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segunda-feira, julho 27, 2015

POEMAS SÃO ROSAS...



Poemas são rosas
abertas para a vida.

Poemas são rosas
que nascem mudas
no coração do poeta;
crescem botão
no papel branco;
desabrocham rosa
na mente do leitor.

Os versos são pétalas
que se soltam com o tempo
e ganham vida própria
ao espargirem cheiro de poesia
no coração germinado.

O texto que se faz poesia
é aquele que desabrocha
rosa de pétalas formosas
mais firme que uma rocha
em cujas pétalas mimosas
exala o perfume da alegria.

O poema é qual rosa
liberta da roseira-prisão
que circula pelas festas da vida
seguindo a voz do coração.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,
22 de Junho de 2015 (20h05min).

quarta-feira, abril 15, 2015

POEMAS PRECISAM DE CASAS

Os poemas são a doce oferta
da inspiração
que o poeta multiplica
até a forma precisa
aplicando a oferta
na bolsa de valores da poesia.

Os poemas vêm habitar
o coração-poeta
e ali fazem morada
até o dia de nascerem.
Poemas precisa de casas
e o poeta é o seu construtor.

Os poemas ficam hibernando
no coração do poeta
alimentando-se de luz.
Os poemas são a seiva
que o poeta conduz
nas veias abertas da sensibilidade.

Os poemas estão no poeta;
não são o poeta.
Mas estão ali porque o poeta
é o lugar único
onde deveriam estar
até acharem suas palavras de expressão.

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

24 de Fevereiro de 2015 (05h12min).

quinta-feira, junho 19, 2014

OS POEMAS E AS HORAS

Reflito com meus botões: a mente
que pensa poemas
está fértil. Os pés deixaram o
gramado verde, aposentaram as
chuteiras e estão andando sobre
nuvens nas manhãs simbólicas
do Outono. Não há preguiça mais
medíocre que a de pensar.
Assim como planejo o cuidado
do vir a ser, transito palavras
nas vias do coração.
E elas levam, laboriosas,
meu sentimento ao mundo.
A mente que pensa poemas
não mente: as horas passam,
vão-se os dias,
mas a escrita que se semeia d’alma
colhe-se calma
no porvir.
A mente-poema alerta:
– Não tema!
As horas passam e, um dia,
o relógio trava:
quebra-se em cacos,
no éter sem gravidade da vida.
Não há mais giros no ponteiro.
Mas, os poemas ficam:
escritos em papéis soltos;
inscritos alhures nos corações presos
por suas palavras místicas...

Josué Ebenézer – Nova Friburgo,

08 de Maio de 2014 (18h).