Mostrando postagens com marcador verão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, março 01, 2018

SIMPÁTICO

Em céus límpidos de amanhecer a lua brilha.

Brilha o fim da noite e a manhã clara.

Esperança,
assume o seu papel de sonho.

Esforços neste clarão simbólico
– as gentes se movimentam nas cidades.

Pingam gotas de chuva do firmamento.

O refresco sereno e calmo cai suave, sempre suave,
e ameniza o calor, suaviza o verão,
anuncia a paz na quente estação.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
24/02/2018 (05h32min).

segunda-feira, dezembro 25, 2017

ADORAÇÃO

Entro no templo e os raios da manhã trazem o sol pelas janelas.
É verão e os sinais da adoração ainda surgem tímidos,
enquanto os crentes chegam e se postam a orar junto aos rios de Deus
de onde querem Água Viva.

Sou cântaro resgatado das profundezas do mar!
Meu ser, sequioso, aguarda o jorrar
da adoração em mim, que vem da presença
desse Deus maravilhoso.

Intenso transbordar!

Jorra dessa fonte uma palpitação de adoração.
Sinto na fronte o borrifar das águas de Deus em forma de canção...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
21/12/2017 (05h01min).

domingo, janeiro 15, 2017

VERSOS PRAIANOS – XI

A Noemi Cardoso Soares
(em seus 17 anos – 08/01/2017)

escrevi este poema no penúltimo dia
depois disto esperei o sol se por
e as ondas não mais se agigantarem
e se acalmar o coração com a chegada
da alegria incontida pelo seu aniversário;

enquanto as barracas coloridas ainda
protegiam-nos do sol inclemente
e os respingos dos banhistas caíam em mim
escrevi este poema depois do lanche
e do picolé praiano de amendoim...

enquanto você brincava na água do mar
e se divertia com as amigas gêmeas
eu falava comigo mesmo sobre a juventude
e a vaidade da vida e dos versos
se forem apenas fonemas dispersos
de um coração sem esta magnitude
que é reconhecer Deus sobre tudo e todos.

Escrevi este poema para você, Noemi.

Josué Ebenézer – Barra de São João (Casimiro de Abreu),
07/01/2017 (17h07min).

quarta-feira, janeiro 11, 2017

VERSOS PRAIANOS – X

“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam,
nem segam, nem ajuntam em celeiros;
e vosso Pai celestial as alimenta.
Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt 6.26).

Escrevi este poema observando:
o movimento das ondas do mar,
o movimento das pessoas na praia,
o movimento dos pássaros no ar.

Depois disto, não vi mais a solidão,
abandonei o aproximar do tédio
e descobri que é um santo remédio
dar asas à sã e boa imaginação.

À princípio troquei olhares vesgos
com os belos pássaros planantes
e lembrei quão bom é observá-los.

“Observe os pássaros!” e aprenderás –
do autocontrole e do domínio pulsante
e da liberdade – que nos faz amá-los.

Josué Ebenézer – Barra de São João (Casimiro de Abreu),
07/01/2017 (16h45min).

VERSOS PRAIANOS - IX

As palavras são como a escada de Jacó:
fazemos delas os degraus que nos levam aos céus
e permanecemos no sonho de uma vida feliz
mesmo que o sono tenha por travesseiro uma pedra.

Quase sempre a fuga e o medo nos propõem decisões
que podem ser de vida ou morte a depender de nós.
O que as palavras nos propõem é uma subida íngreme.
E sempre haverá por ali anjos transitando livres.

Mas é verão. A noite passa e acordamos.
Tem sol, praia, mar e muito camarão.
Nosso Esaú nos persegue e não nos damos

contas de que só transforma o coração
quem sobe junto os degraus da santificação
ao encontro do novo ser que nos tornamos.

Josué Ebenézer – Rio das Ostras,
07/01/2017 (07h59min).

VERSOS PRAIANOS - VIII

Para tentar escrever um verso simples
– o começo de algo que ainda não sei em que vai dar –
conto sempre com as mesmas palavras
como pão, café, manhã, oração e sonho.

As palavras são barquinhos de papel que faço
e com eles brinco no lago do castelo feito na areia
até que a água, a areia, o vento e o sol
os desmanchem e transportem à dimensão do indizível.

Aí, quando perco a materialidade
do castelo que se desmoronou ao vento
meu castelo interior continua de pé.

É que a coluna que sustenta a vida
é tão imaterial quanto os sonhos de momento:
é a conjunção de forças e certezas que chamamos fé!

Josué Ebenézer – Rio das Ostras,
07/01/2017 (07h46min).

VERSOS PRAIANOS - VII

A vida, para além do horizonte
desse céu de um límpido azul
que se encontra com o imenso mar
onde o meu sonho se faz distante...

é mais que uma pergunta curiosa da manhã
sobre quem comeu certo mamão papaia
quando era o próprio quem queria esta alegria
de uma saborosa degustação matinal.

Minha vida será as respostas que conquistar
das perguntas certas que souber fazer
de tudo entre a amplidão da Criação divina
que tocar sensivelmente meu pobre ser.


Se não conseguir enxergar o infinito
que se esconde no encontro do céu com o mar
farei perguntas erradas, não terei respostas certas,
me perderei nas estradas, não saberei amar...

Josué Ebenézer – Rio das Ostras,
07/01/2017 (07h35min).

VERSOS PRAIANOS - VI

Agora que o sol baixou seu ímpeto
já passou o medo e já chegou
o vento que gira os cabelos
e refaz o instantâneo da câmera.

Como peixes em cardumes felizes
(sem suspeição sobre o derredor)
os humanos, aos bandos, também
se amontoam sobre as areias vivas.

O poema é uma embarcação à deriva
até que encontra um leitor voraz
e o poema se refaz nas águas do coração:

esse mar que esconde mistérios
até que deitamos fora os náufragos;
aqueles que não deram todas as braçadas...

Josué Ebenézer – Monte Alto (Arraial do Cabo),
06/01/2017 (18h21min).

segunda-feira, janeiro 09, 2017

VERSOS PRAIANOS - V

Quantos poemas um Verão pode dar?
Depois do primeiro, donde os outros?
Vem do sol a inspiração
ou vem das águas límpidas do mar?

Meus versos praianos vêm da
inspiração da estação,
vêm da cabeça quente do calor
e vêm de uma certa ânsia de viver.

Verão é vida!
Viver é sentir na derme a alegria do sol.
E sorrir o sorriso de Deus
que brilha o mundo interior.

Josué Ebenézer – Monte Alto (Arraial do Cabo),
06/01/2017 (18h11min).


VERSOS PRAIANOS - IV

O primeiro verso da tarde é fácil
é sol, é mar, é poesia, é ar
é brisa suave batendo na alma
e fazendo o rosto sorrir.

O primeiro verso da tarde
traz consigo a inspiração;
traz consigo a canção das águas
açuladas pelo vento, sem alarde.

E o tempo passa sem se ver.
É o sol, é o brilho
e os olhos fechados
para sentir na derme apenas
as sensações térmicas
de coisas boas, que estão acontecendo...

Josué Ebenézer – Monte Alto (Arraial do Cabo),
06/01/2017 (17h43min).

VERSOS PRAIANOS - III

Os céus manifestam o Verão
e o primeiro verso da manhã
demonstra a poesia
que abre a porta do mar.

As águas rebrilham o sol
e os peixes saltitam,
dos cardumes reluzentes,
que fazem a festa das gaivotas.

O dia é límpido como a alma;
como o ser que se enleva
com a perfeição brilhante
da Obra do Criador.

Josué Ebenézer – Monte Alto (Arraial do Cabo),
06/01/2017 (17h26min).

VERSOS PRAIANOS - II

As praias do Verão brasileiro
(Rio das Ostras, Cabo Frio, Búzios)
cobertas de gentes que escondem areias
na celebração do Verão...

As praias do litoral fluminense
tomadas de irmãos vários
em merecidas férias praianas
depois de um longo ano de labor...

Ah, essas praias revelam
o quanto a descendência de Abraão
se fez incontável
como as areias desses mares...

Josué Ebenézer – Rio das Ostras,
05/01/2017 (11h44min).

VERSOS PRAIANOS - I

Quando a palavra sol
se encontra com as areias
acende a praia 
e indica que o verão chegou.

Quando a palavra amor
ilumina o coração
então o verão acende expectativas
de que o ano todo será luminoso.

A estação brilhante
quem faz é o coração alegre
que dá formas de luzes e cores
ao, até então, inexpressivo rosto.

Josué Ebenézer – Rio das Ostras,
05/01/2017 (11h24min).

sábado, agosto 29, 2015

O VERÃO É CLARO COMO A LEMBRANÇA



O sol mais flutuante que um balão
que percorre os céus alegremente
a imagem precursora dos voos
e eu deixando-me levar pela mente.

O verão clarificando ideias
a janela que se abre cedo para a vida
o sol que invade a casa na manhã
e a luz que expulsa as trevas do coração.

Ah, o verão é claro como a lembrança
a recordação de algo de bom ou ruim
que não quer desapegar de mim.

Revisitar a infância dos sonhos
fazer um inventário do que se passou
é permitir-me reviver as emoções já vividas
e eu não sei se estou preparado.

O verão está aí, a estação das luzes
a estação do intenso calor
e meu coração remoçado
revitaliza a vida, nutre-a de amor.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
17 de Julho de 2015 (06h).