda-feira
já carregando no bolso
a entrada do show do sábado.
Você passou pela porta
do escritório ou fábrica
mas seu coração não entrou.

Você carrega na terça,
um caderno em suas mãos
dentro uma fotografia
e o bilhete amassado
do evento edulcorado
que o tempo já levou.

Talvez não queiramos muito;
o pouco seja suficiente:
um guaraná brasileiro,
pequena fatia de pizza,
e alguém ali à frente
com um sorriso no rosto
e sinceridade no coração.

Tem gente que vive
três milheiros de fins de semana
pra descobrir que a felicidade
estava nas pequenas coisas
e nos dias que tornamos úteis
pela doce alegria de viver.
Mas, como o tempo é implacável
quase sempre não há chance
de sequer se arrepender.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
31/08/2017 (04h51min).

sexta-feira, maio 26, 2017

NÃO ME PERGUNTEM

Não me perguntem
por quê vocês estão aqui
e outros não estão.
Visto que, amanhã,
outros poderão estar
e vocês, não!

Não me perguntem
por que muitos são chamados
e poucos escolhidos.
É que muitos são
doidivanas alienados
e outros tapam ouvidos.

Não me perguntem
se a missão é de vocês;
se não sentem o chamado.
Ora, se não sentem,
onde está a fé?
Em que família irmanados?

Não me declarem
que não têm tempo,
que andam com muita tarefa.
Só sente o sopro do Vento
aqueles que percebem
o valor dessa pressa.

Não me façam desacreditar
da vida, do novo ser e
do sonho da transformação.
Somente há pedras caladas
(mudez de clamores abjetos)
quando se cumpre a Missão.

Não me impeçam de preparar
a boa festa aqui da terra
e, também, aquela dos céus.
Só quando há arrependidos
(ímpios na senda do Calvário)
há mais salvos, menos réus.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
30/04/2017 (11h09min).

sábado, fevereiro 21, 2015

TRÊS CRUZES

Três cruzes de madeira
rústicas como a morte:
uma alta, como os céus
outra tosca, como o pecado
outra inquieta, como a chance
que a quase morte
ainda lhe dá em vida.
Três cruzes punitivas
três corpos marcados
três sonhos domados
prestes a fenecer.
Cruzes romanas,
de onde nascem perguntas
pulsantes, humanas:
quem são os que morrem?
e por quê tal sorte?
de no Monte Calvário
terem pena de morte?
Três cruzes
erguidas caprichosamente
sombrias, doridas
no alto do monte
ali erigidas
para tal como a fonte
jorrarem sempiternamente
suas mensagens:
há uma cruz infiel
que não reconhece seu erro
e zomba de Jesus.
Há uma cruz arrependida
que não quer o desterro
porque enxergou a Luz.
Mas, isso se dá
porque há uma cruz superior
é a cruz curadora
onde o Filho de Deus
entregou-se por nós.
Três cruzes!
Madeiro sangrento, madeiro
da morte, madeiro do Fim.
Madeiro que prega!
Três cruzes de punição
mas só na do meio há Ressurreição.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
21 de Janeiro de 2015 (08h41min).