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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

VERSOS RURAIS – X

O mapa da minha lavoura
já não mais feito de papel
rasguei-o de sobre a mesa
e de tanto levá-lo no bolso
– nos caminhos da plantação –
transportei-o célere no sonho
sob a égide do coração.

Ao sair a cada manhã
o sol que me acompanha
leva a luz que se renova
e a energia do sonho que
planta sementes no chão.
Faço prece rural da matina:
ecoa em forma de canção.

Sem mesa, só tenho solo
onde sementes se aninham
no côncavo de terra fértil
anunciando colheita já.
Pedaço de terra em cultivo,
tamanho da consagração
e olhos brancos. É a ceifa!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
14/02/2017 (20h08min).

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

VERSOS RURAIS – VII

Montado no cavalo manso
da Fazenda do Encanto
percorro as terras lavradas
sob o olhar do patrão.
Vou trotando este remanso
tendo céu azul por manto
vendo as terras cultivadas
com afinco, dedicação.
Enquanto baloiço ao vento
na sela de meu cavalo
enxergo por um momento
peões no morro a cavá-lo.
Há esperança no ar
quando sai o lavrador
e se põe a semear
seu cultivo com amor.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
10/02/2017 (04h28min).

VERSOS RURAIS – VI

A junta de bois puxa o arado
que nestas trêmulas mãos
ziguezagueia esperanças
em chãos de terras batidas.
Naquele instante difícil
sou o avesso da certeza,
mas trago no peito a fé
e um sonho no coração.
No horizonte onde um sol
tímido anuncia novo dia
enxergo o brilho da vitória
mesmo de mãos vazias.
É o resplendor da glória
que a lavoura me trará
e, creio, não será fugidia:
meu coração é terra fértil!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
10/02/2017 (04h13min).

domingo, dezembro 25, 2016

OS ELEMENTOS DA BOA COLHEITA

no silêncio da terra
boa e fértil que encerra
o mistério do germinar

deito minha semente
e ponho-me, a esperar

morre a semente, surge o broto
vai-se infiltrando o sonho
pelo solo em seu gerar

é sutil a esperança, tal o semeador
que não sabe se vai colher,
mas não desiste de plantar

aflora da terra a esperança
em forma de frágil verde
que começa a despontar

a cada vez que eu vejo
água, sol e o sensível vento
sobre a planta, a se levantar

e a terra, casa boa, adubada
revolvida e bem cuidada
árvore frutífera a abrigar

é a mãe Natureza respondendo
chuvas, intempéries, vencendo:
o crescimento é Deus quem dá!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
16 de Novembro de 2016 (08h02min).