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quinta-feira, dezembro 27, 2018

BELA


A
Alice, Ana Vitória, Eloah,
Enzo, Enzo Gabriel e Gabriel,
crianças que nasceram na
Maternidade de Nova Friburgo
no dia 17/12/2018.

Bela, bela
quão bela é a vida.

Bela é a criança que acaba de nascer:
é a beleza pura, sem retoques;
é a beleza natural,
a beleza de Deus em nós!

Bela, belo
a gente vê que o bebê chegou
numa enorme abóbora redonda
que o carregou por longos nove meses
da expectativa de sua chegada
transformada numa linda carruagem
para transportar o príncipe ou princesa
quer haveria de reinar nos corações dos pais.

Belo, bela
a mãe enfrentou a poeira da estrada
as curvas do caminho
as chuvas e os ventos
mas entregou à vida
um novo ser, belo como não há.

E a canção que se ouve do neném
é o choro do ar que invade seus pulmões.

Bela, bela
é a vida do pequeno ser
agora no regaço da mãe
sendo baloiçado com carinho
enquanto o vento suave
sopra-lhe no rosto um afago qualquer.

Bela, belo
são duas esmeraldas
seus olhos atentos
é de ouro seu sonho
mãe que troca as fraldas
e oferece acalentos
para o frágil bebê.

Mãe, ó mãe
tua criança é bela
depois das curvas vem a alegria
abra de novo a janela
e veja o sol nascer...

Belo, bela,
o neném que chegou é teu!
Toma conta dele
(lembra-te do menino Jesus).
Se tens apenas uma choupana
se teu filho não é filho dum bacana
na estrada de tua vida de mãe
teu filho é farol que te ilumina...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
18/12/2018 (14h38min).


domingo, janeiro 07, 2018

A LAREIRA

A lareira não foi acesa neste Natal de calor breve.
Decorando a sala ela sorri de sua limpeza:
a lareira de tijolinhos vermelhos sem lenha,
sem fuligem, sem aquecimento...
Enquanto a chuva mansa bate lá fora,
a lareira zomba do Natal sem chama.
Natal sem fogo é como pipoca murcha: sem graça!

Lareira.

Lareiras em salas de casas de lugar frio
não são só objetos de decoração;
como também não o são,
os natais de árvores, bolas, presentes,
em que, o menino-Jesus, entre as gentes
é glorificado de coração.

Mas, lareira digna tem torre e chaminé
e tem papai noel entalado no exercício da fé
e tem fogo crepitando entre as lenhas que em brasa
jogam fumaça pra fora pra expulsar qualquer dor
pra fazer limpeza em casa de tudo que não se abraça
de tudo que no Natal, não representa o Amor.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
02/01/2018 (05h16min).

quinta-feira, dezembro 28, 2017

BOLA DE NATAL

A bola de vidro é leve, vermelha e frágil
– cuidado com ela – só de olhar, podes quebrá-la
na afoiteza de um esbarrão.
Não estragues a decoração...
O sentimento do Natal é leve e suave
como o convite de Jesus: “vinde a mim!”
Silêncio: tão suave como o toque do Espírito,
o sopro de Vida, a Visão dos céus...
Não quebres a harmonia celeste
dos seres que estão prestes
a se reencontrar com Deus.
É um momento inesquecível de fragilidade:
forte nas crianças; que se perde no avançar da idade...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
27/12/2017 (06h04min).

terça-feira, dezembro 26, 2017

POEMA DA MANHÃ SEGUINTE AO NATAL

Ela está na rua plena de vida
em frente ao meu portão traz seus sonhos
em corpinho frágil de criança pobre.

Seus olhos adicionam à face a interrogação do amanhã.

Pequena e franzina, porta uma sacola
onde pretende recolher as sobras do Natal dos outros.

No seu olhar brilha a humanidade perdida,
o paraíso distante, a estrela que não apareceu:
um John Milton de saias tentando recontar o Evangelho.

As flores daquela rua não estão brotando
e ela toca a campainha com a sacola vazia.

Ela é da altura do amor de todos nós!

Mas somos tão individualistas em nossos natais...
– e em tudo mais –
que não enxergamos na criança inominável
uma manjedoura humana pra Jesus nascer.

A manhã seguinte é a oportunidade que temos
para provar pra nós mesmos que o nosso Natal foi verdadeiro!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
26/12/2017 (06h06min).

PASTORES DE BELÉM

Pastores de Belém, vigilantes noturnos,
vossa esperança é a da luz que expulsa trevas.

Quem fez os vossos sonhos e a perseverança
das mãos calejadas que seguram cajados;
as vossas mãos que conduzem os rebanhos,
durante as vigílias das noites de Belém;
e as mãos que afastam os inimigos noturnos
protegendo os rebanhos das investidas do Mal;
as mesmas vossas mãos que depois adorariam
o menino-Jesus anunciado pelos anjos? Quem fez?

Pastores de Belém...
É como se entrasse no cenário do Natal!

E visse em realidade o céu adentrar a terra
pela presença fulgurante do menino-Deus...

Quem fez vossa persistência e todo vosso preparo,
vossos olhos inquietos a perscrutar a noite
e vossa visão de águia para enxergar anjos
e ouvir os conselhos do Altíssimo
e vos acalmarem ante a glória de Deus
e a palavra do anjo para não haver temor
e a anunciação da chegada do Messias
e a fé que vos acompanharam até Belém
e o privilégio de serem os primeiros
a ver e a anunciar a chegada do Salvador;
quem fez este momento em que miríades
de anjos com vossa fé glorificaram
ante o menino nascido e o maravilhamento do povo?

Pastores de Belém, na luz da vossa fé
e no clarão dos vossos céus está Deus.
É ele quem faz novas todas as coisas...

Como é bom poder estar neste Natal!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
25/12/2017 (05h12min).

NATAL

Os sons das vozes dentro do templo...
Aproximam os céus lentamente.

Oásis pleno de paz,
pleno de amor e de purpúrea luz...

A congregação se inclina ao chão.

Pobres e ricos, remediados,
bem vestidos ou largados
é a gente simples do povo...
A prece se agiganta em adoração
enquanto os joelhos permanecem no chão.

Ó, o toque do Espírito nas vidas,
os sinais do avivamento nas carícias de Deus.

Voeja baixo, saída sabe-se de onde,
uma pomba branca num aceno de paz.

E os autos natalinos com canções de Maria e José,
e o povo cantando em uníssono, expressões de louvor;
na beleza das encenações, do Jesus de Nazaré,
o Natal de novas composições, manifestação do Amor.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
23/12/2017 (06h51min).

segunda-feira, dezembro 25, 2017

CANTATA DE NATAL

Aos coristas da Igreja Batista do Prado

O dia nasce claro e o sol sorri festivo:
É Natal e de noite tem Cantata!

O comércio se agita e as famílias bem vestidas,
andam unidas neste dia de céu azul
– o sorriso de Deus estava nos céus –
andam unidas, apesar do Mal.

Sinos badalam, o som festivo se ouve,
sacolas nas mãos, presentes, esbarrões,
os pedidos de desculpa, mãos apaziguadoras
e a petizada rondando os pais,
rondando bolsas e carteiras para algo mais.

Ao longe ouve-se um som de poste
que canta o Natal de sempre:
– “Noite de Paz! Noite de Amor!”
É dia claro, mas aquela famosa Noite de Belém
apresenta seus magos, pastores e anjos do Bem!

Hoje à noite tem Cantata e não vai ser no Templo;
vai ser na Praça e o povo está convidado a reunir-se.

As salas das casas sorriem pelas janelas
com suas árvores de piscas-piscas luzentes.
Presentes vários ornam as árvores
e as mesas trazem frutas tropicais.

Mãos se apertam nos esbarrões das calçadas,
no cumprimento da felicidade.
O Natal de Jesus Cristo invade os corações
e traz um novo brilho pra cidade.

É Natal e de noite tem Cantata!
A manhã já se foi, mas o céu continua azul
Chegou a tarde e sopra uma brisa sul.

É hoje! Toda a alegria do coro na Praça
enchendo o arvoredo humano de luz,
apresentando aos cidadãos esta Graça
na Cantata: “Celebrando o Natal de Jesus!”

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22/12/2017 (05h21min).

MANJEDOURA

O barro é esturricado, asseado,
e traz o brilho dos cuidados maternos...

Solitária.
No interior da estrebaria, rejuvenesce
quando o lugar se reveste de inconfundível luz.

Embevecida, abriga o menino Jesus.

Palavra bonita para o feio cocho
em que animais se alimentaram sôfregos.

Acolhimento.

A velha manjedoura é um coração que bate,
ao ritmo descompassado do desejo.

Palavra que reinventa o berço humilde
e há um gesto de compaixão nas palhas e panos.
Há uma prece de confissão no acolhimento humilde.

Cada coração de fé é uma manjedoura
em que o menino Jesus precisa deitar
para crescer na sua missão
de fazer andar nos lugares altos de Deus
os homens de boa vontade.

A velha manjedoura nos faz lembrar
que somos barro nas mãos do oleiro...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

21/12/2017 (05h18min).