Quantos sonhos, meu filho, teu coração abriga
Lucas, querido, filho primeiro do amor...
Se em teus pensamentos há emoções e há briga
Lute e vença sempre tendo a Deus por Senhor!
Cante o canto da esperança, do sonho de futuro
Deixe no ar as notas soltas da paixão...
Exerça a fé mesmo que um salto no escuro.
Nos braços de Deus descansa teu coração.
E se densas trevas te toldarem a vista
Nesta curta caminhada pelo mundo cruel
Volte ao Caminho e sempre nele insista.
No vento os prazeres são folhas de papel
Mas faças da Verdade sua grande conquista
Mirando a eternidade, parta em busca do céu.
Nova Friburgo, 02 de Janeiro de 2006 (07h47m).
segunda-feira, agosto 04, 2008
CRIANÇA
Linda criança de uns olhos vivos
De súplicas ingentes no olhar.
Vi-te passar por entre mendigos
No calçadão à beira-mar.
À beira-vida, quase um sopro
Quase esvaindo em desespero.
Brincando ingênua sem ter abrigo
Correndo riscos e até perigo
De acidente e atropelo.
Vi-te criança de pele clara
Roupas rasgadas, pés no chão.
Cabelos ruivos em desalinho
Mãos estendidas pedindo pão.
E meu coração descompassado
Nos passos teus no calçadão
Quis logo ser recompensado
Por decidir estender-te a mão.
Mas logo atrás de ti vieram
Uns homens sujos e mau olhar.
Carrancas graves e as mulheres
Semi-nuas a acompanhar.
E triste a vida e triste o sonho
E quão medonho é o meu pensar:
Que é o homem? meu Deus
Que é o homem? para dele lembrar...
E eu com medo e muito aflito
Recolho a mão, guardo a carteira
Meu coração que estava contrito
Murcha e silente pensa besteira.
Pensa em pânico, num arrastão,
Os homens monstros sobre mim
E nesta visão uma multidão
Me massacrando até o fim!
Corro entre carros, bem apressado,
Busco um abrigo e segurança.
Amar neste mundo é complicado
Meu coração só quer bonança.
Pulo num táxi ainda andando
Quero sumir da Zona Sul.
Vejo a criança ao longe chorando
Disfarço o olhar no céu azul...
Disfarço a vida, revejo os sonhos.
Encaro a luta do dia a dia.
Meus compromissos são tamanhos
Não sei se volto à alegria.
De outra vez te encontrar.
O fato é que em mim persiste
E fixa firme e não desiste
A ingente súplica de teu olhar...
Nova Friburgo, 02 de Janeiro de 2006 (08h21m).
De súplicas ingentes no olhar.
Vi-te passar por entre mendigos
No calçadão à beira-mar.
À beira-vida, quase um sopro
Quase esvaindo em desespero.
Brincando ingênua sem ter abrigo
Correndo riscos e até perigo
De acidente e atropelo.
Vi-te criança de pele clara
Roupas rasgadas, pés no chão.
Cabelos ruivos em desalinho
Mãos estendidas pedindo pão.
E meu coração descompassado
Nos passos teus no calçadão
Quis logo ser recompensado
Por decidir estender-te a mão.
Mas logo atrás de ti vieram
Uns homens sujos e mau olhar.
Carrancas graves e as mulheres
Semi-nuas a acompanhar.
E triste a vida e triste o sonho
E quão medonho é o meu pensar:
Que é o homem? meu Deus
Que é o homem? para dele lembrar...
E eu com medo e muito aflito
Recolho a mão, guardo a carteira
Meu coração que estava contrito
Murcha e silente pensa besteira.
Pensa em pânico, num arrastão,
Os homens monstros sobre mim
E nesta visão uma multidão
Me massacrando até o fim!
Corro entre carros, bem apressado,
Busco um abrigo e segurança.
Amar neste mundo é complicado
Meu coração só quer bonança.
Pulo num táxi ainda andando
Quero sumir da Zona Sul.
Vejo a criança ao longe chorando
Disfarço o olhar no céu azul...
Disfarço a vida, revejo os sonhos.
Encaro a luta do dia a dia.
Meus compromissos são tamanhos
Não sei se volto à alegria.
De outra vez te encontrar.
O fato é que em mim persiste
E fixa firme e não desiste
A ingente súplica de teu olhar...
Nova Friburgo, 02 de Janeiro de 2006 (08h21m).
NO MINISTÉRIO
A Dejalmir Waldhelm
Porque Deus te chamou,
preparado estás para o novo desafio.
E ao teu lado está aquele
que quando a vida estava por um fio,
no madeiro,
disse ao Pai:
- ESTÁ CONSUMADO!
Talvez te sintas como Jesus:
Não podes voltar atrás.
É a posse!
E o povo está presente;
e o coral celebrando;
e as atenções voltadas para teu rosto brilhante,
resplandecente de júbilo e paz.
É grande a responsabilidade.
Mas teu coração está pleno de confiança
e prenhe de uma esperança
que só se deixa por ela fecundar
quem tem o Espírito de Deus.
Por isso, pastor,
neste Culto de Posse:
Que o sonho não esqueça,
que tua mão se esforce
e que o coração aqueça,
com a bênção do Cristo.
E no meio das lutas,
nas batalhas da vida
vividas aqui.
Sintas o toque suave
dessa mão tão querida
de Deus sobre ti.
E a inspiração não te falte.
E porção dobrada do Espírito
sobre ti repouse.
E tenhas sempre a unção.
E no cotidiano do ministério
sintas paz no coração.
Nova Friburgo, 26 de Novembro de 2005 (21h).
Porque Deus te chamou,
preparado estás para o novo desafio.
E ao teu lado está aquele
que quando a vida estava por um fio,
no madeiro,
disse ao Pai:
- ESTÁ CONSUMADO!
Talvez te sintas como Jesus:
Não podes voltar atrás.
É a posse!
E o povo está presente;
e o coral celebrando;
e as atenções voltadas para teu rosto brilhante,
resplandecente de júbilo e paz.
É grande a responsabilidade.
Mas teu coração está pleno de confiança
e prenhe de uma esperança
que só se deixa por ela fecundar
quem tem o Espírito de Deus.
Por isso, pastor,
neste Culto de Posse:
Que o sonho não esqueça,
que tua mão se esforce
e que o coração aqueça,
com a bênção do Cristo.
E no meio das lutas,
nas batalhas da vida
vividas aqui.
Sintas o toque suave
dessa mão tão querida
de Deus sobre ti.
E a inspiração não te falte.
E porção dobrada do Espírito
sobre ti repouse.
E tenhas sempre a unção.
E no cotidiano do ministério
sintas paz no coração.
Nova Friburgo, 26 de Novembro de 2005 (21h).
MEUS QUINZE ANOS
A Ivoneara Pereira
Cantou o poeta famoso
a saudade tida da aurora da vida.
Não posso cantar de saudade
pois sendo ainda moça
não fiz qualquer despedida
que me faça recordar o passado.
Em minha vida e meu corpo
não tem definição a saudade.
Sei cantar de felicidade
da infância que ainda cheira perto
e do futuro que por certo
do passado trará recordação.
Canto estes anos que Deus
neste dia festivo me concedeu
para meu coração embevecer.
Canto os encantos floridos
nestes meus dias vividos
meus quinze anos agradecer.
Nova Friburgo, 08 de Outubro de 2005. (17h44m).
Cantou o poeta famoso
a saudade tida da aurora da vida.
Não posso cantar de saudade
pois sendo ainda moça
não fiz qualquer despedida
que me faça recordar o passado.
Em minha vida e meu corpo
não tem definição a saudade.
Sei cantar de felicidade
da infância que ainda cheira perto
e do futuro que por certo
do passado trará recordação.
Canto estes anos que Deus
neste dia festivo me concedeu
para meu coração embevecer.
Canto os encantos floridos
nestes meus dias vividos
meus quinze anos agradecer.
Nova Friburgo, 08 de Outubro de 2005. (17h44m).
IGREJA BATISTA DO PRADO
Às minhas ovelhas queridas
no Jubileu de Prata da Igreja.
Um dia o Pai tomou uma decisão:
Sobre seu Filho fundaria a Igreja.
Ao mundo o enviou com a missão
De contra o mal vencer a peleja.
Um dia o Pai também decidiu
No Prado uma Igreja estabelecer.
E nesta cidade mais forte se ouviu
As Novas que anunciam um reviver.
Mas uma verdade continua imutável:
Ninguém pode por outro fundamento
Além do que já está posto e é Jesus.
E sobre esta certeza inabalável
A Batista do Prado, neste momento,
Celebra seu Jubileu junto à cruz!
Nova Friburgo, 14 de Setembro de 2005. (21h20m).
no Jubileu de Prata da Igreja.
Um dia o Pai tomou uma decisão:
Sobre seu Filho fundaria a Igreja.
Ao mundo o enviou com a missão
De contra o mal vencer a peleja.
Um dia o Pai também decidiu
No Prado uma Igreja estabelecer.
E nesta cidade mais forte se ouviu
As Novas que anunciam um reviver.
Mas uma verdade continua imutável:
Ninguém pode por outro fundamento
Além do que já está posto e é Jesus.
E sobre esta certeza inabalável
A Batista do Prado, neste momento,
Celebra seu Jubileu junto à cruz!
Nova Friburgo, 14 de Setembro de 2005. (21h20m).
SEREI FIEL AO CHAMADO
A Alex Cordeiro
A voz veio suave e terna
E meu coração ouviu-a firme.
Voz de autoridade paterna
Convocando para ir-me.
A voz veio resoluta
E ecoou por todo canto;
E em mim provocou luta
E despertou o pranto.
Ao ouvir a voz de Deus
Dentro de mim e do meu lado
Travou-se batalha imensa.
Até que meu ser respondeu:
- Serei fiel ao chamado!
E reinou uma paz intensa...
Nova Friburgo, 10 de Setembro de 2005. (20h40m).
A voz veio suave e terna
E meu coração ouviu-a firme.
Voz de autoridade paterna
Convocando para ir-me.
A voz veio resoluta
E ecoou por todo canto;
E em mim provocou luta
E despertou o pranto.
Ao ouvir a voz de Deus
Dentro de mim e do meu lado
Travou-se batalha imensa.
Até que meu ser respondeu:
- Serei fiel ao chamado!
E reinou uma paz intensa...
Nova Friburgo, 10 de Setembro de 2005. (20h40m).
terça-feira, julho 29, 2008
Decepção!
Eu nem sei que horas são.
Eu só sei que agora dói meu coração.
Eu nem sei mais dizer o que é fé.
Só sei que em minha vida
a esperança e a alegria deram marcha a ré...
Como a planta germina na terra e precisa
do carinho do solo envolvendo-a
(para neste aconchego subsistir e vingar...).
Meu coração germinado de amor
viu a terra de seu solo desmoronar
e as rachaduras da frustração,
como frestas de decepção,
erodirem a semente que estava ali para frutificar.
A seiva maldita do escárnio, da zombaria,
da maledicência e da calúnia
se infiltra célere nas brechas diabólicas
de homens que de Deus só tem a Criação.
Profissionais da fé que manipulam sistemas e coisas,
gentes e consciências, para seus fins espúrios de
encherem a aljava de setas satânicas
para diabólicas conquistas.
Ah, meu Deus! Até quando assistiremos inertes
as profundezas do inferno abalarem a igreja?
Até quando in nomine Dei será desculpa
para falsários se apropriarem do seu Reino,
salafrários se infiltrarem nos corredores eclesiásticos
e cuspirem sua peçonha mortífera no rosto de
inocentes criaturas que só querem
uma oportunidade de serviço cristão?
Tem misericórdia do povo que se chama pelo seu nome
e cuida deste escrevente que está morrendo
por dentro e precisa neste instante do Cristo Sofredor
para lhe ajudar a atravessar este Vale de Sombra da Morte.
Nova Friburgo, 15 de Julho de 2005. (4h50m).
Eu só sei que agora dói meu coração.
Eu nem sei mais dizer o que é fé.
Só sei que em minha vida
a esperança e a alegria deram marcha a ré...
Como a planta germina na terra e precisa
do carinho do solo envolvendo-a
(para neste aconchego subsistir e vingar...).
Meu coração germinado de amor
viu a terra de seu solo desmoronar
e as rachaduras da frustração,
como frestas de decepção,
erodirem a semente que estava ali para frutificar.
A seiva maldita do escárnio, da zombaria,
da maledicência e da calúnia
se infiltra célere nas brechas diabólicas
de homens que de Deus só tem a Criação.
Profissionais da fé que manipulam sistemas e coisas,
gentes e consciências, para seus fins espúrios de
encherem a aljava de setas satânicas
para diabólicas conquistas.
Ah, meu Deus! Até quando assistiremos inertes
as profundezas do inferno abalarem a igreja?
Até quando in nomine Dei será desculpa
para falsários se apropriarem do seu Reino,
salafrários se infiltrarem nos corredores eclesiásticos
e cuspirem sua peçonha mortífera no rosto de
inocentes criaturas que só querem
uma oportunidade de serviço cristão?
Tem misericórdia do povo que se chama pelo seu nome
e cuida deste escrevente que está morrendo
por dentro e precisa neste instante do Cristo Sofredor
para lhe ajudar a atravessar este Vale de Sombra da Morte.
Nova Friburgo, 15 de Julho de 2005. (4h50m).
Ai, Meu Filho!
Antes que tenhas que chorar por um filho,
lamentar seus descaminhos e a dor do sofrer,
lamuriar a todo instante, sem ao menos saber
se terás de volta a paz do filho retornado ao lar...
Digas para ti mesmo: - Meu filho quero te amar!
Antes que tenhas de perder as noites de um sono
que não conciliastes, e curtir a dor do abandono
por quem tanto amaste. E na noite, o sonho,
se transformar em pesadelo medonho:
Na escura noite da solidão do amor...
E antes ainda, que já sem esperanças,
nos teus olhos as lágrimas secarem
e teus sonhos murcharem
e antes que teu mundo seja despovoado de crianças
faça a ti mesmo um favor!
Erga os olhos para ver ao teu redor
e enxerga teu filho clamando tua ajuda,
e pedindo teu carinho, e implorando teu amor.
Não te faças de pessoa cega, surda e muda
aos sinais vitais de socorro do menor...
Nova Friburgo, 30 de Maio de 2005. (6h39m).
lamentar seus descaminhos e a dor do sofrer,
lamuriar a todo instante, sem ao menos saber
se terás de volta a paz do filho retornado ao lar...
Digas para ti mesmo: - Meu filho quero te amar!
Antes que tenhas de perder as noites de um sono
que não conciliastes, e curtir a dor do abandono
por quem tanto amaste. E na noite, o sonho,
se transformar em pesadelo medonho:
Na escura noite da solidão do amor...
E antes ainda, que já sem esperanças,
nos teus olhos as lágrimas secarem
e teus sonhos murcharem
e antes que teu mundo seja despovoado de crianças
faça a ti mesmo um favor!
Erga os olhos para ver ao teu redor
e enxerga teu filho clamando tua ajuda,
e pedindo teu carinho, e implorando teu amor.
Não te faças de pessoa cega, surda e muda
aos sinais vitais de socorro do menor...
Nova Friburgo, 30 de Maio de 2005. (6h39m).
O QUE FALTA AINDA
O que falta ainda
para concluir minha jornada;
dar por encerrada
minha trajetória de ovelha muda e tosquiada?
O rebanho do Pastor
não é negociado na Bolsa de Valores.
Nem corações sofredores
são medidos e pesados pela dor!
As ovelhas desse rebanho
não são números nas estatísticas
nem se prestam a intenções cabalísticas
de quem queira fazer crescer seu tamanho.
Não é um rebanho fechado,
o aprisco nunca fica lacrado,
como a impedir a entrada de mais alguém!
O Pastor do rebanho não trata a ninguém com desdém...
O mundo está difícil
eivado de tanto vício
e tomado por transgressão.
No rebanho do Pastor nos tornamos irmãos!
O que falta ainda -
para deixar de ser ovelha -
é de Deus perceber a centelha
que transporta da terra ao céu em estrada linda!
As ovelhas da Terra
como Elias subirão no renovo
em carruagens construídas com fogo
para a posse das delícias que o Céu encerra...
Nova Friburgo, 03 de Maio de 2005 (6h52m).
para concluir minha jornada;
dar por encerrada
minha trajetória de ovelha muda e tosquiada?
O rebanho do Pastor
não é negociado na Bolsa de Valores.
Nem corações sofredores
são medidos e pesados pela dor!
As ovelhas desse rebanho
não são números nas estatísticas
nem se prestam a intenções cabalísticas
de quem queira fazer crescer seu tamanho.
Não é um rebanho fechado,
o aprisco nunca fica lacrado,
como a impedir a entrada de mais alguém!
O Pastor do rebanho não trata a ninguém com desdém...
O mundo está difícil
eivado de tanto vício
e tomado por transgressão.
No rebanho do Pastor nos tornamos irmãos!
O que falta ainda -
para deixar de ser ovelha -
é de Deus perceber a centelha
que transporta da terra ao céu em estrada linda!
As ovelhas da Terra
como Elias subirão no renovo
em carruagens construídas com fogo
para a posse das delícias que o Céu encerra...
Nova Friburgo, 03 de Maio de 2005 (6h52m).
SAUDADES
Quando choro ao te ver partindo,
uma dor no meu ser sentindo
achando que já não resta mais nada.
Percebo que sentirei saudade de tua vida,
mesmo que não consiga fazer despedida
e que te tornes só pessoa imaginada.
É que tua presença foi mais que existência:
Foi luz divina, irradiação de inteligência,
num mundo árido, absorto em trevas.
Buscarei luz no meio dessa escuridão,
me sentirei só, mesmo em meio à multidão,
mas seguirei para onde tu me levas.
Pois a saudade é mais forte que tudo,
e põe palavras de amor em coração mudo
e canções de esperança no reino da solidão.
Sentir-me-ei mais forte neste novo dia,
quando pleno de lembranças, santa utopia,
lembrar de ti, recordar, e encontrar razão!
Nova Friburgo, 02 de Maio de 2005. (7h30m).
uma dor no meu ser sentindo
achando que já não resta mais nada.
Percebo que sentirei saudade de tua vida,
mesmo que não consiga fazer despedida
e que te tornes só pessoa imaginada.
É que tua presença foi mais que existência:
Foi luz divina, irradiação de inteligência,
num mundo árido, absorto em trevas.
Buscarei luz no meio dessa escuridão,
me sentirei só, mesmo em meio à multidão,
mas seguirei para onde tu me levas.
Pois a saudade é mais forte que tudo,
e põe palavras de amor em coração mudo
e canções de esperança no reino da solidão.
Sentir-me-ei mais forte neste novo dia,
quando pleno de lembranças, santa utopia,
lembrar de ti, recordar, e encontrar razão!
Nova Friburgo, 02 de Maio de 2005. (7h30m).
LÁGRIMAS
A J. J. Soares Filho
Quando você se foi
havia em cima da mesa um jarro
e dentro uma rosa branca que murchava.
E eu olhava a rosa
se despetalando a cada dia útil;
e me sentia inútil enquanto a rosa olhava.
Sobre aquela mesa,
de uma fórmica marrom cruel,
as pétalas caíram todas ao redor do vaso.
Apenas uma ficou,
presa a haste como um papel,
onde a vida não mais escreveria pelo atraso.
E em cada pétala caída
vi esvair-se um pouco de minha vida
num sonho que ia transformando-se em dor.
Já não o teria mais perto.
No leito, seu ser exaurindo-se desperto,
em olhos inquietos que ainda transmitiam calor.
Percebi que as pétalas
(largadas na mesa e ao vento)
eram lágrimas perfumadas do meu coração.
Até que a última - da haste
soltou-se - e trouxe naquele momento
a lágrima mais quente da triste separação.
Nova Friburgo, 02 de Maio de 2005 (7h55m).
Quando você se foi
havia em cima da mesa um jarro
e dentro uma rosa branca que murchava.
E eu olhava a rosa
se despetalando a cada dia útil;
e me sentia inútil enquanto a rosa olhava.
Sobre aquela mesa,
de uma fórmica marrom cruel,
as pétalas caíram todas ao redor do vaso.
Apenas uma ficou,
presa a haste como um papel,
onde a vida não mais escreveria pelo atraso.
E em cada pétala caída
vi esvair-se um pouco de minha vida
num sonho que ia transformando-se em dor.
Já não o teria mais perto.
No leito, seu ser exaurindo-se desperto,
em olhos inquietos que ainda transmitiam calor.
Percebi que as pétalas
(largadas na mesa e ao vento)
eram lágrimas perfumadas do meu coração.
Até que a última - da haste
soltou-se - e trouxe naquele momento
a lágrima mais quente da triste separação.
Nova Friburgo, 02 de Maio de 2005 (7h55m).
VERSOS SOLTOS
A Katia Cardoso Soares
Katia! Minha querida,
paixão da minha vida,
desejo de meu coração!
Sonho sempre com você,
anseio logo lhe ver,
tocá-la com minha mão!
Quero senti-la bem perto,
amá-la muito, decerto:
Isto é desejo intenso!
Não fico sequer um segundo
- você domina meu mundo -
sem pensar em tudo que penso!
Amá-la por horas a fio...
Nosso calor espantar o frio
debaixo de um cobertor!
Tocando sua pele suave
voar bem leve, qual ave:
Nos sonhos de nosso amor!
Katia! Você me faz delirar
seu corpo na febre de amar
convida a desejo e paixão!
Por isso, mesmo longe estando
sua lembrança me confortando
reina paz em meu coração!
São Fidélis, 29 de Abril de 2005 (23h15m).
Katia! Minha querida,
paixão da minha vida,
desejo de meu coração!
Sonho sempre com você,
anseio logo lhe ver,
tocá-la com minha mão!
Quero senti-la bem perto,
amá-la muito, decerto:
Isto é desejo intenso!
Não fico sequer um segundo
- você domina meu mundo -
sem pensar em tudo que penso!
Amá-la por horas a fio...
Nosso calor espantar o frio
debaixo de um cobertor!
Tocando sua pele suave
voar bem leve, qual ave:
Nos sonhos de nosso amor!
Katia! Você me faz delirar
seu corpo na febre de amar
convida a desejo e paixão!
Por isso, mesmo longe estando
sua lembrança me confortando
reina paz em meu coração!
São Fidélis, 29 de Abril de 2005 (23h15m).
JUBILEU DE OURO
A Igreja Batista em Santa Maria Madalena
Hoje se contam, completos, exatos:
Cinqüenta anos de um dia especial.
Juntamos da história eventos e fatos
e não esquecemos da Igreja o natal.
Em Madalena, uma Igreja Batista
surgiu como obra e fruto da fé.
Na Bíblia Sagrada mantendo a vista
com gente humilde se pondo de pé.
Mas, Senhor, a história não acabou!
Cinqüenta é apenas um belo começo
de algo que ainda não se realizou...
E a vida da Igreja no altar de Deus
crendo no Cristo que pagou o preço
futuro de glória terá para os seus.
Santa Maria Madalena, 24 de abril de 2005 (11h40m).
Hoje se contam, completos, exatos:
Cinqüenta anos de um dia especial.
Juntamos da história eventos e fatos
e não esquecemos da Igreja o natal.
Em Madalena, uma Igreja Batista
surgiu como obra e fruto da fé.
Na Bíblia Sagrada mantendo a vista
com gente humilde se pondo de pé.
Mas, Senhor, a história não acabou!
Cinqüenta é apenas um belo começo
de algo que ainda não se realizou...
E a vida da Igreja no altar de Deus
crendo no Cristo que pagou o preço
futuro de glória terá para os seus.
Santa Maria Madalena, 24 de abril de 2005 (11h40m).
FLOR BELA
A Florbela Espanca
Tu és a flor que o jardim da poesia apresentou
para eternamente amar e amar perdidamente.
Teu amor não é feito de palavras que vento levou
ou que águas correntes, abissais, afastou da gente.
És a primeira flor da primavera, quando o sol reluz.
E que um passante atraído, pelo amor envolvido,
no jardim da vida colheu pra si - mesmo sem fazer jus -,
para reter hoje e sempre teu perfume esquecido.
Tua volúpia me encanta, quando meu ego estanca.
Este jeito de amar sem amar: Fazer poesia!
No frasco do pensamento reterei teu sentimento.
E sempre que a nuvem sombria, em uma noite fria,
me atravessar o andar. Inalarei do amor sete gotas,
vestir-me-ei de frases marotas, e por-me-ei a amar...
Nova Friburgo, 10 de Abril de 2005. (13h45m).
Tu és a flor que o jardim da poesia apresentou
para eternamente amar e amar perdidamente.
Teu amor não é feito de palavras que vento levou
ou que águas correntes, abissais, afastou da gente.
És a primeira flor da primavera, quando o sol reluz.
E que um passante atraído, pelo amor envolvido,
no jardim da vida colheu pra si - mesmo sem fazer jus -,
para reter hoje e sempre teu perfume esquecido.
Tua volúpia me encanta, quando meu ego estanca.
Este jeito de amar sem amar: Fazer poesia!
No frasco do pensamento reterei teu sentimento.
E sempre que a nuvem sombria, em uma noite fria,
me atravessar o andar. Inalarei do amor sete gotas,
vestir-me-ei de frases marotas, e por-me-ei a amar...
Nova Friburgo, 10 de Abril de 2005. (13h45m).
quinta-feira, julho 10, 2008
O HOMEM DO QUADRO CHOROU
A sala era ampla e de muitas cadeiras.
O espaço nobre e as paredes cobertas de quadros:
Gente antiga, de semblante sério!
De parecença importante para o povo daquele lugar.
As molduras bonitas e as fotos enormes
emprestavam ao ambiente uma certa intimidade
- algo como se alguém nos olhasse de perto –
trazendo do passado a companhia de uma gente séria
que contrastava com as cadeiras vazias do lugar.
Será que aqueles homens dos quadros já se assentaram nestas cadeiras?
Alguns quadros eram pinturas:
Óleo sobre tela que custara a pose do retratado e o tempo e a arte do retratista.
Outros, fotos ampliadas aumentando a imponência dos modelos.
Tudo corroborava para que o ambiente ficasse carregado
de uma solenidade invasiva que me deixava atordoado.
Mas, de repente, o tom ficou ainda mais monocórdio:
Uma chuva torrencial cai e o barulho da água despencando do firmamento
faz do ambiente um lugar ainda mais
prenhe de recordação e memória.
À minha frente, um quadro com grande foto,
de homem grave e sério, trazia um vidro protetor.
E o vidro semi-embaçado pela poeira do tempo
reluzia tímido, refletindo a luz artificial do enorme salão.
E o homem do quadro sorria amarelo há pelo menos uns
cinqüenta anos, preso que estava na moldura daquele quadro
que também tinha vidro e tinha contornos definidos que impunham limites.
O moço, de bigode fino e ralo, espremia-se torto atrás do vidro sujo e frio.
Enquanto isso a chuva caía!
E o clima fazia-se frio e cada vez mais triste.
Até que as águas da chuva invadem a sala:
Pelas janelas. Pelo forro. Pelo lambri despencado do teto antigo.
Pelas paredes. E por onde mais houvesse uma fresta
de velhice que pudesse deixar passar águas incontroláveis.
Quando olho para o quadro de minha reflexão,
as águas escorrem pelo vidro que protege a foto da intempérie,
mas não impedem o homem do quadro de chorar...
Era como se o moço do quadro chorasse
o choro terminal de uma vida,
há tanto tempo represado naquele olhar distante e vazio!
Eram hipotéticas lágrimas de libertação
num convulsivo choro hipnótico
da fantasia de olhar a vida inteira
(vida de quadro em parede geralmente só começa com a morte do dono do rosto)
através das quatro paredes de uma sala fechada no tempo
e distante da vida que viceja lá fora, onde canta o sabiá...
O homem do quadro chorou - com a chuva daquela tarde -
o seu olhar perdido em direção ao infinito do não-existir.
E as lágrimas do moço do quadro de vidro -
na sala antiga da cidade velha -,
vertiam a esperança de tantos vivos que nem sequer retratos serão
nas carteiras dos entes queridos que dinheiro não têm para guardar!
Santa Maria Madalena, 26 de Março de 2005. (9h15m).
O espaço nobre e as paredes cobertas de quadros:
Gente antiga, de semblante sério!
De parecença importante para o povo daquele lugar.
As molduras bonitas e as fotos enormes
emprestavam ao ambiente uma certa intimidade
- algo como se alguém nos olhasse de perto –
trazendo do passado a companhia de uma gente séria
que contrastava com as cadeiras vazias do lugar.
Será que aqueles homens dos quadros já se assentaram nestas cadeiras?
Alguns quadros eram pinturas:
Óleo sobre tela que custara a pose do retratado e o tempo e a arte do retratista.
Outros, fotos ampliadas aumentando a imponência dos modelos.
Tudo corroborava para que o ambiente ficasse carregado
de uma solenidade invasiva que me deixava atordoado.
Mas, de repente, o tom ficou ainda mais monocórdio:
Uma chuva torrencial cai e o barulho da água despencando do firmamento
faz do ambiente um lugar ainda mais
prenhe de recordação e memória.
À minha frente, um quadro com grande foto,
de homem grave e sério, trazia um vidro protetor.
E o vidro semi-embaçado pela poeira do tempo
reluzia tímido, refletindo a luz artificial do enorme salão.
E o homem do quadro sorria amarelo há pelo menos uns
cinqüenta anos, preso que estava na moldura daquele quadro
que também tinha vidro e tinha contornos definidos que impunham limites.
O moço, de bigode fino e ralo, espremia-se torto atrás do vidro sujo e frio.
Enquanto isso a chuva caía!
E o clima fazia-se frio e cada vez mais triste.
Até que as águas da chuva invadem a sala:
Pelas janelas. Pelo forro. Pelo lambri despencado do teto antigo.
Pelas paredes. E por onde mais houvesse uma fresta
de velhice que pudesse deixar passar águas incontroláveis.
Quando olho para o quadro de minha reflexão,
as águas escorrem pelo vidro que protege a foto da intempérie,
mas não impedem o homem do quadro de chorar...
Era como se o moço do quadro chorasse
o choro terminal de uma vida,
há tanto tempo represado naquele olhar distante e vazio!
Eram hipotéticas lágrimas de libertação
num convulsivo choro hipnótico
da fantasia de olhar a vida inteira
(vida de quadro em parede geralmente só começa com a morte do dono do rosto)
através das quatro paredes de uma sala fechada no tempo
e distante da vida que viceja lá fora, onde canta o sabiá...
O homem do quadro chorou - com a chuva daquela tarde -
o seu olhar perdido em direção ao infinito do não-existir.
E as lágrimas do moço do quadro de vidro -
na sala antiga da cidade velha -,
vertiam a esperança de tantos vivos que nem sequer retratos serão
nas carteiras dos entes queridos que dinheiro não têm para guardar!
Santa Maria Madalena, 26 de Março de 2005. (9h15m).
TRÍPTICO DA VIDA
1
Se existe dom supremo, só pode vir de Deus.
E que nome ele recebe, senão algo sublime?
Amor! É o próprio Deus vendo os filhos seus
que foram alvo na Terra da ação que redime.
Esse dom sublime, em suprema excelência,
amor que brota de Deus e logo dele emana.
Pois só nele tal sentimento é parte da essência
que na terra aos homens une e todos irmana.
Ah, amor! Vens de Deus e para onde vais agora?
Se não ficas em mim, sinto o moer de uma dor.
Se não ficares comigo, Deus presente da aurora
ao por do sol de uma vida que se abre em flor!
Amor, amor! Sentirei longo pesar e, abatido,
prosseguirei meu caminhar, triste e sofrido...
2
Por que? Por que estás abatida ó minha alma
e é triste o teu caminhar na face desta Terra?
Se o coração pede alívio e também a calma
em Deus encontras bálsamo que dor encerra.
Exercita-te naquela - que de todas as expressões
que o homem pode fazer -, o leva a se pôr em pé!
E que acende uma chama, brasa nos corações.
E que atende pelo nome; singelo nome de fé!
A fé é um remédio que levanta qualquer enfermo.
É força a animar o corpo e o coração cansado.
Que traz para o caminho o que se acha no ermo
e faz do oprimido um ser novo, revigorado.
A fé é alimento para sempre e todo instante
e na vida do crente se faz presença constante.
3
Além do amor e da fé, de que precisa o homem?
Que sentimento necessita para atravessar a vida?
Se os dias são frios, duros, áridos e já consomem
o que ele tem de melhor que é o motor de partida?
Então não fiques parado, esperando acontecer.
Quem sabe faz o tempo, faz a hora, e o momento.
A vida é pra ser vivida, tu nascestes para crescer.
A esperança é o motor que te põe em movimento.
Porque tens sonhos, caminhas; a estrada está aberta!
E a esperança que aninhas não está pra ti deserta.
É um oásis de vida, com sombra, água e amor.
Por isso desperta e prossiga com garra no coração.
Saboreie da árvore o fruto que tu vistes como flor.
E ao que achares no caminho, chame logo de irmão.
Nova Friburgo, 12 de Março de 2005. (7h34m)
Se existe dom supremo, só pode vir de Deus.
E que nome ele recebe, senão algo sublime?
Amor! É o próprio Deus vendo os filhos seus
que foram alvo na Terra da ação que redime.
Esse dom sublime, em suprema excelência,
amor que brota de Deus e logo dele emana.
Pois só nele tal sentimento é parte da essência
que na terra aos homens une e todos irmana.
Ah, amor! Vens de Deus e para onde vais agora?
Se não ficas em mim, sinto o moer de uma dor.
Se não ficares comigo, Deus presente da aurora
ao por do sol de uma vida que se abre em flor!
Amor, amor! Sentirei longo pesar e, abatido,
prosseguirei meu caminhar, triste e sofrido...
2
Por que? Por que estás abatida ó minha alma
e é triste o teu caminhar na face desta Terra?
Se o coração pede alívio e também a calma
em Deus encontras bálsamo que dor encerra.
Exercita-te naquela - que de todas as expressões
que o homem pode fazer -, o leva a se pôr em pé!
E que acende uma chama, brasa nos corações.
E que atende pelo nome; singelo nome de fé!
A fé é um remédio que levanta qualquer enfermo.
É força a animar o corpo e o coração cansado.
Que traz para o caminho o que se acha no ermo
e faz do oprimido um ser novo, revigorado.
A fé é alimento para sempre e todo instante
e na vida do crente se faz presença constante.
3
Além do amor e da fé, de que precisa o homem?
Que sentimento necessita para atravessar a vida?
Se os dias são frios, duros, áridos e já consomem
o que ele tem de melhor que é o motor de partida?
Então não fiques parado, esperando acontecer.
Quem sabe faz o tempo, faz a hora, e o momento.
A vida é pra ser vivida, tu nascestes para crescer.
A esperança é o motor que te põe em movimento.
Porque tens sonhos, caminhas; a estrada está aberta!
E a esperança que aninhas não está pra ti deserta.
É um oásis de vida, com sombra, água e amor.
Por isso desperta e prossiga com garra no coração.
Saboreie da árvore o fruto que tu vistes como flor.
E ao que achares no caminho, chame logo de irmão.
Nova Friburgo, 12 de Março de 2005. (7h34m)
CÉU DE ASFALTO
A noite era fria. Chuvosa.
Procurei por você –
nem precisava.
Estava do meu lado.
Queria achar o céu –
não podia.
A chuva caia
e o céu não estava disponível...
Ao volante do carro,
concentração redobrada,
Pára-brisas disparando célere,
ao ritmo de meu coração apaixonado.
Seu perfume impregna minhas narinas
no carro de vidros fechados
a proteger da chuva intensa.
Penso em você!
E na busca do céu de meus sonhos
contemplo o céu de asfalto.
Céu negro do asfalto novo molhado
e de pingos grossos de chuva salpicado...
O farol alto incide sobre a chuva
e acende a imaginação...
O céu de asfalto está repleto
de miríades de estrelas fugazes
de gotas de chuva formadas.
Olho para o lado:
Você está a sorrir!
Completo meu sonho...
Você é a lua que ilumina minhas noites
nas muitas viagens da vida!
Santa Maria Madalena, 24 de Março de 2005. (21h35m).
Procurei por você –
nem precisava.
Estava do meu lado.
Queria achar o céu –
não podia.
A chuva caia
e o céu não estava disponível...
Ao volante do carro,
concentração redobrada,
Pára-brisas disparando célere,
ao ritmo de meu coração apaixonado.
Seu perfume impregna minhas narinas
no carro de vidros fechados
a proteger da chuva intensa.
Penso em você!
E na busca do céu de meus sonhos
contemplo o céu de asfalto.
Céu negro do asfalto novo molhado
e de pingos grossos de chuva salpicado...
O farol alto incide sobre a chuva
e acende a imaginação...
O céu de asfalto está repleto
de miríades de estrelas fugazes
de gotas de chuva formadas.
Olho para o lado:
Você está a sorrir!
Completo meu sonho...
Você é a lua que ilumina minhas noites
nas muitas viagens da vida!
Santa Maria Madalena, 24 de Março de 2005. (21h35m).
POÉTICA
Não sei viver sem poesia
e mesmo se soubesse; não viveria.
A ausência de poesia
é o desaprender da vida.
E a gente se emburrece,
quando vê que a poesia fenece.
E mesmo se quisesse driblar a palavra,
esquecer o ritmo, ignorar a métrica,
fazer pouco caso da rima
e até das letras perder o rumo...
Quando no jardim da semântica passando,
das flores tiver um ramo nas mãos;
e quando no Oceano dos sentimentos
na canoa o remo a guiar sobre os desvãos.
Então, saberei que a poesia em mim sobrevive
e que por ela tenho a chance
de contar os meus dias, lindos dias,
para além de mim mesmo,
na ânsia de alcançar coração sábio!
Itaboraí, 10 de Março de 2005. (19h20m).
e mesmo se soubesse; não viveria.
A ausência de poesia
é o desaprender da vida.
E a gente se emburrece,
quando vê que a poesia fenece.
E mesmo se quisesse driblar a palavra,
esquecer o ritmo, ignorar a métrica,
fazer pouco caso da rima
e até das letras perder o rumo...
Quando no jardim da semântica passando,
das flores tiver um ramo nas mãos;
e quando no Oceano dos sentimentos
na canoa o remo a guiar sobre os desvãos.
Então, saberei que a poesia em mim sobrevive
e que por ela tenho a chance
de contar os meus dias, lindos dias,
para além de mim mesmo,
na ânsia de alcançar coração sábio!
Itaboraí, 10 de Março de 2005. (19h20m).
O AMOR DE PATRÍCIA
A notícia se espalhou por toda a cidade:
_ “Você soube da morte da dentista?”
_ “Que morte cruel, que barbaridade!”
E todos falando, a notícia espalhando...
A comoção foi geral!
No dia seguinte - o povo ávido por novidades -,
se acotovela nas bancas de jornais
em busca do folhetim.
A edição se esgota rápido.
Há disputas e brigas por um exemplar.
Todos querem saber das últimas
e ter novidades para contar.
A manchete estampada no jornal
dá conta do que aconteceu:
“Crime bárbaro choca a cidade”.
“Dentista é assassinada com
requintes de crueldade e sadismo.”
E todos lêem boquiabertos
acerca daquele triste desfecho.
De toda a história e seu abismo
os jornais apresentam apenas trecho,
de um amor impossível:
_ Morreu,
porque ao amor de outro
não correspondeu...
Meu Deus!
Quanta ignorância desse pobre rapaz,
que andou na vida errante,
não sabendo que era capaz
de fazer do sofrimento
a negação do sentimento.
Ao amor não correspondido
o seu triste ser sofrido
respondeu com a morte!
Deus, ensina-nos de novo a amar!
Ensina-nos pelo teu filho,
que neste mundo, andarilho,
compartiu a aura do amor.
Ensina e mostra pra gente
que o amor não é egoísta,
não busca interesse próprio,
o amor é sim altruísta
e sustenta qualquer solilóquio.
O amor de Patrícia foi sepultado com ela.
De quem era ele, o amor que era dela,
já não o sabemos, nem mais saberemos.
O que era segredo de coração
virou também segredo de caixão.
Era jovem, um futuro pela frente,
seguindo a carreira como profissional.
Mas de repente, não mais que de repente,
sua vida se estanca pelas forças do mal.
Meu Deus, o amor de Patrícia morreu com ela
e com ela foi-se o sonho de futuro!
E a cidade chocada submerge ao perdê-la
num abismo cruel e muito escuro!
Mas se ela morreu, porque alguém a queria
e a esse amor insistente ela não correspondia
ao ponto do meliante o amor em crime mudar
e o ódio da rejeição sua vida transtornar.
Faz-nos lembrar neste instante
de seu Filho que ao mundo amou.
Que para toda a humanidade
amor incondicional devotou.
Pois quando éramos pecadores
tomados por nossas dores
na cruz ele padeceu.
Seu Filho amado, o Cristo,
por nós que nunca tinha visto
amargo fel ele sorveu.
Da via crucis, ao Calvário
preenchendo o imaginário
solitário caminhou.
As dores por nós sofreu,
da coroa os espinhos,
a zombaria e o escárnio,
da multidão os caminhos,
ele todos percorreu.
E quando ao Gólgota chegando,
no madeiro crucificado,
tendo o seu lado vazado,
e nas mãos o perfurar dos cravos;
o Senhor fez-se servo e escravo,
pois a todos estava amando.
Jesus Cristo padeceu
Jesus Cristo agonizou
e por todos nós morreu!
Meu Deus!
Diante do ódio do mundo,
da não-valorização da vida,
dos valores invertidos,
dos costumes pervertidos,
dessa falta de amar...
Mostra-me teu Cristo sereno,
pregoeiro do dom supremo,
o amor que é essência de ti.
E em nossa alma inquieta
a fé em Cristo em nós desperta
para vencer a caminhada aqui!
Nova Friburgo, 11 de março de 2005. (6h33m).
_ “Você soube da morte da dentista?”
_ “Que morte cruel, que barbaridade!”
E todos falando, a notícia espalhando...
A comoção foi geral!
No dia seguinte - o povo ávido por novidades -,
se acotovela nas bancas de jornais
em busca do folhetim.
A edição se esgota rápido.
Há disputas e brigas por um exemplar.
Todos querem saber das últimas
e ter novidades para contar.
A manchete estampada no jornal
dá conta do que aconteceu:
“Crime bárbaro choca a cidade”.
“Dentista é assassinada com
requintes de crueldade e sadismo.”
E todos lêem boquiabertos
acerca daquele triste desfecho.
De toda a história e seu abismo
os jornais apresentam apenas trecho,
de um amor impossível:
_ Morreu,
porque ao amor de outro
não correspondeu...
Meu Deus!
Quanta ignorância desse pobre rapaz,
que andou na vida errante,
não sabendo que era capaz
de fazer do sofrimento
a negação do sentimento.
Ao amor não correspondido
o seu triste ser sofrido
respondeu com a morte!
Deus, ensina-nos de novo a amar!
Ensina-nos pelo teu filho,
que neste mundo, andarilho,
compartiu a aura do amor.
Ensina e mostra pra gente
que o amor não é egoísta,
não busca interesse próprio,
o amor é sim altruísta
e sustenta qualquer solilóquio.
O amor de Patrícia foi sepultado com ela.
De quem era ele, o amor que era dela,
já não o sabemos, nem mais saberemos.
O que era segredo de coração
virou também segredo de caixão.
Era jovem, um futuro pela frente,
seguindo a carreira como profissional.
Mas de repente, não mais que de repente,
sua vida se estanca pelas forças do mal.
Meu Deus, o amor de Patrícia morreu com ela
e com ela foi-se o sonho de futuro!
E a cidade chocada submerge ao perdê-la
num abismo cruel e muito escuro!
Mas se ela morreu, porque alguém a queria
e a esse amor insistente ela não correspondia
ao ponto do meliante o amor em crime mudar
e o ódio da rejeição sua vida transtornar.
Faz-nos lembrar neste instante
de seu Filho que ao mundo amou.
Que para toda a humanidade
amor incondicional devotou.
Pois quando éramos pecadores
tomados por nossas dores
na cruz ele padeceu.
Seu Filho amado, o Cristo,
por nós que nunca tinha visto
amargo fel ele sorveu.
Da via crucis, ao Calvário
preenchendo o imaginário
solitário caminhou.
As dores por nós sofreu,
da coroa os espinhos,
a zombaria e o escárnio,
da multidão os caminhos,
ele todos percorreu.
E quando ao Gólgota chegando,
no madeiro crucificado,
tendo o seu lado vazado,
e nas mãos o perfurar dos cravos;
o Senhor fez-se servo e escravo,
pois a todos estava amando.
Jesus Cristo padeceu
Jesus Cristo agonizou
e por todos nós morreu!
Meu Deus!
Diante do ódio do mundo,
da não-valorização da vida,
dos valores invertidos,
dos costumes pervertidos,
dessa falta de amar...
Mostra-me teu Cristo sereno,
pregoeiro do dom supremo,
o amor que é essência de ti.
E em nossa alma inquieta
a fé em Cristo em nós desperta
para vencer a caminhada aqui!
Nova Friburgo, 11 de março de 2005. (6h33m).
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