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quarta-feira, fevereiro 21, 2018

CANÇÃO DO MINUTO FINAL

Uma pedra caiu.
Outra, àquela se seguiu.
Não ficou pedra sobre pedra
e começou a tentativa de engano
– na penumbra do mundo –
apresentando-se como o Cristo.

O sol, como bola de fogo,
entrou na janela da sala à meia-noite...

Ouve-se falar de guerras.

Puxa-se o tapete das civilizações
e há muita poeira escondida...

Nação contra nação
reino contra reino
irmão contra irmão
fomes, pestes, terremotos...

Chove ainda uma chuva fina:
tudo é apenas o princípio das dores.

Ninguém se comunica
bradam-se gritos de desespero
parte-se o espelho enigmático
há pavor por todo lado.

Os cristãos são entregues ao tormento
muitos são martirizados
o ódio aos filhos de Deus se expande
por causa do Nome de Jesus.

Sucumbe o gênero humano:
silenciam-se as mídias tecnológicas...

Ilógica vida tecnológica
que destruiu a Humanidade.

O escândalo toma conta da urbanidade
a traição é a regra
e prolifera o aborrecimento.
E surgem falsos profetas
enganando a muitos com suas lábias.

A iniquidade se multiplica como febre amarela,
enquanto o amor esfria na destampada panela...

Mas, a perseverança subiu
como asa delta colorida
que numa tarde serrana
ganhou a atmosfera
dos corações onde não tem fim
a perseverança que salva...

O relógio da humanidade parou
estamos no minuto final do mundo.
Jesus voltou!
Veio como relâmpago
que se mostra do Oriente ao Ocidente.
Veio sobre as nuvens
com grande poder e glória.

Meu coração arde como em Emaús.
Um grupo de discípulos comigo
sente bater no coração
toda a angústia do Projeto de Deus!

O sol escurece,
as estrelas caem do céu
as potências são abaladas.
Miríades de anjos
fazem o cortejo do Rei.

É o minuto final.
Todos se veem, todos se ouvem.
E não há um ser em pé, um sequer:
todos os joelhos se dobram!

É o minuto final.
O alarido é santo, santo, santo.
E não há uma boca fechada, uma sequer:
toda língua confessa Jesus Cristo como Senhor!

De repente o silêncio.
O silêncio infinito!
Estamos nos segundos finais do minuto final.
Jesus acaba de separar os bodes das ovelhas
e, olhando em nossa direção, diz:

– Vinde, benditos de meu Pai,
possuí por herança o Reino
que vos está preparado desde
a fundação deste mundo!

Anjos e homens irrompem em
Glórias e Aleluias
e acordam no Paraíso...

Josué Ebenézer – Rio das Ostras,
09/02/2018 (07h27min).

sábado, janeiro 17, 2015

QUANDO

Quando tudo se acabar:
A noite não mais virar dia,
A fonte deixar de jorrar,
As árvores não frutificarem.

Quando tudo se acabar:
Os bebês não mais nascerem,
Os velhos esquecerem de morrer,
O azul não pintar os céus de anil.

Quando tudo se acabar:
A semente não mais germinar,
As flores perderem sua cor,
A poesia abandonar os corações.

Quando tudo se acabar:
Estarei do outro lado, louvando, com Deus
Iniciando minha carreira de poeta-cantor.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

09 de Janeiro de 2015 (05h53min).