terça-feira, setembro 04, 2018

ORAÇÃO, AO PAI, NESTAS ELEIÇÕES...


Querido Pai, Deus bondoso!
Me livre nestas eleições brasileiras
me livre de mim mesmo e de fazer besteiras
me livre das urnas,
porque ali há cheiro de morte do meu Brasil.
Que o povo brasileiro saiba sepultar seus maus políticos
começando pelas urnas, passando pelas cadeias,
chegando aos cemitérios e, por fim,
desaparecendo da memória nacional.
Tu que nos ensinas a contar os dias de tal maneira
ajude-nos a identificar os números malditos
e encaminhá-los para as urnas funerárias:
que dali não voltem jamais os corruptos deste Brasil.

Neste findo dia de agosto,
livra-nos de qualquer desgosto
como o de eleger mais um cara-de-pau no país.
Queremos a paz social e um pouco de bem-estar.
Livra-nos da Globo e da Record
queremos ouvir o Som Maior
(e João Alexandre):
“Brasil, olha pra cima!
Existe uma chance de ser novamente feliz!”
Queremos ouvir o Som Maior
de uma canção que embale o sonho.
Os jovens de meu país precisam de esperança,
que entronizem Cristo em suas vidas
e que experimentem a bonança
de políticas bem resolvidas...

Querido Pai, amoroso!
Me livre, nestas eleições, do molusco
que grudou na elite à qualquer custo
e não quer largar do butim.
Me livre dos corruptos fingidos,
dos almofadinhas assumidos,
dos de cara limpa e riso fácil
e dos que atraem com fala mansa,
mas são raposas enganosas
espreitando o galinheiro...

Querido Pai, cuidadoso!
Me livre, dos militares atrevidos,
dos desbocados e falastrões,
dos ditadores enrustidos,
e de todos os ladrões.
Me livre das machudas exclusivistas,
que pensam que o país é gay
que querem impor sua crença
e de Baco fazer deus e rei.
Me livre das ratazanas fedidas
que saem do esgoto pras avenidas
em busca da carniça do povo.

Querido Pai, caridoso!
Me livre dos malucos abestados,
milagreiros desajustados
e todo o seu ar messiânico,
que se acham salvadores da pátria
mas desonram o país.
Precisamos de gente honesta,
altruísta, despojada
que não lute, luta armada,
a não ser com a seta do amor.

Querido Pai, gracioso!
Me livre dos engomados
e de todos os sem-terra;
dos que apenas pensam em si
em seu gueto e nada mais.
Os que neles a vida emperra
com seus atos obscenos,
endemoninhados gadarenos,
que chegaram ao Brasil
e abandonaram a justiça.
Só promovem aqui o mau
com uma política postiça.
Me livre dos que usam a fé
como forma de convencer.
Que estes sejam eliminados
e com todos os mascarados
parem com seu carnaval...

Querido Pai, misericordioso!
Me livre dos aventureiros simplórios
e dos testas-de-ferro e as fachadas.
Me livre dos apaniguados
e de todos os mequetrefes;
dos ranzinzas, carrancudos
e dos safados moleques.
Me livre dos que tem conchavos
e dos que ainda terão;
me livre dos seus malgrados
e dos que têm aleijão.
Me livre dos experientes;
dos inexperientes, também.
Me livre dos que apenas
querem trocar a gangue,
continuar a roubalheira
e derramar muito sangue.

Me livre, ó Pai, Deus Bendito!
Senhor dos céus e da terra,
Senhor, também, do Brasil:
desses eleitores risíveis,
que entendem de tudo e de todos,
que escolhem candidatos
somente condenando os outros,
e desnudam-se sem pejo
a tocar com realejo
a canção fisiologista
deixando no ar a pista
do absurdo nacional.

Me livre, ó Pai, Deus Glorioso!
Senhor dos céus e da terra,
Senhor, também, do Brasil:
de eleitores insensíveis
que ao pensarem pequeno
estreitam e fecham o funil.
Não há passagem pro Paraíso
nem transição pra liberdade
ou conquista da democracia
se mudanças não ocorrerem.
Mudanças que venham de dentro,
que venham da base do povo
e modifiquem o cenário.
Pois é muito temerário
continuar a assim viver
sem esperança e sem Deus,
sem fé e sem ter amor.
Há eleitores ingênuos
que abraçam causas perdidas
que compram ideias vencidas
em seus prazos de validade.
São voluntários da ignorância
assinando cheques em branco
pra políticos mau caráter
de quem se espera distância.

Ó Pai, me livre do bandido!
onde quer que ele esteja.
Em Brasília ou Mossoró
tenha ó Deus, do povo dó!
Esses políticos astutos
são mandantes do caos,
invasores de terras alheias,
depredadores de patrimônio,
laranjas podres do pomar,
vira-latas do poder,
travestis da verdade,
jagunços do asfalto,
cheiradores de bagulho,
andando de salto alto.
Me livre de qualquer bandido
seja o frágil pé-de-chinelo
que não tem qualquer anelo
quer apenas sobreviver;
seja o de colarinho branco
que deixa o Brasil manco
de tanto fazer sofrer.

Me livre, ó Pai, do canalha!
seja de que espécie for...
Tire dos púlpitos e tribunas
esta gente que atrapalha
o progresso do Brasil.
Tire das salas de aula,
também das câmaras e afins,
assembleias e congressos,
a maldição do Maluf.
Que a política no Brasil
não seja aposta de turf
em que cavalos pangarés
não têm vez, só tem revés.

Me livre, ó Pai, de mim mesmo!
cansei de andar a esmo
à procura de esperança
no território da política.
Me livre da gente insana
que age de forma acrítica
e vota em qualquer um
desde que lhe favoreça.
Que nosso país cresça
e amadureça candidatos
que saibam governar.
E o façam encorajados
pela Ética e Progresso
do país enamorados.
Por isso, Pai, te peço
nesta humilde oração:
Que o próximo político
a ocupar o Planalto
faça logo Plano Alto
de abençoar a nação.
Trabalhe duro pro povo
e aconteça um renovo
fruto desta Oração!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
31/08/2018 (23h59min).

CANÇÃO DO ME RENDO


Vem pra Jesus, Josué!
Ainda não, ainda não.

Por que eu deveria deixar a minha vida?
Não faço nada errado;
só faço o que pede o meu coração.

O que Jesus tem de melhor do que já tenho?
Serei em Cristo, mais feliz do que já sou?

Como está seu coração, Josué?
Está angustiado, está angustiado!

Hoje eu decidi: não posso mais
viver feliz só por fora.
Estou sem paz!
Sou um solitário na multidão.
Eu me rendo.
Deponho minhas armas morais,
meu ego,
minhas razões.
Eu quero paz!
Eu me nego,
eu me rendo,
não por frações:
eu me rendo por inteiro!

E a vida segue mansa nesta canção:
“eu me rendo aos teus pés
és tudo o que preciso pra viver!”

Eu me nego!
Eu me rendo!
Jesus agora é meu Salvador e Senhor!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
30/08/2018 (05h15min).

LOUVORIANAMENTE


Canções de ouro na nave do templo,
louvores que estremecem os vitraux.
Há unção que vem do trono de Deus;
há um som que sobe ao trono dos céus.

O Livro da Liberdade se abre pleno,
os salmos são compostos pelas vidas,
as partituras são grafadas na hora,
a orquestra segue o violino-mor: o amor!

Olhos se enchem de suaves lágrimas de alegria
e lábios entoam as canções de adoração.
O louvor estava na mente, mas vinha do coração
e quando se materializava o povo sorria...

Bye-bye tristeza
– estás despedida em paz –
e nem precisas mais voltar...

Quem vive o pleno amor
tem vontade de viver Cristo.
Mas, se morrer, está no lucro,
pois a vida é mais que isto:
que comer, beber, descansar,
até mesmo, mais que amar!

O crente segue andando, vai louvando,
sua vida é o seu melhor testemunho.
Deixa que as cordas da voz e da alma
se distendam ao som desta canção,
enquanto rios de água viva correm
no leito eterno desta bel adoração...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/08/2018 (03h47min).

LOUVOR & UNÇÃO


Eu vou cantar a canção nova no culto:
a alegria é minha mais nova parceira.
Igreja pequena, simples como a paz,
João e Maria, novas criaturas de Deus
e umas crianças! Sou cheio do Espírito.
O amor está no ar e ele me preenche:
após o doce Espírito, o que há de vir?

Saímos pra rua assim que o culto acaba.
Perceba –  a unção ainda nos domina.
No céu, a lua; em nós, o Sol que ilumina.
Não mais os ruídos onde a vida desaba.
Em nossos lábios a canção e lá vem vindo
a multidão dos que esperam não desistir:
depois do testemunho, o que há de vir?

Ousadia! eu que não sabia falar, anuncio
boas-novas na dança das sombras do ser.
Deixei as sobras no passado, eu renuncio
ao velho homem para Cristo em mim viver.
Teu coração é azul como este céu onde há
estrelas belas que cochicham esperanças
sou instrumento de salvação e nas andanças
a vida eterna é meu norte e vou seguindo:
depois do rio, eu já sei o que há de vir!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
25/08/2018 (05h15min).