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quarta-feira, setembro 18, 2019

Breve poema da anulação dos anjos


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 168


Breve poema da anulação dos anjos


anjos recebem ordens de Deus
são criaturas como os homens
estão ao redor dos que são seus
e têm ordens para os sapiens
que nem todos são, bem sabemos
como há anjos caídos, extremos

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
08/09/2019 (06h06min).




Breve poema de ser ovelha


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 159


Breve poema de ser ovelha


somos ovelhas do Supremo Pastor
ninguém deve renegar tal pastoreio
é condução feita com zelo e amor
pra quem tem a Deus como esteio
cada ovelha tem lugar no rebanho
não o deixa pra seguir o estranho

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/08/2019 (08h32min).

segunda-feira, maio 20, 2019

Breve poema da luta contra os príncipes das trevas deste século


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 034


Breve poema da luta contra os príncipes das trevas deste século


talvez desse meu labutar
surja um campo de batalha
nas trevas, príncipes do ar
desfaleçam na mortalha
quem com Deus vai à luta
vence sempre a disputa

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
14/05/2019 (10h37min).




quinta-feira, dezembro 28, 2017

SOMBRA DO ONIPOTENTE

(Salmo 91)

No reconfortante esconderijo do Altíssimo...

À sombra do Onipotente
esta constante certeza
de um Deus presente
que é minha Fortaleza!

Alegria de saber que Ele livra
e de sentir que debaixo de suas asas
encontro conforto e segurança.
Compreensão de que o medo se afasta
seja de dia ou de noite:
não há peste, seta ou mortandade
que me assole em casa ou na cidade
pois meu Deus é o meu alto refúgio.

Pai-Onipotente...

Reclinei-me ante ti,
pois de ti fiz minha habitação.
És meu esconderijo e proteção.

E toda alegria da tua presença
é celebração da vera crença
de que nenhum mal me sucederá,
pois se preciso darás ordem aos teus anjos
morando em casa, choupana ou tenda
moverás dos céus miríades de arcanjos
para afastar de mim qualquer ofensa.
Meus caminhos estão guardados.
Nem praga, serpente, leão ou seu filho
hão de me atingir, pois me livrarás.
O seu amor é maior e calcarás
qualquer que queira me tirar teu Filho.

À sombra do Onipotente descansarei:
Meu Deus, meu Senhor, Salvador e Rei!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
27/12/2017 (09h11min).

sábado, janeiro 21, 2017

VERSOS SERRANOS – X

Você está sob a sombra
de árvore de copa frondosa
estirado na grama e a poesia
se eleva às alturas das montanhas,
sua mão encobre a luz natural
da manhã sobre o grande livro
que repousa sobre suas pernas cansadas,
e seus olhos fecham e
a cabeça pende
em movimentos compassados,
balanceados,
até que o sono o domina
e adormece.
O que sonha?
Sonha que a vida é um grande livro,
mas há uma Grande Mão
vedando a escrita.
A mão é pesada,
mas, mesmo assim você tenta movê-la.
Ela, porém, é inamovível.
Você briga com a Grande Mão,
porque insiste em conhecer seu futuro,
não consegue conviver com as dúvidas
acerca de como será o seu amanhã.
As interrogações chicoteiam sua mente
e você quer respostas rápidas.
Mas, a mão é grande, intransponível,
ao mesmo tempo que serena e acolhedora.
Quando você se cansa da luta inglória
de tentar remover a Grande Mão
você se entrega e, exausto,
se deixa cair: estafado,
desgastado, sem forças para prosseguir,
como se morto estivesse
e, então, se prostra e adormece.
Quando recobra os sentidos
se sente acolhido, protegido.
Uma sensação boa, tranquilizadora,
perpassa todo o seu ser.
Você sente que o sono foi reparador,
pois o seu estado de ânimo é outro,
sua disposição se renovara,
há uma luz que ilumina e aquece sua vida.
E aí você descobre a razão de tudo isso.
Não apenas suas mãos deixaram-se
repousar na Grande Mão.
Todo o seu corpo está ali:
instalado,
aconchegado,
acondicionado
em forma de conchinha,
com perfeição, na Grande Mão.
E aí, em meio àquela sensação de alívio,
de paz, de vigor,
você descobre que
a Grande Mão é a Mão de Deus
que acalmou seu coração inquieto,
seu corpo acelerado.
Na Grande Mão de Deus que move o mundo
tem, também, um lugarzinho que é todo seu:
tem uma concha para abrigá-lo
do cansaço e propor calmaria;
tem um dedo sinalizador
para indicar o melhor caminho;
tem uma palma aberta
para receber o cravo de sua dor;
tem um braço estendido
para recebê-lo no abraço da fé na cruz.
E essa Grande Mão aconchegante lhe diz,
com suavidade, ternura e segurança,
diante de seus medos e temores interiores:
– Confia em Mim!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
14/01/2017 (05h10min).