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sexta-feira, março 03, 2017

VERSOS CELESTES – V

Minha vida é uma viagem
que faço com alegria infante.
Viajo olhando por janelas
de veículos que transitam leves
em busca das fronteiras da fé;
das luminosas esperanças de Deus.
Pairam sobre as cidades
(como nos pergaminhos antigos)
vento sem chuva,
sopro sem força,
um miasma de amor
de fragmentos soltos.
Nunca era manhã,
a noite toldava o horizonte,
mas o sonho espargia alegria,
até que me encontrei com a Luz.
Eu passava horas debruçado
nos livros que me abriam
a mente e o coração.
Eu passava o tempo preocupado
onde encontrar o caminho
que me traria salvação.
Nem todos os caminhos levam à Deus.
Só quando descobri o Livro Sagrado
percebi que no mapa da existência
o único Caminho para a Vida
era o Cristo da Fé.
Agora não importa o tamanho da vida
já encontrei Vida Eterna
e estou no Caminho.
Daqui não saio mais
e tenho a eternidade
para a caminhar com a Paz.
Este não é um encontro
que precise de mochila e um pão:
Tu és o Pão da Vida.
Não é um encontro que precise de GPS:
Tu és o Caminho sem perdição.
Não há sustos de espera insegura
numa rodoviária ou aeroporto,
um talvez te ver de longe e não chegar
por conta do atraso do ônibus
ou engarrafamento quilométrico
ou arrastão da alma
nos escombros da fé.
Tu és Caminho e Guia,
Bússola que me dá o Norte
e vais comigo no peito.
Sou habitação do Espírito
e enquanto houver comunhão
não haverá separação.
A vida será apenas o início
dessa viagem emocionante
cujo destino é o Céu.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
03/03/2017 (04h45min).

VERSOS CELESTES – IV

Sei poucas coisas e não sei outras tantas.
Não sei o Dia da Volta do Senhor
– e, ninguém o sabe, só o Pai –
mas posso viver como se fosse hoje:
preparado para o encontro com meu Rei;
sei que vale a pena viver esta Esperança.
Não sei quem é salvo e quem não é,
mas posso identificar os frutos adocicados
pendendo do caráter dos que frutificam,
posso desenhar um sonho nas nuvens
e enxergar vidas se aproximando do Mestre.
Não sei quantos vão crer,
mas sei lançar a semente, preparar os solos,
para que as recebam com alegria.
E sei revelar a fé no meu dia-a-dia
fazendo a caminhada diária do discípulo
que não se enclausura na fé
mas vai ao encontro do perdido
obedecendo o ide.
Não sei quem vai colher
e quando será o tempo da colheita,
mas sei que preciso semear
e sei quem é o que dá o crescimento.
Não sei como será,
mas sei em quem confiar.
Ainda não vejo nada,
mas quando fecho os olhos
abrem-se as janelas da oração
e exerço a visão do sonho.
Sei ofertar, lançar uma moeda,
ouvir o tilintar no gazofilácio
dos sons da multiplicação da esperança.
Sei orar, depender de Deus,
levar comigo o sonho
num passeio pelo Jardim da Vida,
sentir comigo a doce bonança
do semeador que com confiança
não se sobressalta com as intempéries,
pois o dono da lavoura é Senhor de tudo.
Sei passear meus sonhos por vias desconhecidas
e mesmo que não saiba onde vai dar
como Abraão saio determinado,
pois sei que Deus vai mostrar
em que fim de estrada
o sol vai se acender pra colheita.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
23/02/2017 (05h54min).

VERSOS CELESTES – III

Escrevo para quem lê e procura
encontrar da vida, o real sentido;
para aquele que busca sua cura
e nisto se encontra envolvido.
Escrevo para quem acha que errou
o caminho nas escolhas desta vida
e se volta para o Deus que o criou.

Escrevo para o que desacreditado
das ilusões deste mundo perdido
e se sentindo pouco realizado
agradece por ter sido esclarecido.
Escrevo pra alguém ter esperança
em meio à balbúrdia dessa lida:
a busca, com fé, sempre alcança.

Escrevo, e não me canso dos versos
que procuram acender na escuridão
a chama que mesmo entre dispersos
para alguns se faça luz ao coração.
Escrevo pra que o céu invada a terra
fazendo uso destas simples palavras
e do significado que cada uma encerra.

Escrevo poemas como dos céus ao Vento
do Espírito que sopra livre, onde quer;
quem sabe se este Vento, num momento
sopre em alguém a Esperança que vier
detrás dos montes, desafios do labor.
Escrevo pra que se tirem todas as travas
que impeçam a fé em Jesus Salvador.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22/02/2017 (05h10min).

VERSOS CELESTES – II

Os versos mais belos de uma vida
vão falar de quê? Que temas trarão?
Os versos que tratam dessa lida,
de temas vários, falam ao coração.

Quero escrever poema só pra você
você que neste mundo, inda não sabe
qual caminho que deve percorrer
em busca da alegria que não acabe.

Os mais belos versos de uma vida
dedicados à alguém que se ama
hão de apontar o desafio da subida
pelo Caminho que aos céus chama.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22/02/2017 (04h52min).

VERSOS CELESTES – I

Meus versos praianos têm areias;
e montanhas, meus versos serranos.
Têm carros, meus versos urbanos;
meus versos rurais têm estrelas.
E meus versos celestes, que terão?
Donde imagens, para construí-los?
Meus versos celestes têm anjos
que passeiam por todo lado.

Meus versos celestes têm sonhos
e têm vida plena em Deus.
Meus versos procuram o poema
escondido entre as palavras.
Quero povoar de poemas o mundo
apontando neles, caminho do céu.
Quero povoar de Deus meus poemas
pra mostrar quão divinos eles são.

Meus versos celestes têm sede de Deus
assim como os pardais que encontram
ninhos para si nos telhados do templo.
É de um lugar de expressão que precisam
meus versos livres, das manhãs da vida;
minha alma alegre que faz despedida,
de tudo o que não revele amor.
Meus poemas anseiam por Deus!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
18/02/2017 (06h20min).