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quarta-feira, janeiro 03, 2018

ANO NOVO

Teos, pra que serve mesmo o movimento de translação da Terra?
O Ano Novo chegou para mim e eu não sei o por quê...

Chegou, e traz junto a poesia do novo;
a claridade interna do caminho inteiro, mas...

É jornada que se inicia e não se sabe onde vai chegar.

Os passos do ano novo são cronometrados dia a dia.
Ele levanta a cabeça e segue firme sem euforia.

Mas, na vida, que parece angustiada,
os sonhos estão murchos neste cacho,
as uvas escondem o riso forçado
que, para se ver, tem que ser provocado.

Pra que serve mesmo o movimento de translação da Terra?
Se eu preciso ser curado? Tudo vai se repetir e eu...

Vem, amigo, ler comigo
– no tempo que se faz moço kafkiano –,
o poema do renascimento deste novo ano...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

02/01/2018 (05h03min).

quarta-feira, março 15, 2017

VERSOS CELESTES – VII

Quando se entra no Caminho
dele não se sai mais.
Qualquer atalho eu deixo
secar como espigas de milho
verde ao sol da colheita
livre ao sul da viagem.
Os raios dourados refulgem
e ali do lado existe tentação:
mas só as formigas programadas
atravessam o pasto.
Sigo o Caminho
e sei qual é meu Continente.
Já não tenho coração partido:
a mensagem do Cristo
juntou os cacos perdidos
e unificou meu coração.
Um tapete de estrelas
comprime minha atmosfera.
Transito fácil do verde ao azul
e sigo o vento Norte
da terra aos céus.
Deixo o rastro do cristão
e trago no corpo as marcas.
Vou pisando meu chão
e cantando meus louvores.
Meu pulmão é exatamente
do tamanho da minha fé.
Deixo as sombras doentias,
me esquivo das facilidades.
À Sombra do Onipotente
eu percorro as cidades.
Não há perto e não há longe:
me move o motor do Espírito!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
03/03/2017 (15h50min).

sexta-feira, março 03, 2017

VERSOS CELESTES – V

Minha vida é uma viagem
que faço com alegria infante.
Viajo olhando por janelas
de veículos que transitam leves
em busca das fronteiras da fé;
das luminosas esperanças de Deus.
Pairam sobre as cidades
(como nos pergaminhos antigos)
vento sem chuva,
sopro sem força,
um miasma de amor
de fragmentos soltos.
Nunca era manhã,
a noite toldava o horizonte,
mas o sonho espargia alegria,
até que me encontrei com a Luz.
Eu passava horas debruçado
nos livros que me abriam
a mente e o coração.
Eu passava o tempo preocupado
onde encontrar o caminho
que me traria salvação.
Nem todos os caminhos levam à Deus.
Só quando descobri o Livro Sagrado
percebi que no mapa da existência
o único Caminho para a Vida
era o Cristo da Fé.
Agora não importa o tamanho da vida
já encontrei Vida Eterna
e estou no Caminho.
Daqui não saio mais
e tenho a eternidade
para a caminhar com a Paz.
Este não é um encontro
que precise de mochila e um pão:
Tu és o Pão da Vida.
Não é um encontro que precise de GPS:
Tu és o Caminho sem perdição.
Não há sustos de espera insegura
numa rodoviária ou aeroporto,
um talvez te ver de longe e não chegar
por conta do atraso do ônibus
ou engarrafamento quilométrico
ou arrastão da alma
nos escombros da fé.
Tu és Caminho e Guia,
Bússola que me dá o Norte
e vais comigo no peito.
Sou habitação do Espírito
e enquanto houver comunhão
não haverá separação.
A vida será apenas o início
dessa viagem emocionante
cujo destino é o Céu.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
03/03/2017 (04h45min).

VERSOS CELESTES – IV

Sei poucas coisas e não sei outras tantas.
Não sei o Dia da Volta do Senhor
– e, ninguém o sabe, só o Pai –
mas posso viver como se fosse hoje:
preparado para o encontro com meu Rei;
sei que vale a pena viver esta Esperança.
Não sei quem é salvo e quem não é,
mas posso identificar os frutos adocicados
pendendo do caráter dos que frutificam,
posso desenhar um sonho nas nuvens
e enxergar vidas se aproximando do Mestre.
Não sei quantos vão crer,
mas sei lançar a semente, preparar os solos,
para que as recebam com alegria.
E sei revelar a fé no meu dia-a-dia
fazendo a caminhada diária do discípulo
que não se enclausura na fé
mas vai ao encontro do perdido
obedecendo o ide.
Não sei quem vai colher
e quando será o tempo da colheita,
mas sei que preciso semear
e sei quem é o que dá o crescimento.
Não sei como será,
mas sei em quem confiar.
Ainda não vejo nada,
mas quando fecho os olhos
abrem-se as janelas da oração
e exerço a visão do sonho.
Sei ofertar, lançar uma moeda,
ouvir o tilintar no gazofilácio
dos sons da multiplicação da esperança.
Sei orar, depender de Deus,
levar comigo o sonho
num passeio pelo Jardim da Vida,
sentir comigo a doce bonança
do semeador que com confiança
não se sobressalta com as intempéries,
pois o dono da lavoura é Senhor de tudo.
Sei passear meus sonhos por vias desconhecidas
e mesmo que não saiba onde vai dar
como Abraão saio determinado,
pois sei que Deus vai mostrar
em que fim de estrada
o sol vai se acender pra colheita.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
23/02/2017 (05h54min).

VERSOS CELESTES – III

Escrevo para quem lê e procura
encontrar da vida, o real sentido;
para aquele que busca sua cura
e nisto se encontra envolvido.
Escrevo para quem acha que errou
o caminho nas escolhas desta vida
e se volta para o Deus que o criou.

Escrevo para o que desacreditado
das ilusões deste mundo perdido
e se sentindo pouco realizado
agradece por ter sido esclarecido.
Escrevo pra alguém ter esperança
em meio à balbúrdia dessa lida:
a busca, com fé, sempre alcança.

Escrevo, e não me canso dos versos
que procuram acender na escuridão
a chama que mesmo entre dispersos
para alguns se faça luz ao coração.
Escrevo pra que o céu invada a terra
fazendo uso destas simples palavras
e do significado que cada uma encerra.

Escrevo poemas como dos céus ao Vento
do Espírito que sopra livre, onde quer;
quem sabe se este Vento, num momento
sopre em alguém a Esperança que vier
detrás dos montes, desafios do labor.
Escrevo pra que se tirem todas as travas
que impeçam a fé em Jesus Salvador.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22/02/2017 (05h10min).

VERSOS CELESTES – II

Os versos mais belos de uma vida
vão falar de quê? Que temas trarão?
Os versos que tratam dessa lida,
de temas vários, falam ao coração.

Quero escrever poema só pra você
você que neste mundo, inda não sabe
qual caminho que deve percorrer
em busca da alegria que não acabe.

Os mais belos versos de uma vida
dedicados à alguém que se ama
hão de apontar o desafio da subida
pelo Caminho que aos céus chama.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22/02/2017 (04h52min).

sexta-feira, dezembro 16, 2016

O CAMINHO PARA A VIDA

Pensam muitos, ao seguir a vida
do jeito que dá, ao léu da sorte
que conseguirão ao fim da lida
driblar a velhice, e até a morte.

Ao imprimir pegadas, no solo fértil
só deixa marcas, quem segue a Luz.
O peso da mente que já foi inútil;
agora livre pássaro, a seguir Jesus.

O caminho da vida é o que aponta
íngreme subida, em direção ao Sol
onde alvorada, em cada ser desponta.

Respiro fundo e sigo este arrebol
tomando minha cruz e negando o eu
vivendo vida agora, indo para o céu.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12 de Novembro de 2016 (07h04min).

segunda-feira, maio 18, 2015

ESSE TRECHO DO MEU CAMINHO

O vento sopra, dança
na montanha, balança,
as árvores cravadas no solo
e um homem sonhador
cumpre o ofício de agricultor
para dar um rosto à vida,
à família, ao seu torrão natal...

A dimensão das montanhas
empareda o horizonte
enjaula o infinito bem próximo
e a lavoura sobe os morros
e a Natureza faz a sua parte
na reposição natural do que a tragédia levou.
Há uma música que sibila entre árvores
a música do vento driblando as folhagens
anunciando uma breve chuva de Verão.
Uma família se reúne no casebre a beira-monte
toma o café da tarde-noite com broa de milho
e a vida segue o trilho
da adoração.

O cântico que ecoa do casebre
denuncia pelos ares uma febre
do desejo de louvar e ser feliz.
E quem passasse no caminho de chão batido
receberia a canção em seu ouvido
poderia até parar para ouvir mais.
Mas, o certo é que o trecho do caminho
mesmo com dores, alguma luta, até espinho
prosseguiria inundado por uma paz.

Não importa se é palácio ou se é choupana
se Cristo habita o coração dos moradores
naquele canto sopra a voz do Espírito Santo.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

23 de Março de 2015 (05h40min).

quarta-feira, abril 15, 2015

SEM TÍTULO V

AME A VIDA
e o que se apresenta

respeite a inocência da criança
e a insegurança do idoso

saiba que você apenas está
no meio do caminho.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

03 de Março de 2015 (07h49min).