domingo, outubro 13, 2013

MOVIMENTO


E este barulho impune
de vozes pelas ruas
de multidões pelas praças
de corpos que projetam sonhos
de cartazes que gritam palavras de ordem
de uma confusão que abafa
o oco brilho da luz de si mesma
como se a engolir a necessidade de
mais estrelas luzentes
nos céus da pátria Brasil.

E esta gente jovem
carregando esperanças no peito
portando sonhos nos pés
zanzando futuro nas esquinas
sob os holofotes do paquidérmico
governo do caos
enquanto abobalhados políticos
se borram no desespero
de causas-próprias quase perdidas.

E este ir sem saber pra onde
e este vir sem saber quando
e este amar sem saber por quê
nos velhos olhos do mundo
os átrios do vir a ser
e a gente jovem sorrindo
e a gente jovem cantando
e a música banindo o sono
do trem da estação que já não é.


Nova Friburgo, 04 de Agosto de 2013 (18h45min).

ISTO FOI UM CULTO


À saída do templo
os fiéis apertam-se as mãos,
e junto,
os rostos acumulam sorrisos.
Partem todos para o meio-dia
cada qual para o seu domingo
que pode ter almoço especial
e ida à praça da cidade.
E passam pelo artesão com suas bugigangas
(no atelier improvisado da praça)
e pela vendedora de balas do sinal.
Quando em casa, a porta cerrando,
depositam chaves, mudam roupas
e se dão conta de que juntos
atravessaram revoltoso mar
mas os sapatos,
(trocados por sandálias leves e frescas)
estão secos.
E o cantarolar da canção da tarde
sinaliza que já não são mais os mesmos.

Nova Friburgo, 11 de Agosto de 2013 (19h05min).

COM AS MÃOS LEVANTADAS EM PRECE


Acaso não terá
terminado o culto
e vem a oração final
a prece apressada
pelo tempo,
e pelo relógio
que insiste em marcar
as horas
mesmo quando
a invasão do transcendental
no temporal
pede pra música
continuar tocando
e os olhos fechados
continuarem visitando
os lugares onde Deus habita
na busca bendita
da paz?

Acaso
as mãos levantadas em prece
não erguerão os muros de
proteção de Deus
para a vida de seus filhos
e o toque das teclas
do piano
reverberarão
o som divino
nos corações crentes?

Não há acaso.
Há apenas o caso
de alguém
que acredita no poder da fé!


Nova Friburgo, 04 de Agosto de 2013 (6h45min).

sexta-feira, agosto 17, 2012

JUVENTUDE

Para os jovens,
olhos se voltam e veem
sempre um campo descoberto –
pasto aberto para o plantio –
ares desimpedidos para o voo,
sonos leves para os sonhos...
Sempre a gente moça carregando miragens
e como são as imagens que traduzem?
Depende dos olhos que falharam antes,
que não amaram antes e já vivem o depois.
Sempre os jovens em corpos sarados
tendo suas vidas em trancados mistérios
que se abatem sobre o devir.
Quase nunca o incentivo, quase nada de razão,
laivos de liberdade, seus quinhões de opressão.
E os jovens sonhando sempre, sorrindo sempre,
caminhando para o amanhã.
O futuro ainda é esperança
e a gente jovem precisa de apoio
precisa de encorajamento
de almas que preparem estradas e
nuvens que sejam veículos leves sem trilhos
para não haver engarrafamento do amor.
E quem lutou ontem vê o jovem lutar hoje
vê o recomeço nos filhos e nos filhos dos amigos
enxerga o amanhã nos horizontes da fé.
E a juventude é a sequência do sonho,
sempre o sonho e também a realização.





Nova Friburgo, 17/08/12 (13h45min).

OLIMPÍADAS POLÍTICAS

E o Brasil?!
Buscando medalhas,
quem sabe, o record olímpico...

Um prefeito disse:
- Quero quebrar todos!
E tomou posse no pátio da Prefeitura.

metanóia

Aquela tarde foi muito curta.
O cafezinho que ele pediu foi servido para o sucessor
no Palácio Barão de Nova Friburgo.

domingo, junho 19, 2011

ORAÇÃO PELOS CASAIS

A Katinha e a todos os casais do
Jantar Romântico 2011 da IBP


Nesta noite tão romântica
Ao som de suave música
Tendo você bem perto e
Sentindo o frescor do vento...
Eu paro por um momento
E rogo a Deus meu Senhor:
Que o amor como a quântica
Mesmo com ondas incertas
Ensine nesta dualidade
Que amar o ser desperta
E à vida traz mocidade.

À luz bruxuleante
Em velas que já se apagam
Num saboroso jantar.
Eu vejo os olhos teus
Mirando os olhos meus
Nos mistérios do amar.
Por isso rogo ao Pai
Que esse alvo sorriso
E essa mão tão perfume
Traga-me sempre um afago
E leve pra longe o amargo
Da dor e qualquer ciúme.

E nessa oração que faço
Ergo as mãos para o Alto
Agradecendo por ti!
És minha amada querida
Amor da minha vida
Que quero ter sempre ao lado.
Não será jantar romântico
Ou mesmo presente caro
Até beijo de ocasião
Que dirá o que sinto e fito
Pois se sigo o meu faro,
Acordes do coração
Nosso amor é infinito!

Nova Friburgo, 18 de Junho de 2011. (16h35min).

quarta-feira, junho 01, 2011

MOMENTOS



A Lindsey Batista Colombani e família

Pousa sobre mim a paz do alto;
a paz do indizível.
Volto-me para todas as direções possíveis:
O horizonte é curto, mas prazeroso,
pois as montanhas, as árvores e o casario nórdico
infestam o cenário de um bucolismo santo.

Paira sobre mim uma paz de espírito,
pois estou em companhia agradável
onde a família se solidifica com a presença de um
aniversariante que produz alegria, satisfação
e dá presente – na contramão da história –
onde o relacionar-se é sobrepujado
por quimeras atordoantes...

Não há mais sol e a bruma da tarde
conduz à uma noite de mistérios.
Os corpos se revestem de uma rouparia infindável
para enfrentar o frio de Campos do Jordão.
E a valsa dos vultos celestes –
pássaros que se recolhem,
sombras fortuitas de gigantescas árvores
que conversam entre si no cochicho do vento
em meio às suas folhagens –,
fazem a dança do Universo de mistério e amor
que entrelaçam familiares que se amam.

Na mesa do restaurante, os quitutes se revezam
em meio aos comensais que entabulam
conversas de amizade.
O tempo para!
E uma coluna de fumaça se ergue -
vertebralmente -
qual escada dos sonhos jacobinos
a indicar que também diante de um saboroso prato
é lugar de Deus estar presente.
Onde há amor; há vida, há Deus.

Descerram-se os panos de mais um ato da vida
e voltamos a sentir a brisa da noite fria
a acariciar o rosto ardente em brasas de satisfação.
O carro desliza silente serpenteando ao longo da estrada
no desfecho do dia.
Há sempre um retorno.
Há quem descanse.
O silêncio se faz.
Há quem não dorme nunca.
Há quem nos guie sempre.
Deus vela por nós.
Há recordações eternas...

São José dos Campos (SP), 29 de Maio de 2011. (07h38min).

DEPOIS DE TUDO, AINDA FALTA...

A Annelise & Alexandre

Irmãos, quando as portas se fecharem e uma barreira crescer
[diante de vossos olhos
e turvo sentimento tomar conta do coração;
quando o existente tiver desaparecido e o real já não for o que parecia antes
[até porque o antes sumiu;
e as pernas bambas perderem o rumo já que a cabeça não quer comandar
e o destino que era certo se perdeu logo ali na esquina:
procurem-me e vos darei uma canção.


Vos darei uma canção, como quem escava a lama, como quem fabrica um
[tijolo, como quem constrói uma casa.

Que fazer diante do desafio, se há que se recomeçar? Recomeçar.
Que fazer diante da caminhada, se a estrada é longa? Caminhar.
Que fazer diante do nada, do sonho desmoronado? Voltar a sonhar.

Dar-vos-ei uma canção e não é só minha.
É uma canção que chegou um dia na minha vida e suaviza sons de esperança
[no meu coração.

Há muito que fazer depois de tudo que se passou...
Os amigos perguntam com os olhos, indagam a razão da esperança
[que há em vós;
os irmãos estendem as mãos e convidam para o aperto da solidariedade;
os vossos filhos, ah, os filhos que são o horizonte renovado do amanhã,
[que já começa a encontrar um porto seguro...
estes filhos vão perguntar no futuro:
- papai, mamãe, onde está nosso chão?

Dar-vos-ei uma canção que recebi de Deus.
É a canção do Senhor em terra estranha (Sl 137.4).
Uma canção difícil de cantar (que até Israel engasgou na melodia),
mas que os filhos de Deus cantam sempre, até em lágrimas;
mas cantam sempre, pois ela é o alimento da esperança.

A resposta para todos; vós dareis com ações.
Dareis respostas com a determinação de vossos gestos;
a fé de vossas palavras;
o brilho de esperança de vossos olhares...

Que minha canção seja o toque suave do Espírito em vossos corações;
que ela produza cócegas de risos de alegria em vossos dias;
que ela faça massagens suavizadoras para expulsar o cansaço;
que ela sibile sons de harmonia em vossos ouvidos.
E que o milagre da reconstrução seja como o preencher do vazio com a
[habitação;
como a semente que morrendo germina a árvore;
como o fruto que maduro, seduz e produz encantamento.
Para tanto, creiais como o salmista: “o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida” (Sl 42.8).

Nova Friburgo, 03 de Abril de 2011. (07h43min).

SÓ DE PENSAR

A Madalena & Gerbert

Os pombos estão ciscando na avenida.
As aves parecem cochichar.
E comem.

(E faz sol; e minha mente arrisca
olhares sobre a montanha.)

com esperanças que jamais se sentiu
(que tudo é enquanto
– enquanto ¬–
não sopra o Vento).

Basta sermos.
E conquistarmos
aquilo que o Espírito vai indicando ao Tempo.

Nova Friburgo, 04 de Janeiro de 2011. (07h14min).

TODA EXISTÊNCIA É TEMPORÁRIA

A Família Lima (Leonel, Rose e João Victor)

Que tudo é enquanto não sopra o Vento –
e a estrada à nossa frente serpenteia
as sensações do infinito
das emoções e do asfalto
enquanto canções,
do fundo do coração,
acenam esperanças
(que tudo é enquanto
não sopra o Vento)
– não sopra o Vento –
E se a vida impõe novos ritmos
os ritmos
da vida
melhor não sermos o que somos
(e as incongruências)
não saber o que sabemos
(e as inseguranças)
que não há vento maior pra soprar
sibilando paisagens novas no horizonte
novas
com esperanças que jamais se sentiu
(que tudo é enquanto
– enquanto ¬–
não sopra o Vento).

Basta sermos.
E conquistarmos
aquilo que o Espírito vai indicando ao Tempo.

Nova Friburgo, 04 de Janeiro de 2011. (07h14min).

ESTAR AMANDO

A Queila e Fábio
em seus 09 anos de matrimônio


Estar amando não é só estar nas nuvens
nem só sentir que há água para borrifar
o solo da esperança.
É agüentar o tranco dos trovões
e desabar sorrisos nos canteiros
da felicidade.
É viajar no horizonte turvo,
mas também aquecer-se ao Sol
do meio-dia do amor.
É o amar.
E se abrir para o azul do firmamento.

Ser cônjuge é aprender na
escola da vida a conjugação
dos verbos amar e esperar.
E como o solo espera o parto
das nuvens gestantes de água;
o amor aguarda a abertura das
torneiras dos sonhos.
E o amor caminha esperanças
na frutescência do árbol de Eros
ao encontro do Amanhã.

Somos então os sonhos e os desejos
e somos a fé e a realização
e continuamos amando e vivendo
porque somos as nuvens e
também as chuvas de bênçãos.

E somos o orvalho e o calor.
Somos o ser assentado no feno
contemplando o futuro. E a fé.

Nova Friburgo, 25 de Dezembro de 2010. (11h30min).

BORBOLETA SONORA

A Adriana e Cláudio
em seus 25 anos de matrimônio


Vasculhávamos, silenciosamente, uns sonhos.
Sonhos performáticos que se mostravam
em neblinas humanas de inconstantes dias
e uma visão incontrolável – amável –
irresistível de árvores e galhos de árvores
e folhas de árvores em variegadas matizes verdes
e todo o baloiçar das folhas: era a realização.

– Amor, escuta o que digo. Não é mais o começo
porém, não é o fim. Estamos no meio. O começo está
tão perto e o fim tão distante porque sinto o amor.
E sinto – como se pressente borboletas sonoras –
mesmo que em asas de movimentos leves e
sincronizados dessas bailarinas da Natureza.
E a arborização densa emite aromas que nos remetem
para o horizonte da felicidade onde reina o amor.

O baloiçar das folhas ao vento
faz parte do mesmo movimento
que leva as borboletas
e leva os sonhos
e conduz ao amor.

Vamos?

Nova Friburgo, 21 de Dezembro de 2010. (19h11min).

HOSPITALAR

A Marcos, Márcia, Manuela e Mariana

Tentei encontrar uma palavra
que definisse o que sinto neste
momento de desfrutar o carinho de vocês.
Não me veio outra senão hospitalidade.
Foi então que grudou-me no pensamento
o trocadilho hospitalar.
O lar de vocês foi para minha família,
nesta semana, tudo o que uma casa
e um hospital têm de bom:
Descanso, cura, repouso, pausa,
solidariedade, amizade, abrigo,
fraternidade, aconchego, ajuda,
assistência, amor.
Com vocês, pudemos conversar,
sorrir, estar juntos à mesa em
refeições apetitosas, nos divertir
com suas lindas filhas e
continuar sonhando com o amor,
com a vida, com os valores
da família e da Igreja.
Que neste momento em que completam
sete anos de vida conjugal,
a simbologia judaica da perfeição
para o número sete possa
levá-los à multiplicação interminável
de todas as coisas boas que
sentimos nestes dias.
E que além do “M” de Marcos,
Márcia, Manuela e Mariana,
se multiplique no lar de vocês
o “M” de maturidade, meditação,
misericórdia, motivação e musicalidade,
para que a família unida possa usufruir
das bênçãos dos Salmos 127 e 128.

São Fidélis, 17 de Julho de 2009. (17h23min).

LÁGRIMAS NO ODRE DE DEUS – (Salmo 56.8)

A Jesuan e Ariela Sol

Posso sofrer angústias impossíveis
E até atravessar vales de morte.
Posso derramar lágrimas constantes
Quais rios interiores de dor...
Mas estas angústias e aflições
Que Deus registra em seu livro
Ele as recolhe em seu odre.

Senhor! Sei que não me faltarão lágrimas,
Pois elas são parte da vida e da dor.
Sei que o choro sempre haverá
E isso provocará em mim o calor
Da inquietação angustiante do ser,
Da incerteza de nem sempre saber,
Onde vai dar o fim desta estrada...

Não te peço que me retires as lágrimas
Nem que estanques meu sofrer.
Se escreves em teu livro minhas dores
Receberei de tua Graça os favores
E aprenderei a prosseguir sem temer.
Só te peço que nesta minha vida pobre
Recolhas minhas lágrimas em teu odre.

Rio Bonito, 03 de Junho de 2009. (10h18min).

quinta-feira, dezembro 02, 2010

PROSSEGUIR/PARAR

A Rosângela e Aliazibe
em seus 23 anos de matrimônio



Reencontrei-me contigo estes dias.


Não foi uma busca insana nos teclados do piano:
ali o som emudeceu com a passagem dos anos.
Foi um grito da derme
nos acordes da esperança
como um grito na garganta
preso pelas cordas de lençol retorcido
lançadas do último andar...
Tudo em mim vai se cumprindo aos poucos
e me assusto com a pele envelhecida
os cabelos escassos
e as lembranças do amor.
Das pétalas coletadas nos trilhos dos anos
eternizo o perfume, a cor e a tessitura
por isso parar é a opção de deixar como está
reviver as emoções, engarrafar o perfume
e entrar numa máquina qualquer que
me leve ao horizonte da satisfação.
Mas os dias estão gravados na memória,
nas rugas, nas veias, nas marcas do tempo
e eles me lembrarão sempre que a vida
não anda para trás: é um constante devir!

E eu me reencontrarei sempre com você
para o infinito, para a eternidade,
porque daqui há um pouco
(meu humano coração pede que seja muito)
novo reencontro se fará na eternidade,
pois somente ali nosso amor
alcançará a dimensão divina que águas
nenhumas poderão extinguir...

Nova Friburgo, 02 de Dezembro de 2010. (20h14min).

O CULTO

A PIB de Jerônimo Monteiro em seus 89 anos

e cada som dessa noite bendita
e cada brilho nas vozes e faces

/celebrações que evocam o passado
e depositam esperanças nos globos
de luzes do Templo iluminado
tocando sensivelmente os corações/
o som dos lábios mudos e falantes;
a harmonia dos sentimentos;
a visível alegria dos olhos detetives
que vasculham o ambiente de amor
/é o Senhor produzindo o Ágape
Cosmogônico em meio a essa gente
que sorri para a vida e anseia a paz;
e se satisfaz só em Deus e seu Cristo/
o pastor empertigado em seu terno,
assumindo ares graves de solenidade,
enquanto o povo bendito celebra
nas canções de um coração que sorri
/das luzes do Templo reflexos salpicam
alcançando o ambiente externo em breu
a Palavra é lida, e não volta vazia:
alcança outra gente, que Jesus também ama!

Nova Friburgo, 02 de Dezembro de 2010. (07h03min).

QUEM VAI ESCUTAR?

A Grace Kelly e Alessandro

Quem vai escutar os gritos do amor
que casamentos feridos ecoam nos Templos?
Em que montanhas ou vales submersos
buscaremos?

Executar a marcha nupcial de Mendelssohn?
Ouvir novamente os acordes da emoção?

A vida que segue; os filhos que vêm; as
doces canções de folguedos infantis
no lar onde o casamento completa anos
e um café quente: quem, de noite,
após o dormir das crianças,
nos chama para olhar a felicidade
estampada na lua brilhante?

Nova Friburgo, 28 de Novembro de 2010. (16h32min).

quarta-feira, novembro 17, 2010

PASSOS MIÚDOS


Passos miúdos, como de japonesa,
Caminham o tempo e sobem a serra
Recolhendo no ar a poesia da vida.

É Suemia que com seu esposo Ornan
Aspira o perfume das flores semeadas
Em dezessete anos de vida conjugal.

Não são passos pétreos de cansaço,
Mas plumas esvoaçantes da leveza do amor...

Sei que sou testemunha desta bênção
Porque já experimentei parte dessa alegria:
Sou só testemunha ocular.
E isto basta!
No Reino de Deus aprende-se a somar dividindo.

Flui, alegria; flui, poesia, flui que ouço o seu cantar
Nos passos miúdos da sabedoria que faz clara a vida.
Ilumina os filhos, sopra o vento do Espírito,
Arrepia a derme da família que sabe amar...

Nova Friburgo, 14 de Novembro de 2010. (8h04min).