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sexta-feira, agosto 17, 2018

PAI NOSSO, DO CORAÇÃO MEU!


(Com base na Oração Modelo de Jesus em Mateus 6.9-13,
segundo a versão Almeida Revisada da IBB)

“Pai nosso, que estás nos céus, da minha boca
(em louvor exclusivo que consagro só a ti!)
santificado seja o teu nome e o meu;
(para que ao pronunciar o teu, o meu não o faça em vão)
venha o teu reino e inclua este lote
(o pequeno lote de minha vida: súdito e vassalo),
seja feita a tua vontade, assim na Terra do Sempre
(Nunca quero me afastar do centro do teu querer)
como no Céu do Nunca
(Sempre será santo, sem mácula, o lugar do teu trono);
O pão nosso de cada dia e a alegria de viver
(És o alimento da alma, o pão que permanece)
nos dá hoje e sempiternamente
(o corpo precisa do pão enquanto em vida
e a alma desta canção, que embala o sonho...);
E perdoa-nos as nossas dívidas, e nos ajude a pagá-las
(como Zaqueu estamos dispostos à restituição!)
assim como nós perdoamos aos nossos devedores
(que desde então, sumiram de nossas portas);
e não nos deixes entrar em tentação, mas se...
(nos ajude a levantar de imediato, pois é chato
– de coração, Pai –, ficar longe da comunhão);
mas livra-nos do mal e da corrupção
(seria tão bom, Pai, se não houvesse político e eleição);
porque teu é o reino, e eu estou dentro
(meu coração é sede do teu reinado),
e o poder, e eu sou submisso
(minha vida está debaixo de sua autoridade),
e a glória, e eu estou envolvido
(minha face reflete o brilho de tua paz),
para sempre, mas começou aqui
(e naquele ‘agora’ quando disse ‘sim’ para o Senhor).
Amém”. Que assim seja, também...
(Não só em mim, mas em todos que eu amo!).

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12/08/2018 (03h15min).

domingo, junho 24, 2018

ARREBATAMENTO


Arcanjo,
às vezes também não sou de carne e osso
sinto-me tão pluma,
que deixo-me tomar de uma saudade toda divina.

Uma canção de Bach me enleva,
um hino antigo me emociona,
o dedilhar firme (nas teclas do piano)
me convoca para a adoração,
e sigo minha estrada como nuvem passageira
que carrega consigo a gravidez das chuvas
que hão de originar as flores e frutos
no ventre da Mãe Natureza...

Vejo-me nas gotas de orvalho das manhãs
que se dissipam ao sol incremente,
mas que ressurgem na nova madrugada.
Encontro-me no reflexo dos primeiros
clarões mágicos do universo
e sinto-me flutuando nas folhas de papel
que levam do meu coração cada verso
pra com graça e leveza chegarem ao céu...

Como Ana, confundem-me com um ébrio qualquer...
Estou embriagado do Vento
e à cada manhã tomo assento
em Bach e Mendelssohn, Haendel, Haydn.
Não quero que esta busca tenha fim,
mas que as palavras não balbuciadas
e as solitárias lágrimas vertidas
sejam a atmosfera mais verdadeira
que o Espírito me flutua...

Amo estar mais próximo à Deus,
sentir as flores, conversar com a Natureza.
Enxergo a beleza de cada canção
que o vento faz soprar por entre as árvores.
Deixo-me arrebatar ante a Criação e seu colosso,
nem sequer imagino querer dar uma mão:
eis o Perfeito e o Belo provindo do Pai Nosso!

Os meus olhos se fecham na viagem do sonho
os meus dedos dedilham cordas imaginárias
e meu ser flutua na emoção da Canção do Universo.

Ah! Viver como uma melodia, um reflexo, um sonho
no mover fácil da brisa sobre as folhagens!

Viver na dimensão total do arrebatamento!

Para, em seguida,
quando chegar o dia da partida,
estar em meio ao Povo de Deus no Santuário.
Como os pardais encontrar casa nos altares
em meio a presença imanente do Senhor
me alimentar de Amor, só de Amor;
me expressar de Louvor, só por Louvor
e ouvir a voz do Espírito encantadora
no embalo do Vento que sopra onde quer,
mas que só habita em quem ouve
o seu toque mais que suave
e lhe abre a porta do coração:

– Vem filho!
Vem para o seu descanso,
embarque nesse remanso
com a Igreja,
já te banhastes com a luz do perdão.

– Vem filho!
Isso é mais do que canção de ninar
é música de Deus, clarão de luar
que te arrebata do sono da terra
e te leva aos páramos celestiais.

Fecho os olhos para a civilização...

Esta voz arrebatadora
sopra-me paz
e o Vento traz
o doce perfume de Cristo.

Há muita luz dentro de mim
reflito o Cristo, meu Sol,
e sigo para a Eternidade!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
29/05/2018 (04h34min).

domingo, janeiro 21, 2018

PAI NOSSO

Pai nosso, Pai nosso,
dá-nos a alegria da vida livre,
dá-nos a clareza da liberdade moral
e esse comprometimento dócil com a família
que tu formastes pelos que creram na Cruz.

Somos tão jovens, Pai, somos tão jovens,
queremos beber sempre do cálice do Cristo,
banharmo-nos do Sol da Justiça que entra em nossas casas.
Com as mãos no arado acariciamos a vocação
dos que não encontram outra Razão
senão a que vem de Ti, fonte de nossas vidas.

Pai nosso, Pai nosso,
sabemos que o mundo está difícil
e nasce desse tempo uma geração corrupta.
Sabemos, também: tu és o único que podes,
nas curvas da vida, nas sombras do tempo
–  com teu clássico amor de mãos que sustentam –,
aprumar nossas vidas, dar forças ao cansado.
Estamos com as mãos no arado:
só tu podes impedir que olhemos pra trás...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
17/01/2018 (05h40min).

segunda-feira, julho 27, 2015

PAI NOSSO POÉTICO

Pai nosso, que estás nos céus do Idioma,
santificado seja o teu nome
(e que não haja dúvidas de significado);
venha a nós o teu reino encantado do Saber,
seja feita a tua vontade, assim na prosa como na poesia.
A poesia nossa de cada dia nos dá hoje;
e perdoa-nos os nossos erros gramaticais,
ortográficos e, até mesmo, os de digitação
(que consideramos menores),
assim como nós perdoamos aos nossos devedores
(os que deixaram o computador ser mais inteligente que eles)
e como isso nos tem ofendido sobremaneira.
E não nos deixes cair na tentação do plágio,
mas livrai-nos de todo verso mau.
Porque teu é o Reino do Saber,
e o poder da Palavra,
e a glória nada efêmera da poesia que permanece para sempre,
como para sempre és no Universo da Linguagem. Amém.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
12 de Junho de 2015 (05h32min).


PS. Aos desavisados de plantão, esta paráfrase poética da Oração Modelo de Jesus Cristo é um tributo ao Autor da Vida; o maior comunicador de todos os tempos; o Verbo que se fez carne e habitou entre nós; àquele que prefere a simplicidade das palavras; que se humaniza para se relacionar; que dialoga com os humanos na oração; que prefere a maior e mais perfeita forma de comunicar que é o Amor. Soli Deo gloria!