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terça-feira, agosto 20, 2019

Breve poema da justificação


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 143




Breve poema da justificação

eu que nada era agora digo: sou
um vaso de perfume e é de Cristo
uma folha que levada pelo Espírito
no vento do amor que me alcançou
da condenação já deixei tal susto:
e eu que não era, tornei-me justo

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
08/08/2019 (07h29min).

segunda-feira, dezembro 25, 2017

CHUVA DE ALGODÃO

Caem gotículas suaves sobre os corpos,
jorram dos céus como flocos
e atingem a multidão que no parque
concentra-se para a celebração do Natal.

Cada gota de chuva é um floco de algodão
que massageia os corpos
e os umedece com o bom perfume de Cristo.

Cada braço que se ergue
e cada mão que se agiganta em adoração
– ao som do coro angelical –
é uma virtude bruta lapidada
suavemente pelo Natal.

E louvam:
a chuva nuvem,
a chuva prata,
e a chuva perfume,
e as miríades de seres angelicais
que se unem a multidão do parque
provenientes de outros natais...

É o épico Natal do Milênio
– o Segundo Milênio –
que põe distante a estrebaria de Belém
e aproxima a Segunda Vinda
do Jesus Cristo, Sumo Bem!

Árvores, arbustos, gramíneas e flor;
pássaros, mamíferos e até insetos;
se unem a homens e anjos no louvor
que deixam os umbrais dos céus abertos.

Ouve-se sons de tudo que têm fôlego
criado por Deus, criado pelos homens;
tecnologia e ciência e a Natureza viva
na chuva de algodão, que a tudo suaviza.
E aquece os corações,
aquece, aquece
enquanto aos céus
se erguem preces...

Chuva boa do Amor!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22/12/2017 (13h45min).

quarta-feira, março 15, 2017

VERSOS CELESTES – VI

Toda manhã eu abro
o Livro da Vida em casa
para enxergar,
decididamente,
onde estão as orientações
para seguir viagem.
Quanto mais chove em meu interior
(a chuva do Espírito que rega minha vida)
mais se diluem as fronteiras
entre o sagrado e o profano,
pois vou mergulhando nos rios de Deus.
Diminuem-se as distâncias
entre a fé e a vida
e minha fé se faz viva
por obras que a demonstram.
Há luzes, cores e brilhos
nesta festa espiritual:
um hino de celebração
da felicidade da fé.
Agora há uma planície de esperança
onde antes havia cordilheiras.
Já transpus montanhas,
eliminei desertos,
plantei lavouras de Deus...
E onde o solo castigado
(seco e rachado ao vento)
agora cenários de flores,
celebração de amores
onde o perfume de Cristo alivia
intempéries do coração
e o sopro do Espírito esparge
as bênçãos da comunhão.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
03/03/2017 (05h01min).

segunda-feira, outubro 13, 2014

CARAVANA DE DEUS

O perfume espalhado em cada rosto.
Era mais que olfatos vorazes,
na pasmaceira do cheiro adocicado
aprumando corpos na direção do odor.
No mais, os olhos arregalados
e a solidão cortante do frio
antegozava a possibilidade de enxergar o cheiro.
Quem sabe o futuro mostrará o temor
que a gota do perfume no spray do amor
borrifou em ti a alegria da perda.

Quem sabe, até chegar este dia,
a ponta dos dedos em sinal de silêncio
tocando lábios que emudecem na certeza
de que se há um sentido,
se há uma razão,
se há uma esperança nua;
se encontram na morte do pecado,
na perda que em Cristo é ganho
e no grande achado
que é o perfume de Cristo
aroma da Caravana de Deus...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

19 de Julho de 2014 (19h59min).

sexta-feira, outubro 18, 2013

O MELHOR PERFUME...



A Neidilene Silva
em seus quarentanos.


“Três palavrinhas só
eu aprendi de cor...”

A mãe
Que tinha uma coisa de se dar às suas crianças
se ria das peraltices dos meninos.

Então, num dia,
por detrás de um horizonte,
Deus acrescentou mais dois.

– Quem são?
– O que é?
Ainda não se sabia,
Mas isso exigiu exercício da fé.

Os meninos eram gêmeos.
Miguel e Matheus seus nomes.
E a casa não foi mais a mesma
com aqueles benvenutos...

O sossego foi enforcado no nascer do Sol...

Era manhã. Os raios iridescentes afugentavam o frio.

Um quarteirão de tempo adiante
se instalou nova surpresa
agradável.

Em noite de estrelas luzindo de amor
a servidão que dá acesso
ao ninho de amor do casal Oliveira da Silva
estremece suaves passos de sonho:
– Quem é que vem?
– Não vem ninguém?

Vem.

Lá do outro lado do sonho –
por dentro do espelho de Alice –
surge uma menininha e seu nome é Isabel.

“Três palavrinhas só
eu aprendi de cor...
DEUS É AMOR!”

Desce de Olaria um homem
e seu nome é trabalho.
Desce de Olaria uma mulher
(com cinco filhos a tiracolo)
e seu nome é Esperança!

E vão para a cidade.
e vão para os estudos.
e vão para o trabalho.
e vão para Conselheiro.
e vão para a Igreja...

Vão sim e vão sempre,
mas nada disso é em vão!

E aquela mulher,
no auge de sua maturidade
se assusta:
Por detrás dos montes
que fazem cordilheira simples
(de nascimentos e ocasos)
O Eterno ainda tinha surpresas:
E por ali ainda ecoava
a canção infante:

“DEUS É AMÔÔÔ...”

Aquela mulher que pulsava vida pra família
e pensava que sua vocação se chamava creche
é abalada por uma nova missão
que se chama eclésia!

“DEUS É AMÔÔÔ...”

Seus olhos enchem-se de lágrimas
quando o som da comitiva estrepitosa
irrompe toda arrumada na sala de casa
preparada que estava para o Culto na Congregação
tendo à frente o esposo de terno impecável
que assumia ares de pastor ao dizer:

– Vamos?

Ela hesitou, mas foi. Foi com fé!
Por que andar com fé ela ia sempre...

E nos cultos seguintes,
em que a família unida trabalha pelo Reino,
ela sentiu um perfume melhor
que qualquer um daqueles
provenientes dos cosméticos
que estava acostumada em anos de Salão de Beleza:

Era o Perfume de Cristo (2Co 2.15).
Definitivo.
E ela se rendeu!

Trá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá...



Josué Ebenézer
Nova Friburgo, 06 e 07 de Outubro de 2013 (06h43min).