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sexta-feira, fevereiro 02, 2018

ENCANTO

Meus olhos se dilatam se você surge repentina.
Tudo pleno, perfeito, profundo como o espanto.
Doce encanto de a encontrar – na terra e nos céus – poesia.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
27/01/2018 (05h58min).

domingo, dezembro 28, 2014

A INSPIRAÇÃO

No momento em que consegui levantar
os olhos dos meus rabiscos no papel
deparei-me com a Musa em meu escritório.

Uma Musa nada empolgante,
algo comum, dentre as tantas que me poetizam.

Esta Musa me poliniza
como a flor ao campo e o passarinho.

O senhor nem pode conceber,
disse ela, o que penso de seu poetar.

Das trezentos e sessenta e cinco palavras de seu vocabulário
só uma cabe no meu calendário: o tempo.

Era a moça-musa do tempo
que aparecia à cada noite no telejornal.

Chovia torrencialmente em meu coração poeta
e eu olhava incrédulo para a sua figura.

Ela continuou: a Razão se submete ao Tempo
e daí nasce a Poesia que permanece.

Não pense que o mar azul
se encontra no horizonte com os céus.

A ilusão das cores e do encanto
é a aproximação da poesia e do olhar...

Até mesmo a simples nuvem viaja na imensidão do espaço
mas nem sempre em mar de rosas deságua poesia.

E eu ainda pensando na vida como mar de rosas
quando percebi em seus olhos azuis uma gaivota voando.

Não me perturbei: Voltei os olhos ao papel
e risquei alguns dos mais longos rabiscos.

Acrescentando meia dúzia de asteriscos
às aparições da palavra tempo. E a legenda final: Vento!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
26 de Dezembro de 2014 (05h54min).


sábado, novembro 01, 2014

POEMA DE LED

Escrito em LED
de amor vibrante
e um voo rasante.

Com cores vivas
– composição vital –
verdades chamativas.

A exposição crua
nos ares da lagoa
a poesia está nua.

E quem diria o porquê
daquela exaltação
de amor que não se vê?

E quem saberia o quando
aquelas palavras-pranto
deixariam de ser lágrimas?

E já que a chama existe
nada como um painel de LED
pra falar de um amor triste.

Que vai subindo os ares
como se fora andares
de edifício em construção

para na encosta do morro
às margens da lagoa azul
acender o poema da garoa.

Mas, enquanto o poema sobe
e ilumina a atmosfera
a moça-musa embaixo espera

que as milhares de pequenas
e breves luzes do poema
façam dela nova Iracema

que ao amado brinde beijos de mel
e até por isso, mas não apenas
o transporte ao paraíso da poesia-céu.

Mas, o poeta já cansado
vendo o céu iluminado
com as cores de sua paixão

sonhou que as luzes-palavras
de seu poema do coração
coloriam alegres a Via-Láctea.

E o poeta apaixonado chegou ao fim
embriagado de amor nas águas da lagoa
enquanto sua mente via um Zepelim.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

03 de Setembro de 2014 (04h55min).

domingo, março 02, 2014

À MARCELO DUARTE

ser poeta é difícil
neste Brasil sem leitura
é tarefa grandiosa
tem perfil de aventura
o poeta se esmera
faz do sonho a Quimera
com buril e palavras
lapida as pepitas de ouro
seu poema é o tesouro
que oferece ao mundo
lapida como diamante
cada som, cada fonema
pois da palavra é amante
transpira em cada poema

mas é sina impossível
de abandonar quem a tem
sabe o poeta que a vida
(sabe ele, como ninguém!)
é feita de sonhos e planos
driblando os desenganos
sorrindo nos instantâneos
que capta em cada palavra
extrai seu ouro das lavras
e recria a sua joia
que oferece à Musa
que fugiu da paranoia
de um Mundo em sequidão
pra ouvir voz não difusa
que verte com alegria
rios vivos de poesia
brotados do coração.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo (RJ),

11 de Fevereiro de 2014 (06h37min).