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quarta-feira, julho 11, 2018

CANÇÃO DE LOUVOR


Eu sou canção de louvor
que dos meus lábios sai;
sou poema de alegria
em louvor a Deus, o Pai.
Eu sou leveza da alma,
paz de espírito, coração.
Sou poema que acalma
na letra dessa canção.

Não adianta vir pra mim
com euforia de aprendiz;
não adianta, se no fim
não é o que você diz.
Eu quero a doce pureza
de quem vive de verdade.
Eu quero a real beleza,
dei adeus à vaidade!

Eu sou canção de louvor,
grito de libertação;
sou a prova desse Amor
expresso nessa canção.
Eu sou a luz de Cristo,
reflexo do meu Jesus.
A paz, e mais que isto,
boa mensagem da Cruz.

Não adianta este mundo
vir com forte tentação.
Não adianta, é profundo,
o que há no coração.
Eu sou canção de louvor,
Deus é Pai e eu seu filho;
não saio mais desse Amor,
minha vida está no trilho.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
19/06/2018 (02h52min).

sábado, agosto 29, 2015

POEMA MUDO



P

Poema que não fala
que insiste em se calar
é poema que não trata
da matéria da existência
que é preciso expressar.

O meu poema da vida
é um grito de libertação.
Seu silêncio do papel,
a página de mim escrita,
que se lê com o coração.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22 de Junho de 2015 (20h40min).

domingo, julho 06, 2014

INQUIETANGÚSTIA

A minha “nova vida” passou e eu nem estava lá pra ver.
Eu nem cheguei a entender direito conversão
nem quando o pastor falou que tinha que dar meia volta:
uma coisa de deixar um sentido e ir para outro.
Agora, o da eternidade com Deus...

O que eu pensava naquele tempo, nem sei.
Talvez estivesse olhando para
umas coisas atraentes aqui da Terra.
Foi uma garota? Um amigo? Um lazer?
Nem sei. Só que convertido,
não experimentei o novo ser.

Ah, Nietzsche e seu super-homem
Heidegger, Marx ou Schleiermacher.
Hegel, Bultmann ou qualquer
um dos existencialistas profanos
ou mesmo um dentre os teólogos insanos
que me falasse de coisas ocultas
e não me sarasse as feridas internas
dessa alma inquietante
de angústia exorbitante.
Ah!

Não sei se foi garota, amigo ou lazer,
só sei que fui me converter
no tempo em que os hormônios pululavam a mil
e essa inquietangústia esquizofrênica
me fez mal, me fez mesmo mal
neste país tropical
de futebol, carnaval e samba
que anestesia a alma e o corpo descamba
para um iníquo lado
de não sentir a dor do pecado.

Mas é isso mesmo que faz o Inimigo de Deus.
Como se desse lado de baixo do Equador
a fome fosse zero, esta fome de amor.
Mas isto não é vero, simplesmente existe
e a alma se inquieta e a angústia insiste:
a dor está presente, existe isso por aqui
e só alcança libertação aquele que destrava
a dura maçaneta do coração
e deixa Cristo entrar com o verdadeiro amor...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

02 de Junho de 2014 (12h51min).