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sábado, agosto 25, 2018

NOSTALGIA


O pai da fé ouve Deus e decide:
põe-se na caminhada da obediência.

Dois irmãos disputam no ventre da mãe
quem vai vender o prato de lentilhas,
anos depois, por fortuna incalculável...

Um jovenzinho sonha sonhos descabidos
e seus irmãos se irritam com ele, mas,
Deus está no controle de sua ida ao Egito.

Umas vacas gordas e outras, que são magras
alternam-se no pasto a cada sete anos.
Só entende este sinal quem escuta Deus.

Um cesto, com bebê, desliza por entre juncos
no rio em que se banha uma princesa:
é a proto-gênese da adoção feita por Deus
de cada ser por seu Filho, Rei dos Reis.

Depois de dez pragas e uma saída apressada
um Mar Vermelho se abre para o amanhã...

Não só estrelas salpicam os céus de alegria,
mas, também, o bendito maná que sacia...

Uma muralha vai ao chão ao som de trombetas,
porque dois homens creram na força da qualidade.

Que noite estou atravessando! de nostalgia.
Pura nostalgia de tempos idos
e do alicerce da fé no poder de Deus
pela Palavra que é viva e eficaz...

O poste volta a tremer e a sua luz
acende e apaga, acende e apaga...

Volto a este passado pleno de glória
num flashback envolvente de pura História
e vivo a intensa noite da nostalgia:
aproximados sete mil anos em sete horas
sonhando sonhos reais fora dos sonos...

Mas, um momento preciso registrar:
a cruz do meio, no Calvário, o santo de Deus:
– “Está consumado!”
Um Farol se acende na terra
para nunca mais se apagar!
Uma Presença entra na convivência humana
para nunca mais se afastar!

Extasiado, olho da janela do quarto
o dia amanhecendo com o sol:
há um recomeço em minha vida!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
23/08/2018 (06h03min).

sexta-feira, dezembro 30, 2016

SONETO DA CRUZ

O que a cruz mostrou é quase poesia
que o fim da tarde ecoa no Calvário
e o céu se fez de tons em harmonia
com sons do sino deste campanário.

O que a cruz mostrou é vero e forte:
tesouros que não cabem numa vida.
O Cristo enfrentou a própria morte
para do mundo haver tal despedida.

O que a cruz mostrou é mais que sonho
a utopia em forma de esperança,
mensagem que pontua a nossa andança.

Mas o que quero agora é sem tamanho:
é o céu que verte lágrimas de amor...
O que a cruz mostrou foi o Salvador.

Josué Ebenézer – Itaboraí,
12 de Dezembro de 2016 (20h45min).

quinta-feira, dezembro 29, 2016

A SOMBRA DA CRUZ

Do alto do Calvário se agiganta
a cruz ambígua que impiedosa
absorveu a dor da humanidade.
A cruz se ergue e o Cristo que levanta
leva consigo a face vergonhosa
de um mundo que perdeu a sanidade.

Mas, o tal castigo que nos traz a paz,
pisaduras que nos fazem sarados
estavam sobre o Deus que se fez carne.
E naquela cruz além do Cristo jaz
o peso vil de todos os pecados
e o mais de nós que o Cristo assuma e encarne.

A sombra da cruz agora projeta
no coração daquele que liberto
da morte para a vida se encontrou.
Um sentimento nobre que desperta
a nova criatura que por certo
há de viver para o Cristo que a amou.

Da cruz pro túmulo Cristo levado,
mas nem a cruz e a cova o retiveram,
pois logo ao terceiro dia ressurgiu.
O grito que ecoa: “Consumado!”
está o sacrifício que esperavam
e a profecia em Cristo se cumpriu.

O novo ser que pleno de esperança
do velho homem logo se desponta
levará consigo a sombra de uma cruz.
Pra não calar em meio a sua andança
o amor de Deus que nunca desaponta
revelado no Filho Eterno, Jesus.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
09 de Dezembro de 2016 (06h25min).

sábado, abril 11, 2015

O MESSIAS

Sempre te esperei, porque o tempo te fez necessidade.
O tempo que se alargou e foi expondo o afastamento
                                    da humanidade do seu Criador.
Tu és a esperança de paz, o reequilíbrio da existência
na vida dos que te conheceram pela fé.

Chegastes do Alto!
E, durante anos, singramos os mares da vida
na esperança messiânica de tua chegada.
És anterior ao teu nascimento em Belém
e com os crentes de todas as eras te esperei desde sempre.
E, foi por crer em ti e para te receber em minha vida,
que tornei-me um poeta.
Meu coração é o de Jesus, fui transplantado.
Há poesia agora por todo lado, nesse meu novo estado.

E, o amor originário de Deus, parou em ti, exuberando-se!
Te fizestes Salvador do mundo ao assumir a cruz
e como poesia celeste te fizestes a luz
dos que entenebrecidos precisavam prosseguir no caminho.
Em verdade em verdade te fizestes o Messias no Calvário
e hoje eu abraço este ideário
porque também te esperei desde a promessa.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

07 de Fevereiro de 2015 (06h40min).

segunda-feira, abril 21, 2014

EM ABRIL

Em abril o Prado se volta
para o sepulcro de Jerusalém.
A cantoria preenche o templo
de cânticos pascoais, como os pássaros
nos galhos das árvores matinais...

Os crentes fervorosos, que no templo se ajuntam,
buscam o refúgio da esperança
e compõem canções (ao amoroso Cristo)
coadjuvados pelas palavras
dos sermões da Ressurreição.

Não se questiona. É o tempo do refrigério,
que se apoia na certeza do túmulo vazio
e que insiste em galopar o ar
com as notas harmônicas
do coração sangrando a cruz,
do sentimento volvendo ao Calvário,
da humilhação levando a dor
e do terceiro dia da Ressurreição.

As mulheres conversam com anjos,
derramam lágrimas,
apropriam-se do alívio
e vão dar uma espiada na tumba vazia:
– Vivo está!


Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

15 de Abril de 2014 (19h48min).