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domingo, setembro 30, 2018

O CAMINHO SANTO


“E ali haverá uma estrada, um caminho, que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para aqueles; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão”  (Isaías 35.8).

Do outro lado da estrada
encontro caminho santo.
Se faço alguma parada
de Jesus, uso o manto.

É caminho bem estreito
estrada pra vida eterna.
Nele não acho defeito
minh’alma faz-se terna.

Passam ali caminhantes
gente de toda expressão.
Loucos e extravagantes,
e gente de bom coração.

Nos caminhos do mundo
passa gente a divagar.
Passa também o imundo
não sabe se chegará.

Mas no caminho da vida
não muitos ali passarão.
Tantos farão despedida,
mas loucos não errarão.

Ouço suave murmúrio
voz da alma, sensação.
Abandono todo espúrio
na loucura da pregação.

A estrada mais segura
que à vida nos conduz.
Ela o novo inaugura:
se chama Cristo Jesus!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
29/09/2018 (19h08min).

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domingo, julho 29, 2018

POEMA DA INUNDAÇÃO DO ESPÍRITO


Sobre toda a carne desce o Espírito.
Cai, derrama, chove como águas
que fazem o Rio Gente transbordar...

Manda vir mais, Deus!
Inunda-me desta chuva do Espírito.
Teu povo quer experimentar
o enchimento e, mais que isto,
quer, sem fronteiras, amar...

A inundação do Espírito,
não destrói casas,
não derruba árvores.
Ela é interior.
Vai preenchendo todas as gentes
por onde passa
e vai criando uma onda
que se movimenta constante
nos mares da vida.

Olha as crianças sorrindo puras;
olha as mulheres com leveza no corpo e rosto;
olha os homens trabalhando unidos.
Lá estão jangadas espirituais
singrando mares nunca dantes navegados.

Desta vez tem unção e tem alegria;
não há mais sequidão de estio, não há mais deserto.

Colocaremos uma bandeira no alto da jangada:
“A alegria do Senhor, a nossa força é!’

Nosso povo surfa estas ondas,
no movimento do Espírito nos corações.
Somos surfistas da loucura da pregação,
canoístas da alegria do Senhor,
jangadeiro da esperança...
Rema, povo meu; surfa, povo meu,
contra o desespero da humanidade!

O Espírito está na gente
inundou a Igreja e transborda.
As inundações geomorfológicas passam com o tempo:
as águas baixam e o desastre aparece.
Mas, os que esperam no Senhor
retém a força do Senhor e se renovarão,
subirão com rios de água viva no seu eu interior
e como águias ganharão as alturas.
São poliatletas espirituais:
andarão, correrão, remarão, voarão
e experimentarão todas as modalidades
de amor à Deus e ao próximo e não se cansarão
porque o enchimento do Espírito
traz leveza à alma e paz interior...

Josué Ebenézer – São José dos Campos, SP,
14/07/2018 (07h00min).

quarta-feira, maio 30, 2018

VIGILIAZINHA


Vigiliazinha, os crentes estão indo para o templo,
cada qual tem sua luz própria.

Comércios sem vida espichados nas calçadas
portas de aço frias fechadas aos olhos.

Os crentes vão com a sua luz pessoal
e as ruas se acendem momentaneamente.

(É como as nuvens de fogo de Deus iluminando o deserto!)

Passos solitários disputam a calçada com os crentes
o notívago não tira as mãos do bolso nem para receber o folheto.

É urbana a brisa fria no rosto e tem cheiros vários
o sereno molha a face mas não esfria o coração.

Desta vez os crentes oraram caminhando pelas ruas da cidade
foi uma andança abençoada pela madrugada.

Como os pastores, que na vigília da noite guardavam seus rebanhos,
os crentes guardam a cidade com suas orações móveis.

O Cristo estava vivo naqueles corações adoradores
que faziam vigiliazinha de fé em caminhada.

Mas não era tempo ainda do galo cantar
embora se escutasse o ladrar dos cães...

(Estes faziam sua vigília como melhores amigos
de uns homens tristemente pecadores...)

O notívago voltou depois de ter chutado umas portas
e ouriçado uns moradores de rua ébrios.

Desta vez não resistiu ao enxergar a luz dos crentes:
estendeu as mãos para receber as Boas Novas.

A madrugada está ao meio de uma vigiliazinha
e a um passo de acontecimento luminoso.

Os crentes entram no templo à meia luz
entoam o paulino Cântico de Vitória.

Nos céus as estrelas choram lágrimas de emoção
ante a Luz maior que as originou.

Brilha o mais puro Amor que a humanidade jamais viu.
No templo, à beira rio; nos templos, à beira coração...

É o maior refletor não convencional
de Luz, de Paz, de Amor e de Esperança.

Vigiliazinha.
            Templo. Templos.
Os crentes cuidam da cidade, apresentando-a a Deus.
O Espírito Santo habita em cada vida.

Templo iluminado, corações ardentes!
Uma madrugada se passou e o povo de Deus louva.
A vigiliazinha trouxe paz para a cidade
trouxe harmonia para os corações em fé.

O galo já pode cantar. É sua hora e sua vez.
Já é quase manhã e a vigilância espiritual não cessa
quando entra no templo o notívago sem nome
que encontrou Deus, no caminho,
e está ali presente com um coração ardente...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
27/05/2018 (06h05min).

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

BALADA PARA OS DISCÍPULOS

Os discípulos caminham, movendo o tempo
fazendo girar a própria vida na vida dos outros
manhã e tarde, um viver intencional
varando ruas e casas, para apresentar Jesus.

Ah, ah, ah, ah... Aleluia!...

Mal nasce o dia e rompe a aurora.
Não há monotonia nesse ir e vir.
Seus semblantes refletem o brilho da paz
no branco mais branco de quem dentro leva
a confiança aguçada e cumpre a missão.

Ah, ah, ah, ah... Aleluia!...

Um doce sorriso no rosto dos discípulos.
Uma canção nos lábios de quem canta o Amor:

...tudo é belo e formoso nestes pés que anunciam
um novo jeito de ser, nova vida ao mundo,
e há uma esperança caminhando no horizonte
na multiplicação de pés que anunciam a salvação...

Para todo o sempre!
Ah, ah, ah, ah... Aleluia!...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
29/01/2018 (04h36min).