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sexta-feira, agosto 17, 2018

POMBA BRANCA

É o voo da Pomba Branca
sobre o povo da Igreja.
Escuta suas asas batendo
na suavidade da noite.
Quem bate agora à porta
do coração deste moço?
É o Espírito com seu toque
– suave toque de amor –
que convida pra conversão.

O Espírito promove a paz
e voa sobre o povo da cidade
em forma de Pomba Branca.
Não é um avião passando
iluminando a densa noite
e marcando seu traçado
no deslocamento do ar.
É a paz reinando agora,
a tristeza foi-se embora
e já aprendeu-se a amar.

Tanta coisa a gente aprende
daquelas boas de sempre
que o Mestre nos ensinou.
É o Espírito que relembra
iluminando nossa mente
do exemplo que ele deixou.

Ó canções de alegria, de paz!
Já são como as areias do mar,
bem como as estrelas dos céus,
o número de seus discípulos.
Não se contam mais nos dedos:
a bênção de Abraão, pai de nações,
alcançou o mundo, fincou bandeira
paz de espírito nos corações.

Orações, canções, meditações
tua presença invade as casas
e nos pórticos a marca informa
que não existe outra forma
de abandonar as trapaças
sair fora da incredulidade
fugir dos vícios da mocidade
se não pela rendição à Cristo.
É o Espírito quem convence
do pecado, justiça e juízo
e aquele que tiver bom siso
deixa toda encruzilhada,
insegurança, qualquer temor,
e se põe na caminhada,
no Caminho do Senhor.

O Espírito pairava sobre águas
nos dias do Caos cosmogônico
e Deus criou tudo, o homem fez.
O Espírito apareceu como Pomba:
no Jordão Deus não foi afônico
declarou seu amor outra vez.
O Espírito agora toca os corações
buscando o total convencimento
e em gente de paz, repouse a paz.
O Espírito é Deus das Consolações:
nos lembra a fragilidade do momento
ao oferecer o conforto que satisfaz.

O Espírito tem asas intangíveis
e, como Vento, voa e sopra onde quer!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
11/08/2018 (05h53min).

domingo, julho 29, 2018

POEMA DA INUNDAÇÃO DO ESPÍRITO


Sobre toda a carne desce o Espírito.
Cai, derrama, chove como águas
que fazem o Rio Gente transbordar...

Manda vir mais, Deus!
Inunda-me desta chuva do Espírito.
Teu povo quer experimentar
o enchimento e, mais que isto,
quer, sem fronteiras, amar...

A inundação do Espírito,
não destrói casas,
não derruba árvores.
Ela é interior.
Vai preenchendo todas as gentes
por onde passa
e vai criando uma onda
que se movimenta constante
nos mares da vida.

Olha as crianças sorrindo puras;
olha as mulheres com leveza no corpo e rosto;
olha os homens trabalhando unidos.
Lá estão jangadas espirituais
singrando mares nunca dantes navegados.

Desta vez tem unção e tem alegria;
não há mais sequidão de estio, não há mais deserto.

Colocaremos uma bandeira no alto da jangada:
“A alegria do Senhor, a nossa força é!’

Nosso povo surfa estas ondas,
no movimento do Espírito nos corações.
Somos surfistas da loucura da pregação,
canoístas da alegria do Senhor,
jangadeiro da esperança...
Rema, povo meu; surfa, povo meu,
contra o desespero da humanidade!

O Espírito está na gente
inundou a Igreja e transborda.
As inundações geomorfológicas passam com o tempo:
as águas baixam e o desastre aparece.
Mas, os que esperam no Senhor
retém a força do Senhor e se renovarão,
subirão com rios de água viva no seu eu interior
e como águias ganharão as alturas.
São poliatletas espirituais:
andarão, correrão, remarão, voarão
e experimentarão todas as modalidades
de amor à Deus e ao próximo e não se cansarão
porque o enchimento do Espírito
traz leveza à alma e paz interior...

Josué Ebenézer – São José dos Campos, SP,
14/07/2018 (07h00min).

sábado, agosto 05, 2017

SELO E PENHOR

Nossa salvação
confirma-se
com uma experiência
(pessoal e intransferível)
do tamanho da fé

a vida eterna
se alcança com um segredo
que se revela
no cotidiano da vida

isso não se aprende
nos manuais de evangelismo
nem nos panfletos
de propaganda religiosa

o selo que confirma isso
é o Espírito
que comunica com o nosso
ele é o penhor que garante
e o fruto como evidência
mostra que somos do Senhor

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
30/06/2017 (05h34min).

terça-feira, dezembro 27, 2016

NA COLINA

 (Ao voltar às salas do STBSB depois de 35 anos
para a convalidação de meu Diploma de Bacharel em Teologia)

Sinto a Teologia de volta à vida
Me envolve uma alegria desmedida.

Há uma nostalgia naquela sala
Uma forte emoção que não se cala.

E eu me visto de Deus, dispo o homem
Abandono as coisas que me consomem.

Pensar em Deus, o refletir teologal
Debruçar sobre esta pedra filosofal.

A vida não precisa ser ampulheta
Quando o Criador é mais que uma faceta.

Voo no tempo e bate forte o coração
Ao relembrar o despertar da vocação.

Colina de Itacuruçá, céu azul
E o Vento em mim, no Seminário do Sul.

É o Espírito que sopra esta emoção
Na busca de Teologia-pé-no-chão.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
02 de Dezembro de 2016 (07h55min).

quarta-feira, abril 15, 2015

SEM TÍTULO I

CONFIA TUA FÉ
num único Deus,

insurja-te contra
os que titubeiam
entre dois senhores,

e caminhe esperanças
deixando as lágrimas
secarem ao Vento
do Espírito.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

28 de Fevereiro de 2015 (05h49min).

sexta-feira, abril 10, 2015

MARGEANDO OS CÉUS

No vento que o Espírito sopra vão voando
os salvos. Junto a eles
é possível o Encontro. De tempos em tempos
aparece alguém,
que pega carona no voo – é assim que se faz
para se chegar aos céus? O voo é bom,
há paz e harmonia, e o intruso sabe
não ser propaganda enganosa, mas, sem a
gênese do Espírito, as asas quebradas
não voam longe, desgarram-se das
margens dos céus para outros lugares.

Qual o valor de um voo em direção aos céus
quando se fica pelo meio do caminho?
O Sol da meia-noite e de todo o dia
ilumina os que não mais gostam
da escuridão. Os que voaram meio voo,
margeando os céus, foram iluminados,
mas, não distinguiram o clarão,
nem viram a beleza
que ombreava o firmamento
no fulgor do Eterno.

Há, os que, pegaram carona na cauda
do Cometa Divino e lá descobriram
o voo certo, seguro, do Ônibus Espiritual.
Do alto contemplaram o mar
onde, de seus pecados, Deus fez esquecimento.
E, o vento que tudo leva,
o vento que sopra onde quer
e impulsiona vidas
e tonifica pulmões
e dá mobilidade ao estagnado.
Ah, este Vento do Espírito,
que nos leva pra dentro dos Céus,
depois do longo-curto voo da vida.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

27 de Janeiro de 2015 (19h02min).