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quarta-feira, março 22, 2017

VERSOS CELESTES - X

A vida segue seu ciclo
na vida de cada um.
Já começamos a trajetória:
uns, mais para trás do tempo;
outros, onde sopra bem forte o vento.
O que todos não se apercebem
é que viver é consequência
do próprio fato de existir.
E que o tempo é inexorável –
faz parceria com o imponderável –
jogando-nos no túnel da eternidade.
O ciclo da vida tem:
desenvolvimento, maturidade, declínio.
E, balizando tudo isso,
nascimento e morte.
A primeira parte já foi acionada para os vivos,
que navegam em céu de brigadeiro
como se a vida fosse apenas
uma gaivota branca em céu azul,
sob a égide da brisa do mar.
E seguem planando levemente
sem perceber que o amanhã
chega mais rápido que a luz.
Ó vida, ó tempo!
Que nos fazem dons quixotes
de lutas abissais.
Tirai-nos da efemeridade
dos olhos condicionados
pelo hoje e suas mazelas.
Livrai-nos da temporalidade;
elevai-nos à transcendência
onde abrem-se janelas.
Que todos vivam na terra
o sonho de uma civilização
que quer construir mundo melhor.
Mas que saibam que a eternidade
não tem limites temporais,
mas se realiza no colo de Deus.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
21/03/2017 (05h24min).

sábado, janeiro 17, 2015

COMO

Como as águas de um riacho manso:
Assim fui no alvorecer da vida
Deslizei suave pelas vivências da infância
E senti o frescor do amanhecer.

Como as águas de um rio caudaloso:
Quis experimentar a adolescência
E vivi cada momento de descoberta
Que a semente do futuro plantou no coração.

Como as águas da imensidão do mar:
Foi que adentrei a vida adulta
E mergulhei nas profundezas da existência
A erigir castelos dos mistérios desfeitos.

Como as águas de escondida fonte
Quero jorrar da rocha o que me resta
E aguardar o tempo da partida

Quando aqui secar pra jorrar noutra vida.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
08 de Janeiro de 2015 (05h10min).