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quinta-feira, junho 06, 2019

Breve antipoema das glutonarias


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 076


Breve antipoema das glutonarias


estamos à beira da falência moral
perdemos o ponto de contato são
doente é aquele que no coração
é um ignorante ‘cardíaco espiritual’
a obesidade do mundo, suas tiranias
se acham loucamente em glutonarias

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/05/2019 (07h31min).




Breve antipoema das bebedices


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 075


Breve antipoema das bebedices


ninguém parece se dar conta disso
que é nefasto o saldo da bebedeira
grotescos humanos viram chouriço
antes do derrame duma choradeira
a sociedade é culpada de tudo isso
ela pare o consumo em chocadeira

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/05/2019 (07h22min).




Breve antipoema dos homicídios


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 074


Breve antipoema dos homicídios


o que direi, francamente, não sei!
é muito homizio acontecendo aqui
tem arma de todo tipo, e as brancas
que em geral assassinam os negros
mas as piores são estas invisíveis:
palavras de maldição, desassossegos

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/05/2019 (07h16min).




Breve antipoema das invejas


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SÉRIE – A VIDA É BREVE COMO UM POEMA ESCRITO NA NEVE - 073


Breve antipoema das invejas


Matilda não sabe viver sem vitrine
sofre a cruel doença da invídia
sonha antes que sua vida termine:
“ser modelo viva, ainda em vida”
tão bela e burra, quanto ‘vida torta’
onde já se viu modelo viva, morta?

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
28/05/2019 (07h08min).