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quarta-feira, setembro 18, 2019

Breve poema de todas as coisas


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 161


Breve poema de todas as coisas


são coisas, o que nos assedia em vida
cada coisa que a gente até desconfia
é cada coisa que aparece noite e dia
umas más outras boas e segue a lida
que se pudesse reunir estando à toa
seria tudo coisa; e só Jesus, Pessoa!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/08/2019 (08h49min).




quinta-feira, julho 11, 2019

Breve poema dos lavradores maus


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 105


Breve poema dos lavradores maus


Os lavradores maus — Lucas 20.9-19

um homem plantou uma vinha e arrendou
a uns lavradores que se tornaram tão maus
a ponto de matarem o servo que ele enviou
para os acertos com aqueles vis capiaus
e feriram outro servo, mataram o filho sem dó:
aquele que rejeitar a Pedra, será feito pó...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
01/07/2019 (07h27min).




quinta-feira, dezembro 28, 2017

REVERÊNCIA

Que júbilo me preenche o espírito quando entro no templo,
entro esperançoso de louvar o teu nome;
no coração silente, na alma sequiosa!

És a razão do meu viver,
Jesus!
És o sentido da existência, em que me apoio;
a segurança que me faz atravessar o Vale da Sombra da Morte.

Tu me ensinaste a silente reverência do adorador,
que se busca, com anseio, ao som de tuas águas purificadoras.

Jesus, as ovelhas possuem teu jeito.
O templo reverbera teu ser pelas paredes,
és a alegria dos homens, és a minha alegria.
Teu Nome é sobre todo o nome
e o Vento assopra canções de fé
nos corações que alcançam a harmonia do Culto.

Colhe flores de esperança no Jardim da Oração;
sai a semear as sementes de futuro
do Evangelho da Graça que se espalha no caminho;
carrega consigo a ti, andando como andaste...

o que sai pelas ruas levando, de Cristo, a identificação!

Oásis no deserto; flor no asfalto;
bonança na tempestade; porto seguro:
Jesus!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/12/2017 (05h25min).


segunda-feira, dezembro 25, 2017

MANJEDOURA

O barro é esturricado, asseado,
e traz o brilho dos cuidados maternos...

Solitária.
No interior da estrebaria, rejuvenesce
quando o lugar se reveste de inconfundível luz.

Embevecida, abriga o menino Jesus.

Palavra bonita para o feio cocho
em que animais se alimentaram sôfregos.

Acolhimento.

A velha manjedoura é um coração que bate,
ao ritmo descompassado do desejo.

Palavra que reinventa o berço humilde
e há um gesto de compaixão nas palhas e panos.
Há uma prece de confissão no acolhimento humilde.

Cada coração de fé é uma manjedoura
em que o menino Jesus precisa deitar
para crescer na sua missão
de fazer andar nos lugares altos de Deus
os homens de boa vontade.

A velha manjedoura nos faz lembrar
que somos barro nas mãos do oleiro...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

21/12/2017 (05h18min).