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sexta-feira, outubro 11, 2019

Breve poema sobre não ter amor I


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 182



Breve poema sobre não ter amor I


não ter amor é não ver o Belo
nascer nas manhãs do coração
não ter amor é faltar anelo
essa pitada suave de emoção
o que é viver sem ter amor?
não sei, Jesus é meu Senhor!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
08/10/2019 (07h15min).




domingo, janeiro 06, 2019

Breve poema de olhos que brilham


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 006





Breve poema de olhos que brilham

na escuridão há uma luz
vinda de uma emoção
são olhos de gato macho
são reflexos do coração
são olhos mais brilhantes
esses olhos dos amantes

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
05/01/2019 (07h10min).

quinta-feira, setembro 07, 2017

MEMÓRIAS

Colecionamos memórias
e sempre tem algo junto
pra reforçar a lembrança

preenchemos álbuns
juntamos moedas, selos, garrafas
fazemos desta memorabilia
nosso lugar de recordação

gostamos de revisitar fotos
rever rostos antigos
e corpos que já não são
da gente mesmo ou de alguém

há até os que vão mais longe
e fazem de sua casa
um pequeno museu de acontecimentos

borboletas e lepidópteros
cartões postais e bilhetes
de passagens ou de jogos
anunciam que já se viveu algo

de numismática a filatelia
passando pela taxidermia
colecionamos loucuras

mas a emoção dos momentos
que só a gente viveu
se não viram monumentos
em tela, papel ou arte
registram-se na memória
que se desfaz com a morte

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
31/08/2017 (04h20min).

sexta-feira, maio 29, 2015

QUANDO CANTOU A CANÇÃO ACHOU A EMOÇÃO

A música é a veia
que vai do pensamento ao coração.
É a pulsação na medida certa
de uma certa sensação.

Cantar é possível que seja
um idioma de outro mundo:
só quem canta; sente-o profundo.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

04 de Maio de 2015 (18h05min).

domingo, setembro 14, 2014

MATRIOSHKA POÉTICA

A poesia surgiu-me plena naquela manhã.
Junto com os raios de sol ela nasceu grandiosa
e fui tomado de luzes que me saíam pelos poros:
eu era o próprio sol em seu esplendor!

Mas, quando nasce, a poesia surpreende.
Pois, no coração do poeta, ela o amor acende.
E de dentro do sol vi sair uma estrela em fulgor
cujo brilho fecundo tinha o nome de amor
para um mundo carente necessitado de luz.

O brilho da poesia continuava forte
indicando pras gentes, onde era o seu Norte
e trazendo união, em abraço Universal.

Da estrela eu vi sair um cometa
que à Terra se dirigiu portando a plaqueta:
– Deixe inundar sua vida com o amor e a paz
receba esta luz intensa que as trevas desfaz.

E o cometa luzente iluminou a vida dos que acreditaram...

Mas ele só passava de tempos em tempos
E muitos ficaram sem perceber o brilho dessa luz.

Na casa do Lúcio isso não aconteceu
pois da janela de seu humilde quarto,
aberto pra vida, disposto pro novo,
desperto em renovo, logo percebeu.
E num sorriso iluminado apropriou-se dessa luz
e a partir daquele instante sua existência foi outra
e o Lúcio reviveu e sua vida já não mais solta
ganhou sentido e razão, recoberta de emoção.

E toda vez que chegava à janela de seu quarto
ao ver os refletores do novo estádio iluminando
aquela região onde habitava por anos...
Ele lembrava, feliz, a visita do cometa
que deixara aquela nave iluminando a noite
e quando aceso em plenitude, pulsava a energia da vida...

Numa noite, observando, o movimento lá fora
em data de grande jogo em que o estádio lotado
clareando as cercanias, produziu novas cores
de luzes tremeluzentes que abafavam a escuridão...
Lúcio, absorto e feliz, da luz teve a visão
de comprar uma luminária para sua sala pequena
que reproduzisse o estádio iluminado de sua vida.
E uma fluorescente circular ganhou o teto de sua sala
e a esposa percebeu que ele estava diferente
que buscava uma luz ao tanto olhar para a lâmpada
que em sua casa agora, ficava acesa noite e dia.

Mas a conta de energia, ao fim do mês veio alta
e o Lúcio não suportou esta despesa tamanha
comprou um abajur, de lâmpada com menor potência
que colocou no seu quarto ao lado de sua cama
para que a luz não mais se afastasse de sua casa
e a visão que o ser inflama em sua vida criasse asa
e o levasse em resplendor...

Mas, o abajur iluminando dia e noite, noite e dia
nas noites de insônia pura, mais insônia lhe trazia
e do abajur pensou em vela, em vela que acendia
toda hora, todo instante, numa intensa correria
pois de sua vida uma luz, bruxuleante que seja
não podia se apagar é o que seu ser deseja
e os filhos viram em Lúcio, brilho de luz benfazeja.

Lembrou da infância sofrida
no interior das Gerais
a mudança pra capital
a pobreza não quer mais.
Lembrou do trabalho forçado
na fábrica de pré-moldados
se sentiu desamparado
mas sua vida iluminada
agora com nova visão
buscava a libertação
de qualquer fôrma ou vício
a que chamava “estrupício”
e que não queria mais não.

Queria uma vida nova
e por isso acendia vela
que não deixava apagar,
pois recebera da janela
de seu quarto naquele dia
a missão de sol em sua vida
que foi feita pra iluminar.

Mas, de tanta luz ao seu lado
que iluminava o exterior
e por certo lhe trazia brilho
uns o achavam desmiolado
e riam do Lúcio com humor
achando que perdera o trilho.

Lúcio suportou a zombaria
buscava o que ainda não via
nem sabia ao certo o que era.
Mas ele tinha plena convicção
– aquela certeza do coração –
que só alcança quem espera.

Até que um dia, da comunidade,
um amigo que soube da fama
do Lúcio, e sua busca de luz.
Falou-lhe com propriedade
de alguém que a todos ama
e a nossa vida conduz.

Falou-lhe do amor divino
em Cristo Jesus manifesto
num amor mais que profundo.
E Lúcio ouvia interessado
como se as palavras fossem hino
apresentando a Luz do Mundo.

Ganhou de presente uma Bíblia
que leu com sofreguidão
mergulhou fundo no texto
com alma e com coração.
Descobriu que de Deus vem a luz
que é Lâmpada para os seus pés
e luz pro inseguro caminho.

E como em matrioshka poética
que também se fez espiritual
o Lúcio foi tirando luzes ocas
de dentro de seu sonho lindo
tomado pela poesia da vida
em busca do resplendor.

Mas o sol foi só um motivo;
a estrela, grande inspiração;
o cometa uma mensagem;
o estádio apenas imagem;
a luminária, visão;
o abajur, necessidade;
e a vela, sublimação.

Assim, nesta busca ingente
que é a busca de tanta gente,
busca intensa do coração.
O Lúcio encontrou Cristo
e todos sabemos disto:
Jesus é a Solução!

Cristo é luz que afasta trevas,
que elimina todos os vazios
e propõe um renascer.
Ele desperta o que dorme,
esclarece o confuso
e dá sentido ao viver.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
06 de Julho de 2014 (19h28min).