Mostrando postagens com marcador nação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, novembro 05, 2018

NAU BRASIL

Que ondas conduzem o pensar
do poeta por tão bravios mares?
A tempestade açoita a embarcação,
mas o poema não parece soçobrar.
Eis que com os nervos à flor da pele,
o Brasil sobrevive os dias atuais.
E o poeta escondido no porão
compõe, silente, uma breve oração.

Volte pro Continente, poeta!
O mar bravio agita o barco.
Estão desacreditados os marinheiros,
o condutor já deixou o timão;
estão com medo os passageiros,
perplexos diante desta confusão.

Fracotes se escondem nas abas
de antigos poderosos regionais,
que insuflam trabalhadores na lida
com promessas de riqueza e paz.
Com data de validade vencida
seu discurso é remédio ineficaz!

Vou singrando nestes mares, ao vento
duma esperança que trago no peito.
Trago de longe, doutros mares, alento
de que um dia, meu Brasil, vai ter jeito.
Vou com pernas, que têm asas, do Espírito
por honra de promessa do passado.
Dou saltos, de vaga em vaga, e neste rito
meu poema vai sendo impulsionado.

As musas, nestes tempos, se afastam;
tenho sossego de outras inspirações.
Os temores, pelo Brasil, me assaltam;
mais que das musas, as provocações.
As nuvens, nestes tempos, me cobrem;
trazem dos céus, as perfeitas soluções...

País partido, quebrado, dividido;
gente arrasada por horrenda corrução.
A revolta se instalou e sem sentido,
se vê luta de irmão contra irmão.
São extremos opostos das ideologias
que poluem esta nossa embarcação.
São maus, muito maus, os nossos dias
de fazer cortar o mais duro coração.

Mas o poeta trafega nestes tempos,
enxergando com a alma em frescor,
arejada pelo sopro de outros ventos
que infundem nas vidas paz e amor.
Não há lugar pra outros sentimentos:
“Feliz nação que tem Deus por Senhor!”

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
17/10/2018 (04h59min).

segunda-feira, outubro 27, 2014

TU DIZES QUE HAMAS

Assim como Jesus perguntou a Pedro,
insistentemente:
- Tu me amas?
E Pedro se esquivava de responder
coerentemente...

Porque a cada vez que ele respondia:
- Sim, eu te amo!
Uma resposta diferente,
inconsistente
ecoava de suas palavras:
- Tu és meu amigo!
- Tu és camarada!
- Tu és alguém especial!
Mas, nada de amor.

Assim um povo na faixa de Gaza
esfarela, esfalfa, engasga
e o progresso não engata.
E, quando lhe perguntam
esperançosamente:
- Tu me Hamas?

A resposta fica sem direção,
(um fiel destinatário),
já que o Hamas é multifacetado.

Misto de partido político,
(e o meu eu analítico
enxerga ali, também, milícia)
e uma ação contundente
também propícia
para ação de caridade...

Partido, milícia, instituição
o Hamas que quer ser amado
por um mundo que tem vocação
para apoiar o desamparado:

precisa se resolver...

A mesma mão que governa
que protege e propõe defesa
é a mesma que faz baderna
e distribui caridade na mesa.

O Hamas com os seus braços
– tentáculos propondo ação –
precisa distribuir abraços
pra Palestina virar nação.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

12 de Agosto de 2014 (06h06min).