sábado, março 08, 2014

MISTERIOSO AMOR

Eu não sei que amor é esse
que ingressa na noite
do Planeta
e a clara luz
irradia.

Eu não sei que lábios cantantes
sob a claridade
do poste
da praça da Igreja Batista
sendo dia.

Eu só sei que quando
a Estrela brilhou
lá em Belém
a luz foi tão intensa
que seus reflexos
se fazem sentir hoje em mim.


Josué Ebenézer - Nova Friburgo,

02 de Fevereiro de 2014 (19h05min).

domingo, março 02, 2014

A CADA MANHÃ

Constato a cada manhã
que nada se escapou de mim
e que, refeito,
meu corpo se levanta
no novo alvorecer
e minha mente sorri
entre sonhos e esperanças
e que a cortina –
ressecada pelo
tempo e pelo clima;
ainda capaz de deixar
passar a luz de um
novo dia –
refresca na memória
que tu, ó Deus,
cuidas de mim.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

02 de Fevereiro de 2014 (19h10min).

AMÉM!

Amem,                amem,                 amem.
A mente,             a mata,               o monte.
A gente,              a nata,                a fonte.

Amem,                amem,                 amem.
A voz,                  o voo,                 a vida.
A paz,                 a flor,                   a lida.

Amem,                amem,                 amem.
O canto,              o riacho,             a luz.
O pranto,            o tacho,              a cruz.

Amem,                amem,                 amem.
O doce,               a seda,               o sabor.
A posse,             a vereda,            o amor.

Amem,                amem,                 amem.
A voz,                  o voo,                 a vida.
Amém,                amém,                 amém.


Josué Ebenézer – Nova Friburgo (RJ),

01 de Fevereiro de 2014 (20h55min).

DESTRANCAR PALAVRAS

Assim como é preciso
a noite
para acender vagalumes
alegres...
é preciso o choro
para que se destravem palavras
que vão dar origem à poesia.

Palavras aprisionadas
são como espinhas de peixe
entaladas na garganta
podem nos levar à morte
quando menos, é desconforto
ou incômodo mais que léxico-digestivo.

Assim como é preciso
o dia
para espantar as trevas
tristes...
é preciso a lágrima
para que se levantem mãos
que vão enxugar a dor.

Mãos atadas
são como rosas
arrancadas do jardim
:até tem seu charme e perfume
mas são fugazes como
palavras esvoaçantes.

É preciso destrancar palavras
para que elas possam construir
as pontes para o sonho infinito.
As passarelas da poesia
são as palavras que se ligam em
harmonia.


Josué Ebenézer - Nova Friburgo,

01 de Fevereiro de 2014 (22h01min).