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domingo, setembro 30, 2018

AH, PIANO!

Pare com esta cadência alemã...
Quero neste piano a malemolência do gospel,
mas daquelas fundadas no Negro Spiritual
ou mesmo na brasilidade do samba...

As terras frias da Europa, os povos gélidos dali,
produziram uma música que não me ferve.
Não quero um tico-tico no fubá
quero um Happy Day nacional
com ararinhas azuis, ianomâmis
e os tambores da selva, urucum...

Funde comigo a voz que não confunde:
essa voz tonitruante da alma ancestral...

Como estão os sons do meu Brasil, sons do Espírito?
Música que sopra de dentro, que vem dos céus?
Canto que faz gemer a Floresta Tropical
e se faz Hino da surda inquietação nacional?

Mova-se, piano, em suas teclas brancas e pretas
represente nossa gente de mesmas cores, sem tretas
e que todos se enxerguem nessas novas canções...

Quando se ouve a voz do Espírito
não há batuque ou dedilhado,
sopro de saxofone bem arranjado
ou mesmo solo de guitarra gauche
vindo de uma potente electric church.

Pode ser partitura de Handel, Mendelssohn ou Haydn,
mesmo um poema de Gióia Jr. com traços de cupim
ou qualquer gospel provindo de Vineyard.
Mas quero Logos e preciso ser Hagios
já estou vivendo em outros estágios
onde não há espaço para o não-louvar...

Quero um país-piano em que brancos e negros
vivam, dos adoradores, esta santa harmonia
como as teclas do piano em sua melodia,
harmonizados por Deus e tornados íntegros.

As leis humanas são insuficientes,
mas com inspiração nos corações crentes
pulsa forte o amor em solo nacional.
Meu Brasil, meu Brasil
abra os olhos e veja a luz que raia,
cante as canções do coração,
adore com todo o seu ser:
Corpo e alma em sintonia com Deus!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
26/09/2018 (05h12min).

segunda-feira, janeiro 22, 2018

GIÓIA JÚNIOR

Gióia Júnior, balcão de solidariedade
que começa com palavras...

Gióia Júnior,
sopro de vida em meio a desesperos,
consciente poesia em verve exemplar,
a canção da tarde que se ouve em meio às folhagens.

Gióia Júnior, solidariedade voadora, fênix idílica,
poema vivo que se desloca das gentes para o pensar,
frescor matinal no mormaço da vida.

Gióia Júnior, radialista dando fôlego às palavras escritas,
a voz que suaviza com poesia a árida existência,
o político que procurou ser a voz do povo,
o poeta, ah, a canção, eu direi,
que embalou gerações em suas letras vivas...

Seu nome será cantado sempre e quando lembro
que seus poemas aqueceram muitos corações,
penso que serás cantado de janeiro à dezembro,
por muitos anos na reverência dessas gerações
que enxergaram folhas verdes, vivas, viçosas
nos troncos ressequidos desse imenso Brasil
porque sua verve, gerou de palavras, canções.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
19/01/2018 (06h20min).