sexta-feira, agosto 17, 2018

AGOSTO, AMO COM GOSTO!


Agosto não é mais mês do desgosto.
É mês bem à gosto de quem o vê.
Agosto, está proposto, é mês dos pais.
Pra mim, com muito gosto, mês da saudade.
Mês do meu pai que nele fazia aniversário...
Em todo agosto quando ando pela cidade
brilha o meu rosto no sino do campanário,
que toca a canção da alegria por ter deposto
o sofrer, o remoer: tudo foi decomposto.
Agosto, irmão, não será desgosto jamais:
Dia dos Pais, será saudade e muita paz!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/08/2018 (02h56min).

POMBA BRANCA

É o voo da Pomba Branca
sobre o povo da Igreja.
Escuta suas asas batendo
na suavidade da noite.
Quem bate agora à porta
do coração deste moço?
É o Espírito com seu toque
– suave toque de amor –
que convida pra conversão.

O Espírito promove a paz
e voa sobre o povo da cidade
em forma de Pomba Branca.
Não é um avião passando
iluminando a densa noite
e marcando seu traçado
no deslocamento do ar.
É a paz reinando agora,
a tristeza foi-se embora
e já aprendeu-se a amar.

Tanta coisa a gente aprende
daquelas boas de sempre
que o Mestre nos ensinou.
É o Espírito que relembra
iluminando nossa mente
do exemplo que ele deixou.

Ó canções de alegria, de paz!
Já são como as areias do mar,
bem como as estrelas dos céus,
o número de seus discípulos.
Não se contam mais nos dedos:
a bênção de Abraão, pai de nações,
alcançou o mundo, fincou bandeira
paz de espírito nos corações.

Orações, canções, meditações
tua presença invade as casas
e nos pórticos a marca informa
que não existe outra forma
de abandonar as trapaças
sair fora da incredulidade
fugir dos vícios da mocidade
se não pela rendição à Cristo.
É o Espírito quem convence
do pecado, justiça e juízo
e aquele que tiver bom siso
deixa toda encruzilhada,
insegurança, qualquer temor,
e se põe na caminhada,
no Caminho do Senhor.

O Espírito pairava sobre águas
nos dias do Caos cosmogônico
e Deus criou tudo, o homem fez.
O Espírito apareceu como Pomba:
no Jordão Deus não foi afônico
declarou seu amor outra vez.
O Espírito agora toca os corações
buscando o total convencimento
e em gente de paz, repouse a paz.
O Espírito é Deus das Consolações:
nos lembra a fragilidade do momento
ao oferecer o conforto que satisfaz.

O Espírito tem asas intangíveis
e, como Vento, voa e sopra onde quer!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
11/08/2018 (05h53min).

VIDA ETERNA

Ela precisa chegar, pois então que chegue
mesmo que em banho de lágrimas.
Que se rompa o laço ou desapegue
como a perda cruel de umas dracmas.

Eu preferiria, Deus, que ela chegasse
em dia de calor e muito sol.
Como o trem que chegou e apitasse
o novo dia, pleno de arrebol.

E que cantassem pássaros e riachos:
a música sacra da Natureza.
E repousassem em mim, os penachos
das aves, seu encanto e beleza.

Eu preciso da vida eterna, preciso dela.
Como viver sem sua esperança?
Se fosse um quadro, uma doce aquarela
encher-me-ia de suave bonança!

Queria que viesse, num domingo e culto
com a Igreja, de branco, a louvar.
E que lábios cerrados fossem um insulto:
não se pode, a Deus, deixar de amar!

Sei que a vida eterna tem como partida
o coração que se rende ao Salvador.
E na própria vida a Cristo dá guarida
ao se render ao Supremo Amor.

Mas preciso da vida eterna que é tão cara,
tão preciosa, esta vida, meu tesouro.
Qual moeda, de coleção, peça tão rara.
Do mais nobre metal, ela é de ouro.

Que ela venha, Senhor, e a sua glória.
Onde os sinos tocam, exaltação.
Que me encha de alegria, trajetória,
de teu amor, nos caminhos, do coração.

Que eu sinta paz, alegria e grande júbilo.
No momento em que ela em mim chegar.
E que meus olhos reflitam o teu brilho
que fará parte, para sempre, do meu olhar.

E que nessa hora, já tomado de alegria,
transite entre teu povo bem feliz.
E testemunhe, com minha vida, do grande dia.
Faustoso dia, radiante hora, que sempre quis.

Se tudo for, como sonhei, data querida.
Da posse eterna, de eterna paz, que não se cala.
Não morrerei, adentrarei, eterna vida,
então que digam, depois de morto, ainda fala!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
09/08/2018 (12h02min).

domingo, julho 29, 2018

POEMA DA INUNDAÇÃO DO ESPÍRITO


Sobre toda a carne desce o Espírito.
Cai, derrama, chove como águas
que fazem o Rio Gente transbordar...

Manda vir mais, Deus!
Inunda-me desta chuva do Espírito.
Teu povo quer experimentar
o enchimento e, mais que isto,
quer, sem fronteiras, amar...

A inundação do Espírito,
não destrói casas,
não derruba árvores.
Ela é interior.
Vai preenchendo todas as gentes
por onde passa
e vai criando uma onda
que se movimenta constante
nos mares da vida.

Olha as crianças sorrindo puras;
olha as mulheres com leveza no corpo e rosto;
olha os homens trabalhando unidos.
Lá estão jangadas espirituais
singrando mares nunca dantes navegados.

Desta vez tem unção e tem alegria;
não há mais sequidão de estio, não há mais deserto.

Colocaremos uma bandeira no alto da jangada:
“A alegria do Senhor, a nossa força é!’

Nosso povo surfa estas ondas,
no movimento do Espírito nos corações.
Somos surfistas da loucura da pregação,
canoístas da alegria do Senhor,
jangadeiro da esperança...
Rema, povo meu; surfa, povo meu,
contra o desespero da humanidade!

O Espírito está na gente
inundou a Igreja e transborda.
As inundações geomorfológicas passam com o tempo:
as águas baixam e o desastre aparece.
Mas, os que esperam no Senhor
retém a força do Senhor e se renovarão,
subirão com rios de água viva no seu eu interior
e como águias ganharão as alturas.
São poliatletas espirituais:
andarão, correrão, remarão, voarão
e experimentarão todas as modalidades
de amor à Deus e ao próximo e não se cansarão
porque o enchimento do Espírito
traz leveza à alma e paz interior...

Josué Ebenézer – São José dos Campos, SP,
14/07/2018 (07h00min).

domingo, julho 22, 2018

HARMÔNICO


Unção, bordados de paz,
em crochê branco de linha nobre:
trançados suaves, desenhos n’alma.

Movimentos dos dedos na agulha.
As linhas se cruzam;
os pensamentos voam.
O Espírito é pomba na renda branca,
linho fino de haute couture,
da paz que voa céus de sonhos
nos caseiros artesanatos terapêuticos:
–      Ó, Deus, que habita em mim!

Unção, canto em meu canto,
harmonia do coração leve:
suavidade dos dedos
que levantam mãos e
entrecruzam linhas multicores...

O Espírito é criativo e há sorrisos!

Josué Ebenézer – São José dos Campos, SP,
13/07/2018 (17h52min).

BALADA DE ARIANE


Minha irmã Ariane, narre um momento:
“Preparei uma história, êxtase e glória;
senti a sensação do público infantil;
vi nas crianças, atenção redobrada,
e o Espírito agindo, que doce memória!”

Ariane, minha irmã, narre um momento.
Conte em detalhes: o que você sentiu?
“Senti uma alegria, tal qual nunca vista;
senti as crianças em santa euforia;
senti que o Joãozinho, já se libertou
e que a Mary Help de novo amou;
senti os olhinhos brilhando de novo
nos rostos marcados, deste meu povo
e em viver o momento, lembrar desta história
senti como um vento que me tomou
e o Espírito agindo, que doce memória!”

Mas, e depois? Depois de tudo, o que mais sentiu?
“Senti que as crianças não mais eram as mesmas:
vi os meninos – levados da breca – cantando;
vi as meninas – inquietas, falantes – louvando.
Vi que o Pedro, deixou de ter medo;
vi em cada criança, brotar esperança.
E com a casa vazia, depois da algazarra,
limpando da sala, a sujeira da farra;
senti a emoção do sorriso da criançada
que com beijos melosos, vieram me afagar
e se despediam de mim, alvoraçadas
e diziam com uma força vinda do amor:
‘tia, semana que vem tem mais, né?’
Inundou-me a fé, ao sentir esta glória
e o Espírito agindo, que doce memória!”

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
10/07/2018 (05h46min).