domingo, novembro 11, 2007

Reminiscências

À minha querida mamãe

Nasce o dia, chuvoso dia de manhã de domingo.
É mais que um dia, é um momento mui especial.
Da janela do quarto eu vejo o cair de cada pingo,
E a sensação que me invade é forte, sem igual.
Papai sobe as escadas trazendo o leite e os pães:
pois a vida continua, embora seja Dia das Mães!

Fiz uns versinhos, truncados versos adolescentes!
Gostaria de expressar tudo o que sinto por ela.
Mas os meus irmãos ali na sala já estão presentes
E a timidez se instalando, cada palavra atropela.
Mas mamãe, olha pra mim! Veja nos olhos o brilho,
e o rubor na face, e o tremor nas mãos do seu filho.

Peguei o papel de seda, escondido por entre dedos.
Foi o que sobrou da pipa branca que subiu aos céus.
Lembrei que cada mãe com suas histórias e enredos
são presentes especiais, ofertados pelo próprio Deus.
E o papel já amassado, com as letras de fazer dormir
Dizia para mamãe alguns versos que eu deixei fruir.

Foram lágrimas com lágrimas naquele abraço fraterno
Mamãe chorando e sorrindo e eu sorrindo e chorando.
E o corpo magro em seus braços, naquele afago materno
Mamãe sulcada da vida, mas os olhos ainda amando.
A folha de seda rasgou-se, molhou-se, e desapareceu
Mas os versos daquele dia, só quem soube foi ela e eu.

Por tudo isso minha mamãe, e por tudo que há de vir
Quero ser sempre seu filho, quero ser homem do povo
Quero ser homem de Deus e fazer o mundo assistir
A cada Dia das Mães, e a cada dia que se faz novo
As verdades sempiternas do Deus que me ensinastes
E a existência bonita pela forma com que me amaste.

Me critiquem os filhos do mundo, mas não existe.
Uma mãe tão especial, como a minha mãe Judith.

Nova Friburgo, 14/05/2001 (7h15m)

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