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terça-feira, janeiro 08, 2019

Breve poema de sorriso que tranquiliza


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 012






Breve poema de sorriso que tranquiliza

como uma criança flagrada
nas artes próprias da infância
abomino esta cruel infâmia
de criança não ser amada
nada como um sorriso aberto
pra ter a tranquilidade perto

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
05/01/2019 (16h22min).

quarta-feira, setembro 26, 2018

SAUDADE


Do ontem que se foi, ó como recordo
os bons momentos que bem vivi.
Estão nos sonhos e quando acordo
também estão comigo aqui.

Naqueles tempos, ingênua criança,
com bola de gude e com pião.
Eu agachado mirando a boleba;
rodopia junto o meu coração.

Infância linda, que aventura,
o frio sinto em minha pele.
Eu e a pipa, doce ventura,
a esperança o vento impele.

Os livros vários pego pra ler
viajo na veias do seus autores.
Existe um mundo pra conhecer;
os seus mistérios e seus amores.

Mas nada é igual tudo se transforma:
mundo em constante evolução.
Por mais que cresça é outra a forma:
vejo com os olhos do coração.

Sempre que penso o ontem distante:
o que já foi e não volta mais.
A amiga saudade aparece pujante
e dele não deixa esquecer jamais!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
16/09/2018 (09h50min).

sexta-feira, janeiro 26, 2018

FRIBURGUENSE

Eu devia ser friburguense; por uns meses não me tornei.

Nascer na serra, entre eucaliptos,
sentir o cheiro dos pinheiros, saborear uvas do Pará,
ser uma mistura de morangos silvestres e pitangas vermelhas.

(Nascer trepado na esperança como as jabuticabas do meu lugar...)

Eu devia ter nascido aqui
onde os caquis aguçam o prazer do sabor.

Eu devia ter nascido nestes vales
emoldurados por montanhas verdes
onde os sorrisos acompanham as gentes.

Volta e meia me pego a pensar
no Alto do Garrafão, em Macaé de Cima,
e as caminhadas mentais
refazem as caminhadas reais do passado...
Penso em Conquista, nos Ferreiras e
na minha Cascatinha onde índio fui um dia.
E em mim espumeja esta taça de alegria
em que gestos recordados
trazem à tona um turbilhão de emoções,
nas esmeraldas e rubis, dos tesouros do meu viver.

Segunda-feira.

Sol quente e eu no terraço empinando pipas.

Brincam cores no ar.

No artifício das cores do papel de seda
há um céu azul cobrindo a minha vida.

Brincam cores no ar, brincam pipas.

Semana inteira.

(Eu devia ser friburguense de nascimento,
mas em meio ao verde de minha serra, e de minha alma,
eu sou friburguense de coração...)

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
19/01/2018 (11h40min).