quinta-feira, junho 29, 2017

O QUE FALAR

(“E falou-lhe de muitas coisas...” – Mt 13.3a).

O cristão fala com a vida;
fala também por palavras.
Fala com a sua história
e pela bela trajetória
que percorreu no mundo.
Sua fala é narrativa
que de dentro o motiva
a um sentido profundo.

Não há restrição de conteúdo
quando a mente é de Cristo
e domina o novo ser
no transbordar de sua fé.
O cristão dá testemunho
e faz da vida um relato
traçando o próprio retrato
que tem a Bíblia em punho.

Cristão não tem língua dobre,
não fica em más companhias,
mas busca as tais alegrias
de quem se afastou do mal.
Assim é a vida do cristão:
não vive só de aparência.
O sim é sim; o não é não:
vida com ordem e decência.

Jesus falou de muitas coisas
as quais não sabemos mais.
Só sabemos que suas falas
aos corações propôs paz.
Falemos também deste muito
que a vida já nos legou.
Falemos do que se fez novo
e do que o Vento levou.

Contemos as experiências
com o Deus da nossa fé.
Das mudanças e vivências
com o Jesus de Nazaré.
Mas falemos com prontidão,
pois há urgência na fala.
E falemos com precisão
do amor que nos embala.

A tempo e fora de tempo.
Cria o próprio tempo aquele
que sabe que urge o falar.
Todas as falas do crente
têm a marca do intencional.
São falas que levam o amar
de Deus para toda gente:
relacionamento espiritual.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
19/05/2017 (04h55min).

quarta-feira, junho 28, 2017

E, DEPOIS, A FALA!

(“E falou-lhe...” – Mt 13.3a).

Há que se apresentar
ao mundo como somos.
Há que se projetar
não como Nicodemos.
A noite esconde a vida,
revela os nossos medos.
Com Cristo não há segredos.

É preciso compromisso,
assumir tão logo a fé.
Não deixe quem você é
nublar seu testemunho.
Por causa de riquezas
uns saíram do Caminho.
Também posição social
foi motivo pra encobrir
o desejo espiritual
que estava a surgir.

Encontre o seu lugar
e seu jeito de servir.
Não deixe alguém partir
e chegar no Juízo Final
com este discurso previsto:
“Não me falaram de Cristo!

Então, fale!
Depois que te viram por aí;
que sua presença encantou;
que buscou ser bom aluno;
empregado exemplar;
patrão honesto e bondoso;
mãe dedicada no lar.

Depois que o seu caráter
exalou o perfume de Cristo
e que a sua conduta
causou boa impressão...
Então, fale do que motiva;
a sua vida de cristão.

Jesus falou, não escreveu
apenas a areia da praia
foi testemunha ocular
de algum escrito seu.
Mas, falou como ninguém.
Falou pra solitários
e pra multidões silentes
sua fala transformou
corações ateus em crentes.

Há tempo pra todas as coisas.
Há tempo de ficar calado,
ser apenas observado
na indagação do ser.
Mas, há tempo de falar.
O discípulo é testemunha
da salvação que propunha
aquela cruz do Calvário.

No tempo de aquietar, não fale!
No tempo de falar, não cale!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
13/05/2017 (05h45min).

PRIMEIRO A PRESENÇA

(“estava assentado” – Mt 13.1b).

É preciso te posicionar,
conquistar o teu espaço,
dizer a que veio,
mostrar serviço
e respirar o mesmo ar do povo.

Saia de casa, do teu casulo,
dessa zona de conforto
onde a fuga é previsível.
Dá trabalho ser influente.
Testemunhar de Cristo, então?!

É preferível o anonimato
de uma vida inconsequente
pálida, tímida, sem luz?
Por que dizer “não” pra vida,
pro relacionamento discipulador
se quem te chamou foi Jesus?

Sofre quem não responde com “sim”
ao chamado do amor.
Como o pequeno Samuel
diga: – “Eis-me aqui, Senhor!”

Saia de casa agora
encontre já o teu lugar.
Fique em pé na esquina
ou transitando nas ruas
deixe-te avistar assentado
na praça de qualquer cidade.
Mas, coloque-te disponível,
pois o Deus do impossível
fala até por Balaão.
Fala por mula ou por urso:
a criação ao seu concurso
responde com submissão.

Jesus saiu de casa
e lá fora se assentou.
Ele ficou visível,
desta forma disponível,
e o povo se aproximou.
Faça da tua presença
seja em qualquer lugar
amostra do teu caráter
para alguém se aproximar.

Se te colocares disponível
hão de lembrar de quem és.
Do brilho do teu caráter,
do aveludado da voz.
Hão de rever os conceitos
que encorajaram aos sonhos;
que aquentaram as almas;
que encaminharam futuros.

Em corações, quebre muros:
erga catedrais de fé!
Estabeleça pontes infindas
que liguem vidas a Deus.
Primeiro te faças presente;
a ausência é fuga vil.
Não te tornes um alienado
só quem é visto, é lembrado.
Apresente-te para o Mestre
que ele te levará do agreste
aos campos brancos pra ceifa.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/05/2017 (06h08min).

UM QUASE ÊXTASE

(“e toda a multidão estava em pé na praia” – Mt 13.2c).

O que se abre para o novo
e se deixa envolver no conteúdo
mergulha na experiência fantástica
do mundo que se origina no sonho.
Mas só alcança tal resultado
aquele que, detentor da visão,
não a esconde por medo:
coloca-a à serviço do povo.

Vá cantar, minha’lma.
Canta alegre ao Senhor.
Rende-lhe sempre,
sublime louvor.
Seja em pé na praia
(no meio da multidão)
seja pedestre solitária
(nas ruas das cidades)
em constante adoração.

Desenterre seus talentos
eles são do Senhor.
Reverencie o seu Mestre
ouça-lhe a instrução.
Aquele que se abre pro sonho
não se cansa de jeito algum.
Quando a alma é alimentada
o corpo não sente cansaço,
o alívio abre espaço
nesta vida restaurada.

Sonhe junto com o Mestre,
envolva-se em suas parábolas,
viaje nos seus pensamentos
e descubra inconteste
o sentido da visão.
Só alcança resposta desejada,
na realização do impossível,
quem pensa com o coração.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/05/2017 (05h49min).

A POSIÇÃO CORRETA

(“se assentou” – Mt 13.2b).

Alguém já disse, “orar só de joelhos”.
“Onde já se viu orar de outro jeito?”
Andando, pelas ruas, por exemplo
ou deitado em sua cama em casa.
Seria esta uma oração-kamikaze?
Oração suicida, que ataca o problema
mas causa, também, a própria morte?
A morte não é solução pra nada;
muito menos pros motivos duma oração.

A posição correta não é a do corpo
seja ajoelhado, no gesto da contrição
ou sentado no templo ou em casa
estimulado pelos sons da adoração.
A posição correta é a da alma
que, de Deus traz a vida reflexa.
O que traz paz de espírito e calma
é apresentar a alma genuflexa.

Pois, para a pregação não é diferente
não se prega apenas atrás de um púlpito
de acrílico, mármore ou madeira.
Não se prega com o paletó e a gravata,
nem com mídia, oratória e data show.
Se prega até num barco à beira-mar;
se prega na praia, trabalho ou no lar;
se prega em pé ou sentado num barquinho;
se prega parado ou andando no caminho.

Porque se prega mesmo é com a vida;
se prega com o testemunho do Deus vivo,
que um dia habitou pleno o coração;
se prega com a voz, rosto, corpo todo.
A multidão vê um minúsculo homem
assentando num barquinho oscilante
mas ouve uma poderosa voz ecoando
de onde reina a paz em seu semblante.
É um novo jeito de amar ao próximo.

Que cada cristão nessa pátria Brasil
assuma o compromisso sem igual
da leveza de vidas que refletem
o caráter do Cristo Salvador.
Que o povo de Deus não seja fóssil
se faça alternativa para o mal
em vidas que para a cruz remetem
esta expressão maior do Deus de amor.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
07/05/2017 (07h27min).

O MELHOR LUGAR

(“entrando num barco” – Mt 13.2b).

O melhor lugar para pregar,
para testemunhar, de Deus falar;
o melhor lugar pode não ser
o que praticamos sempre.
O melhor lugar pra comunhão,
pra relacionamento discipulador;
o melhor lugar para expressão
pode ser música ainda a compor.

Pode ser o púlpito num templo,
junto às carteiras de sala-de-aula,
no sofá de uma casa amiga
ou na mesa do restaurante.
Pode ser no pátio de uma escola,
nos rústicos bancos da praça
e, até, em barquinho à beira-mar
como falou Jesus, de si, da Graça!

Não é o silêncio de uma Catedral
o que importa é estar falando
ou o vento que sopra à beira-mar
importa, sim, é já estar amando.
Que cada um ache os seus lugares
de atração pra Deus, bem natural
onde um ou mais deixe pesares
tornando-se novo ser, espiritual.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
06/05/2017 (05h18min).

ATITUDE CERTA

(“ao pé dele” – Mt 13.2a).

Chegar-se para a fé
com o coração aberto
e a disposição interior
bem disposto a aprender.
Chegar-se com humildade,
desprovido de barreiras,
sem travas espirituais
ou amarras rotineiras.

Sentar-se aos pés do Mestre
para ouvir-lhe ensinamentos;
fazendo daqueles momentos
tempo mais que precioso.
Sentar-se e estar disposto
a não olhar pro relógio
consultar agenda, vizinhos;
absorver-se na explanação.

Ser conduzido por Cristo
para os lugares de Deus.
Aquietar-se na alma
e transportar-se aos céus.
Perceber que há um mundo
da liberdade do ser
próximo aos planos do Pai
no Reino da Utopia.

Sentir de perto a maresia
o chacoalhar das ondas
e o Vento do Espírito
que de mansinho nos sonda.
Aos pés do Mestre estar
sem pressa de dali sair;
são muitas as emoções
que fazem arder corações.

Crer mesmo, que não há outro
neste tempo e fora dele
em que se possa encontrar
palavras de vida eterna.
Que não existe outro nome
a não ser o de Jesus
que mereça nosso crédito:
pra salvação é a Luz!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
05/05/2017 (05h30min).

sexta-feira, maio 26, 2017

AJUNTAMENTO

(“e ajuntou-se muita gente” – Mt 13.2a).

Sempre haverá alguém
que se aproxime de nós,
se estamos disponíveis
no lugar da aceitação.
Escondidos em casa
trancafiados pro mundo
perdemos os incríveis
benefícios da comunhão.

É preciso gostar de gente
expor-nos na nudez do ser,
apresentar nossas ideias
e fazer a tal diferença.
O povo cansado do mesmo
de seguir sempre a esmo
deixará suas panaceias
e abraçará nossa crença.

Jesus estava na praia
à vista de todo povo:
pescadores, populares,
transeuntes de ocasião.
Assentado e distraído
via o mar e dava glórias
respirando aqueles ares
em perfeita contrição.

Não passa despercebido
o que vive o novo ser.
De cuja vida é banido
o jeito do velho homem.
As pessoas enxergam fácil
as distinções de caráter.
Justo não tem sonido
incerto que o consome.

Pode ser que em sua vida
não haja uma multidão
do jeito que Jesus atraía
ao passar por algum lugar.
Mas, por certo, o ajuntamento
que se fará por você
será o que não faria
se Ele em si não habitar.

Se “os opostos se atraem”
e a convivência assemelha;
que venham todos do mundo:
prostitutas e pecadores.
Jesus não mirou sinagoga
foi achado pelos ímpios
e a fé que salvou o imundo
o deixou livre de dores.

Vamos mudar o mundo
renovados de esperança.
Estar nos lugares certos;
achar pessoas, também.
Não nos conformando
cumprindo a vontade do Pai
e aos de caminhos incertos
propor vida que convêm.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
03/05/2017 (05h17min).

IR PRA ONDE?

(“junto ao mar” – Mt 13.1b).

Acordar cedo, ver o sol nascer;
encher-se de esperanças e sorrir.
Há um mundo de possibilidades
que te espera do lado de fora do sono.
Sair de casa, ganhar a rua;
as opções de trajeto são tantas:
ir pra onde?

Jesus foi para a praia e ali esteve
assentado junto ao mar...

Para onde você iria,
depois de uma noite reparadora;
do descanso merecido;
da recarga de energias para um novo dia?

Iria pro trabalho,
pro compromisso diário,
do ganha-pão da família?

Iria para o ócio,
do andar a esmo,
ao encontro do imprevisível?

Iria para a praia,
para o lazer de verão,
e as diversões da estação?

Iria para o nada,
para as incertas da vida,
à cata de aventuras?

Iria para o encontro,
de um pobre ou necessitado,
carente de solidariedade?

Iria para o culto,
ao encontro da igreja,
para somar fé na adoração?

Iria para a solitude,
(na praia, campo ou serra),
para conversar com a alma
e escutar Deus falar ao coração?

Não importa para onde vamos:
ninguém consegue ir
para um lugar que Deus não criou.
A gente só consegue estar
nos lugares onde Deus esteve antes;
trabalhando.

O que importa é, se para onde vamos,
estamos disponíveis para a experiência
do encontro: com o outro, com Deus.
Em fé, amor, compaixão e solidariedade.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
02/05/2017 (05h17min).

NÃO ME PERGUNTEM

Não me perguntem
por quê vocês estão aqui
e outros não estão.
Visto que, amanhã,
outros poderão estar
e vocês, não!

Não me perguntem
por que muitos são chamados
e poucos escolhidos.
É que muitos são
doidivanas alienados
e outros tapam ouvidos.

Não me perguntem
se a missão é de vocês;
se não sentem o chamado.
Ora, se não sentem,
onde está a fé?
Em que família irmanados?

Não me declarem
que não têm tempo,
que andam com muita tarefa.
Só sente o sopro do Vento
aqueles que percebem
o valor dessa pressa.

Não me façam desacreditar
da vida, do novo ser e
do sonho da transformação.
Somente há pedras caladas
(mudez de clamores abjetos)
quando se cumpre a Missão.

Não me impeçam de preparar
a boa festa aqui da terra
e, também, aquela dos céus.
Só quando há arrependidos
(ímpios na senda do Calvário)
há mais salvos, menos réus.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
30/04/2017 (11h09min).

quarta-feira, maio 17, 2017

SAIR DE CASA

(“saído de casa” – Mt 13.1a).

O sentido de missão
embutido no “Ide” de Jesus
é um convite sem ilusão
para atear fogo ao comodismo,
abandonar a memória passadista
que o prende ao já realizado;
abraçar a aventura do novo
este sonho edulcorado.

Mas, quem guarda os velhos hábitos,
o peso das tradições antigas,
dos caminhos já trilhados;
que se prende à memória do já feito
e não abandona o conforto da mesmice...

Não anda por ruas novas
nem atravessa pontes líricas
sobre os rios da vida;
nem se deixa tocar
pela brisa da caminhada.

É preciso sair de casa
ir ao encontro do povo,
sentir cheiro de gente.

Não se protege a Igreja
guardando em casa seus fundamentos.
Protege-se a Igreja com missão
buscando o seu crescimento.
Para tanto, a lareira que abrasa
o coração de quem crê
não está na sala da casa
está na curva das ruas,
na gente que por elas passa,
nas luzes dos sóis e das luas
que iluminam o peregrino;
na caminhada do discípulo.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
04/04/2017 (05h22min).

quarta-feira, maio 03, 2017

O LIVRO DAS SEMEADURAS - II

Quando a semente sai de nós
para o solo de outra vida
ela deixa de ser nossa
para ser do Lavrador.
Pense na semente
que um dia plantaram em você.
Aquela vida passou
depois de semear com alegria
e apresentar ao Senhor os seus molhos.
A semente ficou escondida
na boa terra do seu coração.
Mas, se hoje você frutifica
é porque agasalhou a semente
que encontrou terreno fértil
para em sua vida germinar.
A semente precisa do abandono
– da solidão da terra escura –
da cegueira de um tempo sem sol
para morrer solitariamente
vigiada apenas por Deus.
O processo de vida inclui a morte
– morrer para o mundo, nascer para Deus –
deixe a semente em boa terra
à própria sorte de um abandono
sofrendo a influência da umidade
das águas de Deus sobre ela.
Deixe a casca grossa e dura se romper:
é na solidão das orações
que se removem os obstáculos interiores.
Deixe a aspereza dar lugar ao broto
– a tenra e suave planta
que sai da terra do amor –
os dias de solidão se acabam,
as angústias internas se findam,
as respostas clareiam a mente,
quando o broto sai da semente
e encontra a luz do Sol.
Façamos a nossa parte:
o Sol da Justiça arde
no coração dos que creem.
Para nós basta a certeza
que na vida, a todo momento,
caminhamos com firmeza:
Deus dá o crescimento!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
04/04/2017 (05h22min).

O LIVRO DAS SEMEADURAS - I

Podemos olhar para o agreste
e enxergar ali o sonho
de um plantio ordenado
e colheita abundante.
Podemos revolver o solo duro
e esquecer que a tarefa é árdua
desaprender o medo
e revestirmo-nos de coragem.
Podemos adubar a terra
e acreditar que se fará fértil.
Podemos vislumbrar as chuvas
abundantes
vertendo fácil
no árido solo de nossas vidas.
Podemos acreditar
e depositar as sementes
com estratégia
e investir no plantio
obedecendo as estações.
Podemos plantar para o amanhã
mesmo que o hoje esteja incerto
e sonhar que haverá colheita
mesmo que não feita por nós.
O que não pode cair no esquecimento
é que mesmo havendo um que planta
e outro que rega e cuida
é Deus quem dá o crescimento.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
04/04/2017 (05h05min).

terça-feira, maio 02, 2017

CADÊ O FOGO?

Podemos ter disposição,
colocarmo-nos no caminho,
subir o íngreme monte,
fazer a escolha das pedras,
erigir o solene altar,
separar gravetos e lenha,
arrumá-los no lugar certo,
e até saber onde está o Cordeiro...
Se em tudo isto não houver
submissão aos desígnios de Deus;
se a fé não estiver presente
em cada atitude tomada;
não haverá fogo do Espírito
para chancelar nossos gestos.
Serão apenas palavras ao vento,
gestos ao vento,
ações ao vento
que não deixam que se acenda
o Altar do Senhor nesta vida...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/03/2017 (09h26min).