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quinta-feira, julho 18, 2019

Breve poema da grande festa


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 121



Breve poema da grande festa


A grande festa — Lucas 14.15-24

um certo homem promoveu grande ceia
queria todos os seus amigos com ele ali
aos poucos sentiu que cada um regateia
preferem campo, gado, casa, fugir dali
em sua festa ninguém vai jogar areia:
pobres, mancos e cegos, tragam já aqui!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
13/07/2019 (07h04min).




quinta-feira, dezembro 31, 2015

SÍMBOLOS

Um bonequinho barrigudo de perfil
(em um mundo desumano criamos códigos);
outro bonequinho de saia,
com um bonequinho menor no colo
(símbolos que representam nossas carências);
ainda outro bonequinho apoiado numa muleta
e com um defeito em uma perna
(imaginações criativas de nossas necessidades);
e, por fim, um bonequinho sentado
em um círculo como se fosse uma roda...
Estes bonequinhos têm preferências
e a gente se alegra com estas conquistas sociais.
Mas, os hospitais públicos estão sucateados;
as agências bancárias não respeitam as leis;
as repartições públicas estão cheias de tecnocratas insanos;
o comércio é extremamente ganancioso.
Apenas os cemitérios são acolhedores:
A Sociedade especializou-se em livrar-se
dos seus mortos e, até mesmo,
fabricá-los quando interessa...
Precisamos, urgentemente, criar mais um bonequinho
(um que represente a corrupção)
e traga uma tarja vermelha proibitiva na diagonal.
Um bonequinho barbudo
que seja afixado em todos os lugares dessa nação:
o símbolo principal do país não pode ser a corrupção!

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

31 de Julho de 2015 (10h22min).